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Os dados que faltavam na segurança viária: como medimos a mudança de comportamento na Paving Expo

8 de outubro de 2026

Os dados que faltavam na segurança viária: como medimos a mudança de comportamento na Paving Expo

Durante os 3 dias de evento da Paving Expo, a Oz Produtora e a Ecoposte proporcionaram uma experiência imersiva a 106 profissionais de 15 estados através do Programa VIAS, recolhendo as suas perceções imediatamente após a ação. Os dados demonstraram que a intervenção sensorial elevou a autoeficácia de resistência ao celular de 31% para 79%.

Resumo da experiência imersiva da Oz

  • Amostra & agilidade: 106 pesquisas completas, 0 abandonos, tempo mediano de 75 segundos por participante.
  • Sensibilidade ao risco: 64% já sabiam que o celular é perigoso antes do teste (o risco racional já é conhecido).
  • Salto de autoeficácia: A crença na capacidade de resistir ao celular saltou de 31% para 79% pós-imersão.
  • Público crítico: 91% das pessoas desacreditadas na própria capacidade de resistência mudaram de posição pós-experiência.
  • Consistência: Aumento de 3x no número de participantes com convicção máxima nas 3 dimensões (de 26 para 79).

O problema: medir esforço não é medir mudança

Ao final de uma ação tradicional de segurança viária, a métrica apresentada às diretorias resume-se a indicadores de esforço: quantidade de folhetos entregues, total de abordagens e alcance estimado.

O grande problema das ações educativas e dos relatórios ESG é a ausência de dados que comprovem se a percepção ou a intenção de mudança de comportamento de fato ocorreu.

Para resolver essa lacuna, levamos à Paving Expo uma experiência imersiva com a Ecoposte, com óculos de realidade virtual (VR) e um protocolo de mensuração psicocomportamental em duas etapas.

A experiência imersiva no evento

Durante os três dias da Paving Expo, o público que visitou o nosso estande com a Ecoposte foi convidado a passar por uma simulação hiper-realista utilizando óculos de realidade virtual (VR).

A experiência utiliza o simulador como ferramenta narrativa para fazer o participante vivenciar o impacto de um acidente e, a partir desse estímulo emocional, internalizar a necessidade de um novo comportamento. Além disso, para projetos corporativos e concessões, todos os cenários são produzidos sob medida para representar os trechos exatos de maior risco e o histórico de sinistros de cada rodovia.

Integrado à experiência cinematográfica, aplicamos um protocolo de avaliação digital imediatamente antes e após a imersão. Com tempo mediano de resposta de apenas 75 segundos e zero taxa de abandono, visualizamos como a coleta de dados de percepção de impacto cabe perfeitamente na rotina operacional de campo sem gerar filas ou atrito com o público.

Ao todo, 106 pesquisas completas foram registradas por profissionais e visitantes vindos de 15 estados brasileiros. A amostragem trouxe à tona quatro achados estratégicos fundamentais que redefinem a forma como os investimentos em segurança viária podem ser planejados.

Insights do programa VIAS na Paving Expo

Conscientização racional não é o problema

As campanhas tradicionais gastam grande parte do seu orçamento repetindo o óbvio: que usar o celular ao volante é um sério perigo. O dado coletado na Paving Expo mostrou que 64% dos participantes já concordavam totalmente com essa afirmação antes de qualquer experiência. A frase que avaliava o risco foi a que menos variou na nota média (subindo de 4,4 para 4,8).

Insight: O público já compreende o perigo de forma racional. Insistir apenas no discurso alarmista e informativo é falar apenas com quem já está convencido.

O ponto cego é a confiança em agir

A virada de chave no comportamento do condutor não está em saber o risco, mas em acreditar na sua própria capacidade de resistir ao impulso do hábito. A afirmação "Sou capaz de resistir ao celular" registrou o menor patamar inicial e o salto mais expressivo de toda a experiência: subiu de 31% para 79% de concordância total após a imersão.

Maior impacto para quem mais precisava

O protocolo demonstrou que a experiência imersiva é extremamente eficaz para quebrar objeções e desarmar o ceticismo. Das pessoas que declaravam não se sentir capazes de resistir ao celular ao dirigir, 91% passaram a concordar plenamente após a imersão. Além disso, o número de participantes neutros ou contrários à intenção de evitar o celular caiu de 19 para zero.

Consistência estatística aprimorada

O efeito gerado pela ação não foi pontual nem aleatório. Registrou-se um aumento de 3 vezes no número de pessoas com convicção máxima nas três dimensões avaliadas (de 26 para 79 participantes). Esse comportamento replicou-se com padrão idêntico ao longo de todos os três dias de feira, validando a estabilidade da metodologia.

Cinema, emoção e dados defensáveis

A nossa participação na Paving Expo com a Ecoposte mostra exatamente como pensamos e criamos: as pessoas mudam de atitude quando a mensagem faz sentido e toca na emoção.

A linguagem cinematográfica e a imersão tecnológica servem para abrir o canal emocional do espectador. Em seguida, entra em cena a camada de inteligência do programa VIAS, estruturada sob quatro pilares comportamentais:

  • V (Variação medida): Captura a retenção do impacto perceptivo ao longo do tempo, provando que a experiência deixou um traço duradouro.
  • I (Intenção de agir diferente): Avalia a prontidão declarada para adotar atitudes seguras no trânsito.
  • A (Autoeficácia para resistir): Mede o aumento da confiança do indivíduo em colocar a segurança acima das distrações diárias.
  • S (Sensibilidade ao risco): Mapeia a consolidação da percepção de gravidade diante de comportamentos de risco.

Com o programa VIAS entregamos uma medição legítima, rastreável e defensável dos preditores comportamentais mais próximos e confiáveis disponíveis para intervenções imersivas.

Veja também: Por que viver o risco pode transformar a forma de enxergar o trânsito

Leve a mensuração de impacto para a sua operação viária

À medida que o setor de infraestrutura, concessões rodoviárias e mobilidade exige metas de ESG cada vez mais rigorosas, a prestação de contas precisa evoluir. É o fim da era em que a métrica de sucesso de uma campanha de segurança era o número de panfletos que sobravam no estoque.

A nossa parceria com a Ecoposte na Paving Expo demonstra que o mercado de segurança viária pode, e deve, operar com a camada de dados e inteligência de decisões que faltava.

Se a sua concessionária, rodovia ou empresa investe na redução real de acidentes e deseja implementar ações com evidências documentadas, rastreáveis e mensuráveis, entre em contato com a Oz. Está na hora de medir o que realmente transforma comportamentos.

O material com os resultados compilados da nossa experiência imersiva na Paving Expo pode ser acessado clicando aqui.

Perguntas frequentes sobre o programa VIAS

1. O que é o programa VIAS da Oz Produtora?

O programa VIAS é uma metodologia proprietária da Oz Produtora criada para medir o impacto real de ações e campanhas de segurança viária. Ele combina experiências imersivas de linguagem cinematográfica (com realidade virtual e simuladores) com um protocolo de dados focado em quatro indicadores psicocomportamentais: Variação (D0 a D+15), Intenção de agir diferente, Autoeficácia para resistir e Sensibilidade ao risco.

2. Como a Oz Produtora avalia a mudança de comportamento sem depender de dados de longo prazo?

A Oz adota uma postura de transparência metodológica: intervenções pontuais não provam alteração comportamental definitiva em campo em uma única sessão. Por isso, o protocolo mede os preditores comportamentais mais próximos e defensáveis: a intenção declarada de mudança e a autoeficácia (confiança em resistir ao risco). Com a aplicação da segunda onda de pesquisa (D+15), o programa avalia a taxa de retenção do impacto perceptivo ao longo do tempo.

3. Quais foram os principais resultados do programa VIAS na Paving Expo?

Em 3 dias de feira e 106 pesquisas completas:

  • Sensibilidade ao risco: 64% dos participantes já sabiam que usar o celular é perigoso antes da imersão (a conscientização racional já existe).
  • Salto de autoeficácia: A concordância total com "Sou capaz de resistir ao celular" saltou de 31% para 79% pós-imersão.
  • Conversão de céticos: 91% das pessoas que não se sentiam capazes de resistir mudaram de opinião pós-experiência.
  • Consistência: Aumento de 3x no número de participantes com convicção máxima em todas as métricas.

4. Por que as campanhas tradicionais baseadas apenas em conscientização costumam falhar?

Porque a maioria das campanhas gasta orçamento repetindo o risco racional (que o público já conhece). Comportamento não muda por acúmulo de dados técnicos ou palestras expositivas; muda por impacto emocional persistente . O problema da mudança está na autoeficácia (o indivíduo acreditar que é capaz de mudar o hábito), que é onde o programa VIAS atua.

5. Como o programa VIAS atende às demandas de sustentabilidade e ESG das empresas e concessionárias?

O programa complementa métricas de esforço (como contagem de folhetos entregues ou visualizações estimadas) incluindo relatórios de inteligência com dados auditáveis e rastreáveis. Isso permite que concessionárias de rodovias, órgãos públicos e grandes frotas corporativas comprovem o retorno do investimento social e orientem as decisões estratégicas do próximo ciclo.

Bora co-criar sua jornada criativa?

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