BEM VINDO AOS BASTIDORES DA OZ!

Nesse podcast Hygor Amorim, fundador e CEO da Oz, juntamente com Gus Belezoni, produtor multiplataforma da Oz trazem convidados muito especiais e falam sobre cases, tecnologia, inovação, tendências, técnicas, soluções e curiosidades por trás das produções da Oz.

Descrição
#17

A mistura entre tecnologias digitais - que simulam ou ampliam a realidade - com a vida real já faz parte do imaginário humano há décadas. Entretanto, chegou às nossas mãos de maneira efetiva com o desenvolvimento dos conceitos de realidade virtual e realidade aumentada.

Para falarmos sobre esse assunto tão instigante, convidamos o nosso parceiro Pablo Funchal, que é CEO na xGB - Realidade Aumentada.

INSIGHTS

Hygor Amorim
ANGRY BIRDS AR
SUN SEEKER

Gus Belezoni
CERVEJARIA LEUVEN

Pablo Funchal
AR INSIDER

FICHA TÉCNICA

Roteiro e gravação
GUS BELEZONI

Edição
HENRIQUE GENTIL

Divulgação
ALESSANDRA FERNANDES

Arte gráfica
FRANCIS FIDÉLIX

Motion graphics
VIDEOMATIK

Transcrição
Narrador: Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Gus: Olá, eu sou o Gus Belezoni, seja muito bem vindo ao podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais.

Hygor: Eu sou o Hygor Amorim e esse é o episódio número 17 do OZCAST. Hoje vamos falar sobre a expansão da realidade. A mistura entre tecnologias digitais que simulam ou ampliam a realidade com a vida real já faz parte do imaginário humano há muitas décadas, entretanto chegou às nossas mãos de maneira efetiva com o desenvolvimento de conceitos de realidade virtual e realidade aumentada. Diferentemente da realidade virtual, que tem a proposta de inserir o usuário num cenário, num mundo completamente distinto do real, a realidade aumentada insere elementos virtuais sobre o mundo real. Para falarmos mais sobre esse assunto tão instigante, convidamos o nosso parceiro e amigo Pablo Funchal que é CEO da xGB Realidade Aumentada. Pablo, seja bem vindo ao OZCAST, por favor se apresente para os nossos ouvintes.

Pablo: Legal, Hygor. Obrigado pelo convite, obrigado Gus. Eu gosto de me apresentar como um vendedor e um empreendedor, então acima de tudo, independente de onde eu esteja atuando, isso é o que eu sou na essência, mas hoje estou também, como vocês citaram, CEO na xGB, uma startup de realidade aumentada, também coordeno um MBA da UFSCar, o MBI, Master Business Innovation, hoje a turma de São Paulo, sou podcaster também, amigo de vocês nessa jornada do ofício, debulhando os pormenores da vida corporativa e acredito que eu entrego pro mundo hoje, isso resume bem.

Gus: Maravilha, Pablo. Seja super bem vindo e pra gente iniciar o nosso bate-papo eu queria fazer uma pergunta pra colocar todo mundo no mesmo andar: qual é a diferença entre realidade virtual, realidade aumentada e a mista?

Pablo: Boa, Gus! Eu acho que definir esse glossário muitas vezes ajuda a gente. O vocabulário facilita a comunicação. Antes de entrar na definição dessas três eu vou até colocar mais uma letrinha aí nessa conta que é o XR, que é a realidade estendida. O que é esse Extended Reality, realidade estendida? É um termo guarda chuva que engloba esse mix de realidades. Entrando em detalhes em virtual, aumentada e mista, RV, RA e RM em português abreviadas, a realidade virtual é aquela que eu me isolo do mundo exterior, eu deixo de ver o ambiente que está ao meu redor, então pra isso eu costumo usar um óculos que me isola desse ambiente, então dentro desse ambiente 100% virtual não importa qual tipo de conteúdo está sendo gerado, o que importa é que eu não estou vendo o mundo real naquele momento.

Na realidade aumentada eu continuo vendo o mundo real, mas eu adiciono elementos digitais virtuais. Trazendo um exemplo prático que vem à cabeça é o Pokémon Go, eu estou com o celular na mão, é o dispositivo hardware que auxilia a inserir elementos digitais no mundo real, mas eu continuo vendo o mundo real, então estou vendo, só que usando meu celular eu vejo um elemento que surge na minha frente adicionado ao mundo real.

Já a realidade mista, é um mix entre esses dois, é um meio termo, mas a grande diferença, principalmente comparada à realidade aumentada, é que ela não é meramente algo que eu adiciono, não é só uma composição do mundo real com elemento digital, ela é interativa. Eu brinco que na realidade mista a física existe. Eu tenho uma interpretação em tempo real do mundo real para garantir que os elementos digitais que eu estou inserindo, reajam ao mundo real em tempo real. Um exemplo que eu sempre tento ilustrar com imagens quando eu dou alguma palestra, são três robozinhos colocados dentro de uma sala, sendo que na realidade virtual a sala é virtual, o robô é virtual e eu não tô vendo o ambiente que eu estou. Na realidade aumentada eu estou aqui na sala, estou vendo um sofá na minha frente e tem um robô virtual que entra no sofá, bem no estilo daqueles jogos de videogame antigo que eu passo um jogador por dentro de outro. Já na realidade mista, como isso é interativo e eu interpreto o mundo real, esse robô apareceria ao lado do sofá ou atrás dele ao passo que eu mexa o sofá, o robô mexeria junto porque eu estaria arrastando, é como se eu cristalizasse aquilo fisicamente no mundo real. De uma maneira bem macro e entrando em exemplos, vamos acabar aprofundando um pouco mais, essa é a definição das três realidades que a gente vai bater um papo hoje.

Gus: Perfeito, Pablo! Ficou muito claro pra alguém que pudesse ter alguma dúvida entre elas, são diferentes e até complementares, quero passar a próxima pergunta para o Hygor, mas claro, fique a vontade, pra aproveitar caso você queira, que é especificamente sobre realidade aumentada, o tópico que a gente escolheu pra falar aqui hoje no episódio. Então, Hygor, quais são as principais aplicações da realidade aumentada hoje em dia?

Hygor: Acho que assim, o leque de aplicações é muito grande. Eu escolhi 6 tópicos aqui pra passar bem rapidamente por eles, então vamos lá: número 1: varejo. Aplicações, por exemplo, pra você testar o tamanho de um sofá na tua sala, você consegue ter a escala do seu cômodo real, a escala do móvel aplicada no tamanho exato que ele ocuparia na tua sala e depois desse teste você faz a compra tendo uma certeza do que vai acontecer. Esse é o chamado try-on, depois eu vou até pedir pro Pablo explicar um pouquinho como funciona esse uso dentro do xAR. O outro uso bem próximo do varejo é pra marketing, um exemplo são as embalagens que você consegue extrapolar algum valor da mensagem de venda de um produto, saindo da embalagem. Terceiro ponto: educação e eu até esperava que esse ponto fosse crescer mais rapidamente, então você pode usar em livro didáticos, pode apresentar as ligações de moléculas, por exemplo, porque é importante ter uma visão tridimensional, você pode ter uma projeção em realidade aumentada em cima de uma página do livro das ligações de uma molécula de água, por exemplo, em rotação. É uma experiência que faz sentido pra aprendizagem, uma forma de usar a realidade aumentada como ferramenta que melhora a absorção daquele novo conhecimento. No entretenimento em games, acho que é o destaque, então uma boa parte das pessoas que conhece a realidade aumentada conheceu por conta do game Pokémon Go. Ele popularizou o termo realidade aumentada no mundo inteiro, a indústria dos games tem um papel muito relevante pro desenvolvimento da indústria de realidade aumentada. O 5° tópico é na indústria mesmo pra treinamento e suporte técnico, por exemplo, então você pode fazer uma manutenção em um elevador usando a realidade aumentada em que você abre o motor de elevador e por reconhecimento da imagem do motor o aplicativo vai sobrepondo quais peças você tem que substituir ou você tem que ajustar para que o elevador volte a funcionar normalmente. Por último e em destaque, podemos falar também de acessibilidade, que eu acho que é uma avenida de crescimento pra realidade aumentada que tá só começando também. Eu tive uma experiência muito bacana com realidade aumentada de áudio num óculos da Bolse. Ele permite que alguém que tenha baixa visão ou cegueira total, por exemplo, consiga ter uma leitura em voz de objetos, de placas de sinalização enquanto a pessoa está andando na rua ou indicações turísticas, enfim, esses 6 tópicos que eu selecionei aqui são os que eu acredito ser os principais, os mais relevantes, mas queria que o Pablo até complementasse aqui porque eu tenho certeza que eu tenha deixado alguns itens fora da minha lista. Fala aí, Pablo!

Pablo: Legal, Hygor! Acho que você foi extremamente assertivo. Eu fui até anotando aqui enquanto você falava pra não repetir e não esquecer, mas não tem como eu não destacar varejo e virtual try-on que você citou. É hoje o que a gente mais trabalha aqui na xGB e que tem uma proposta de valor super interessante dessa jornada de compra do usuário, eu consigo experimentar um produto antes de comprar. Você trouxe alguns exemplos voltados pra experimentar um sofá dentro de casa, mas as possibilidades são inúmeras, vai desde eu colocar qualquer coisa no chão, já fizemos isso até pra leilão, pra vizualizar uma escultura antes de comprar, como ficaria ali na minha casa ou qualquer artigo, produtos médicos entre outros produtos que eu projete no chão, na parede: tintas e papéis de parede até no teto, por exemplo, luminária, tudo o que for na casa ou no ambiente esse virtual try-on é algo super legal dentro do varejo.

Faço até um gancho com um mercado destaque no mundo de realidade aumentada e virtual no geral que é arquitetura, engenharia e construção também. Tem algumas empresas dedicadas 100% pra esse mercado que realmente auxilia desde a etapa de planejamento de construção de qualquer obra. Tem um conceito chamado BIM que relaciona muito essa maneira de construção, é quase que uma nova forma de pensar a construção em que a realidade aumentada é uma ponta fundamental na maneira de visualização desse projeto. Mas também pra arquitetura, construção, o arquiteto como usuário disso junto ao seu cliente. Eu daria destaque também pra esse mercado, traria também turismo, dentro desse universo eu consigo reconstruir ambientes e contar a história daquele lugar, dentro de uma cidade, apontando pra um determinado elemento, pra um prédio, entender o que aconteceu ali e até mesmo reanimar situações, mas contar um pouco da história. Além de guia dentro dessa cidade, me levando pra lugares, fazer um tour guiado em realidade aumentada dentro de uma cidade, por exemplo, é uma aplicação que já acontece na Europa e eu acho que tem bastante potencial. Por fim, saúde, dentro do universo de saúde, até parecido, muitas vezes, com o universo da indústria. Tem muitos médicos usando já a realidade aumentada, realidade mista ou Microsoft HoloLens para fazer cirurgias, ser mais assertivo. Eu escaneio um corpo, faço uma ressonância, projeto em cima do paciente onde é exatamente o tumor e eu tenho muito mais assertividade que é como se eu tivesse fazendo uma cirurgia usando um raio x, mas usando na verdade essa projeção com realidade mista usando um óculos pra isso.

Algumas que me vieram à cabeça que eu já vi cases super interessantes que você não tinha citado.

Gus: É muito legal, inclusive, eu confesso que nunca tinha parado pra pensar quantas possibilidades são de fato. Pra gente continuar nossa conversa eu queria retomar o termo que o Hygor citou lá no primeiro exemplo, ele falou do xAR. Eu queria, Pablo, que você explicasse o que é o xAR.

Pablo: O xAR, assim como a xGB (x Good Brains), o xAR que é augmented reality, realidade aumentada em inglês que é a plataforma de realidade aumentada desenvolvida pela xGB focada em democratização da realidade aumentada. A gente entende que dentro desse universo teve uma dificuldade de escalar a tecnologia até então pela necessidade do desenvolvimento da tecnologia em cada situação que ela seria usada. Requer muitas linhas de código e um desenvolvedor envolvido. O xAR foi criado pra facilitar esse processo, pra que qualquer pessoa consiga criar uma experiência de realidade aumentada num modelo SAS (Software as a Service) em que o usuário paga um plano de assinatura pra usar a plataforma e gerar os seus conteúdos lá dentro, suas experiências.

Hoje atuamos em duas frentes principais nesse modelo, já temos duas plataformas xAR: a xAR virtual try-on e a xAR interatividade em embalagens impressas. Começando pela xAR interatividade em embalagens impressas, que foi a primeira que criamos, ela funciona basicamente como um match entre uma imagem e um conteúdo em realidade aumentada. Usando a plataforma xAR qualquer usuário que cria uma conta, consegue adicionar uma imagem que será o que chamamos de trigger, de imagem gatilho, marcador, vincular esse marcador a algum conteúdo audiovisual. Esse conteúdo audiovisual pode ser um vídeo, pode ser um 3D, uma animação 2D. Com o xAR eu consigo unir essas duas pontas, eu faço upload de um conteúdo previamente criado, daí surge a grande importância de produtores de conteúdo audiovisual e conteúdo 3D como um todo, mas eu uno esse conteúdo a uma imagem, simplifico a etapa que a tecnologia acontece, não preciso programar uma experiência de realidade aumentada e isso é lido a partir do aplicativo xAR, de um aplicativo white lable que a gente cria com a identidade visual do cliente ou com a implementação dessa solução dentro de um app que já existe.

A outro plataforma xAR que a gente chama de virtual try-on, basicamente é eu conseguir criar experiências direcionadas pro e-commerce, então fazer o upload nesse caso do modelo 3D como um sofá que citamos aqui algumas vezes, e já gera um link que eu simplesmente implemento no meu e-commerce como um botão pra eu conseguir projetar esse sofá ali dentro da minha casa. É facilitar esse processo de criação da tecnologia de realidade aumentada a partir de conteúdos pré criados. É assim que simplificamos hoje a realidade aumentada.

Hygor: Simplificar nem sempre significa que é fácil. Nós temos na Oz pelo menos 10 anos de experiências de projetos com realidade aumentada. Passamos por várias formas de desenvolvimento incluindo a tecnologia nos nossos projetos. Nos primeiros anos nós tínhamos uma equipe de desenvolvedores que trabalhavam pra criar uma solução que entregasse a experiência que a gente tinha idealizado na Oz e o xAR resumiu tudo o que a gente já fez. Ele consegue entregar de uma forma muito mais rápida, barata, fácil, simples de distribuir uma ação em realidade aumentada. Pra gente foi muito impactante, por isso que esse papo é rico, de a gente poder compartilhar experiências que temos juntos também. Eu queria ouvir de você, Pablo, eu sei que boa parte das ações de realidade aumentada, nem tudo é necessário um trabalho da Oz pra ter uma ação de realidade aumentada, porém em alguns outros projetos mais complexos onde temos todo um contexto a ser criado, onde a realidade aumentada entra como uma experiência no meio de uma jornada, ter junto, numa mesma campanha, a tecnologia e o conteúdo podem ter um peso equivalente pra fazer a experiência acontecer. Eu queria te perguntar justamente isso, na tua jornada com o xAR, como que você vê a relevância e as diferenças entre o tipo de conteúdo que vai ser aplicado em realidade aumentada. Como é que você vê o peso da produção desse conteúdo quando temos a necessidade de ter uma produtora envolvida no projeto?

Pablo: Cara, sim, sem querer fazer qualquer tipo de jabá, mas é inevitável porque isso é uma opinião bem sincera que eu falo todas as vezes que eu debato com qualquer pessoa. É imprescindível que tenha uma produtora ou alguém que pense no conteúdo muito além só do conteúdo, que vá passos atrás a isso pra inclusive entender se aquela é a mídia mais adequada, o formato mais adequado e construir a história e o contexto de como aquele conteúdo será aplicado, então eu coloco várias vezes que a tecnologia usada como fim e não como meio acaba sendo uma frustração pras pessoas que usam e muitas vezes ela é usada como fim e não como meio quando não tem alguém que está pensando no conteúdo de certa forma, só tá indo diretamente pra tecnologia. No contexto de marketing, principalmente, em que a ideia é usufruir dos benefícios dessa tecnologia pra passar uma mensagem, sem sombra de dúvidas, a realidade aumentada é uma tecnologia fantástica, ela tem potencial por ser imersiva, de aumentar a capacidade de absorção daquele conteúdo, mas qual é o conteúdo que eu quero passar, como é que eu garanto que as pessoas de fato assistam e fiquem engajadas com ele? Pra isso eu tenho que criar contexto, tenho que produzir uma material que pense coisas que parecem ser óbvias mas não são e muitas vezes, na verdade, estragam a experiência como tempo de duração da experiência, qual vai ser o peso dessa experiência, tempo de carregamento da internet, independente de onde eu vou utilizar isso, como os elementos vão aparecer, qual vai ser a compatibilidade desse conteúdo com a tecnologia e isso, muitas vezes é algo que vem da expertise de uma produtora que trabalhe muito mais do que com a construção audiovisual, mas que pensa história, que pensa momento, que contextualiza aquele momento a-há. A tecnologia serve pra coroar uma história que está sendo previamente contada e que a tecnologia de realidade aumentada pode ser surpreendente para apresentar. Acima de tudo RA é uma forma de mídia, é uma forma de eu mostrar um tipo de mídia, então eu posso criar um vídeo e colocar ele pra reproduzir dentro do YouTube ou eu posso criar um vídeo e enviar pelo WhatsApp, assim como eu posso criar um vídeo que seja até o mesmo, muitas vezes, só que para rodar dentro de RA, mas se eu colocar esse vídeo pra rodar dentro de uma experiência de RA pensando que o meu marcador, a imagem trigger é uma TV que tá desligada e vai aparecer que ela liga e o vídeo começa a rodar e ele já tem um call to action ao final pra eu me inscrever, dar um feedback ou ir pro Instagram, pra uma próxima ação e o contexto que foi criado é exatamente pensando no objetivo final da ação, esse resultado costuma ser muito melhor. Por isso que eu trago que é imprescindível. Usar a tecnologia simplesmente por usar sem pensar a forma de usar esse conteúdo, o objetivo final e como construir o conteúdo pra atingir aquele objetivo, muitas vezes, torna a ação um fiasco, até cria um certo trauma em pessoas com uso da tecnologia.

Hygor: Muito massa você trazer essa lembrança do anúncio da TV desligada. Vou até compartilhar aqui duas experiências que nós tivemos na Oz com realidade aumentada em impressos, então primeiro foi um anúncio que nós fizemos da Oz mesmo em 2012 numa revista que circula no meio de agência de publicidade no aqui no estado de São Paulo que era uma página que nós compramos que tinha uma tevezinha antiga, de tubo fora do ar com ruído de imagem e quando você virava a webcam, a TV sintonizava uma propaganda da Oz que no fim tinha um convite pra você visitar o site e inclusive saber como levar essa mágica pra ações de marketing das outras empresas, foi super bacana. Um outro, Pablo, que esse eu nao tinha te falado, que nós ajudamos um cliente que tinha o sonho de comprar uma página inteira de uma revista cara aqui no Brasil, e ele comprou um oitavo da página, mas esse um oitavo era um marcador de realidade aumentada, e a animação que nós fizemos era o anúncio dele se desdobrando e ocupando as duas páginas da revista. Então foi uma forma de hackear o espaço publicitário da revista, usando a realidade aumentada

Pablo: Genial! Genial! Esse exemplo acho que é fantástico pra se pensar em contexto. Eu acho que essa mistura de uma tecnologia bem aplicada com uma história bem contada e um conteúdo bem produzido, pode ser a receita do sucesso.

Gus: Bom, Hygor, Pablo, muito legal o papo até aqui. A gente falou um pouco de passado e também falamos bastante sobre o presente, sobre aplicações, possibilidades e tudo mais. Então a minha pergunta final, que eu estendo pros dois, é justamente sobre o futuro: o que vocês vêem de possibilidades e previsões para o futuro de tudo isso que a gente está falando?

Pablo: Cara, primeiro eu acho que o futuro já está se tornando um pouco o presente, mas eu acho que pensando numa escala de dez anos pra frente, eu sinto que vai ser bem divertido, primeiro, mas que pode ser bem preocupante, então eu vou trazer duas visões aqui. Com a evolução das tecnologias, como a gente tem visto, temos cada vez mais pesquisas para o desenvolvimento de óculos, a previsão é que talvez no ano que vem saia a primeira versão de óculos de realidade aumentada da Apple, e isso, assim como o iPhone foi uma disrupção, pode ser uma disrupção nesse mercado. Isso porque os óculos hoje ainda não são tão utilizados em escala por uma questão cultural, e por uma questão de layout também. Obviamente a tecnologia tem que rodar muito bem, mas eu não vou sair na rua com um óculos que é um capacete, que incorpora minha cabeça inteira, mas a Apple trazendo um óculos que é praticamente um óculos de grau, eu conseguiria usar isso no dia a dia normalmente sem interferir em peso, em nada na minha vida, passa a ser uma nova layer que eu adiciono, que faz com que eu não precise usar mais meu celular, teoricamente. Então imagina que eu consiga responder as mensagens tudo por áudio, ou até mesmo com a detecção da câmera desse óculos fazer qualquer movimento com as mãos e já detectar o que eu estou fazendo, eu simplesmente crio um novo mundo em que eu possa imergir diariamente através desse meu óculos. Isso pode criar pro marketing, experiências personalizadas, eu posso colocar anúncios personalizados nos lugares, então aquela interferência de outdoor que não pode ter mais numa estrada, numa cidade, eu posso passar a poder colocá-lo no mundo virtual… Será que isso vai ser legalizado? Olha a oportunidade que abre pra área Legal, jurídica e privacidade de dados. Eu consigo me relacionar com as pessoas, filtrar alguns layers, colocar o ambiente que eu vivo de uma forma diferente, mudar os móveis, mudar a decoração, ver até grafite nos muros, uma obra de arte de uma forma diferente. Então eu posso realmente criar o meu mundo e isso vai conviver comigo no dia a dia. E o próximo passo é uma lente de contado, uma empresa que chama Mojo Vision tem desenvolvido essa lente de contato que avança simplesmente de eu não precisar usar os óculos, conectado ainda com SmartWatch e AirPods, eu realmente viro um Cyborg, e aí quando a gente vai pra esse lado um pouco mais negativo da análise, tem questões éticas envolvidas, tem questões de dados e tem uma questão também cultural, filosófica, se é por aí que a gente gostaria de ir. Então se eu vou conseguir simular situações em geral do dia a dia e mudar como eu me relaciono com as pessoas, será que a gente não vai criar uma cultura e uma sociedade muito tecnológica e isolada de sensações e sentimentos? Então cabe a gente dar um destino a essas tecnologias que agreguem valor de forma positiva, e tem sim um futuro fantástico que a gente pode usufruir com esse lado da tecnologia se a gente bem coordená-la pra esse tipo de uso.

Hygor: Bem, eu concordo 100% com que o Pablo trouxe, eu acho dos cenários possíveis pr futuro, existem cenários positivos e outros não tão positivos assim, mas eu gosto de pensar o positivo. Mas o que eu acho que muda muito em relação ao que a gente tem hoje, é que eu acredito que a gente vai ter a queda da supremacia dos smartphones, nós vamos ter smart devices espalhados por todos os caminhos que a gente percorre, e a realidade aumentada aplicada na nossa visão e audição e depois em outros sentidos, a gente vai conseguir ter a nossa própria versão de mundo.

Gus: É isso aí, então chegamos ao importantíssimo bloco de insights, que tem a proposta de compartilhar referências e dicas sobre o tema que a gente tá abordando no episódio de hoje. E pra começar, eu gostaria de ouvir a dica, o insight, do Pablo. Você pode compartilhar com a gente?

Pablo: Claro, Gus! A minha dica, meu insight de hoje é voltado até pra quem quer se aprofundar um pouco mais no tema e quem quer ficar atualizado sobre tema de realidade aumentada, que é uma página que chama AR Insider, a página é “arinsider.co”, eu sugiro que quem se interessar por isso se inscreva na newsletter deles, porque são conteúdos fantásticos, uma curadoria genial e é um dos lugares que eu mais busco conteúdos semanalmente pra me manter atualizado sobre notícias, novidades da tecnologia, mercado, aplicações, dentre outros insights do universo da realidade aumentada.

Gus: Sensacional, obrigado pelo insight. Hygor, você pode compartilhar seu insight com a gente?

Hygor: Posso, claro. Bom, eu vou dar duas dicas aqui, um deles é um app que eu uso há muitos anos e ele tem uma aplicação muito legal e o app é extremamente simples na operação, que é o Sun Seeker. Ele tem um mapa do céu, principalmente da posição do Sol, ele usa basicamente câmera, bússola e sua geolocalização. Então você consegue, por exemplo, vou mapear uma locação pra gravar um comercial de tv ou uma cena de um filme institucional o um documentário, e quando eu faço a visita na locação, eu consigo saber a posição em que o Sol incide nas janelas dessa locação em qualquer horário do dia, usando o Sun Seeker. Cara, você tem exatamente a posição do Sol em qualquer dia do ano em qualquer lugar do mundo e é muito legal, ele é muito simples e se não me engano ele é gratuito, inclusive, ele tá na Apple e na loja do Google. E o segundo, eu vou dar a dica de um game em AR que eu experimentei recentemente, é um game conhecido por todo mundo, que é o Angry Birds AR, em realidade aumentada, é basicamente a mesma mecânica do jogo, só que você coloca os bloquinhos e os passarinhos em cima de uma mesa na sua casa e você tá segurando o estilingue com outro passarinho que vai destruir os bloquinhos do outro. Então você arremessa ali com o estilingue na mão. É muito divertido, é muito bem feitinho, muito bem traqueado, o efeito de luz e sombra em cima de uma mesa é muito real, é como se você estivesse jogando Angry Birds de verdade em cima da sua mesa de jantar. E aproveito pra passar aí pro Gus trazer a dica pra gente. Gus, qual é o seu insight do dia?

Gus: Cara, meu insight do dia é a cervejaria artesanal, Leuven, que é de Piracicaba, inclusive, de onde eu nasci. Eles criaram um esquema de rótulo em realidade aumentada, como vocês já comentaram anteriormente, pra alguns tipos específicos de cerveja, que são a Golden Ale, a Red Ale e a IPA, a estreia foi em dezembro de 2016 e na época bastava você baixar na play store o aplicativo da cervejaria e com a câmera do seu celular você apontava pro rótulo e ele gerava um movimento dos personagens que são guerreiros, dragões, uma bruxa, um mago… Então o meu insight vem não só no sentido de falar da cervejaria em si, mas por ter uma lembrança muito boa porque eu ganhei de presente um kit uma vez, e cara, a cerveja é muito boa, mas o rótulo me chamou atenção, teve um valor de presente diferente.

Bom, a conversa tá incrível, mas infelizmente a gente tá chegando ao nosso tempo do episódio, então eu quero aproveitar pra agradecer mais uma vez a sua presença, Pablo, e também eu aproveito pra te passar a palavra mais uma vez pra que você deixe seu contato, caso alguém queira conhecer mais sobre você ou seu trabalho.

Pablo: Legal, Gus, eu gostaria de agradecer muito o convite por parte da OZ, do Hygor, de você. Foi um papo super legal, é sempre um prazer bater essa bola aí com vocês, e conversar sobre esse tema que ficaríamos horas falando, fico à disposição pra um próximo convite no futuro de outro tema que vocês julgarem ser relevante, e pra quem quiser se conectar comigo, pode me encontrar no LinkedIn ou no Instagram como Pablo Funchal, se quiser seguir também no xAR ou a xGB no instagram é @xarbrasil ou @xgoodbrains e acredito que seja isso, agradeço novamente e fico à disposição pra papos futuros.

Hygor: Pablo, super obrigado de novo por ter aceito o convite, pela nossa parceria de longa data, pela nossa amizade, acho que a gente ainda tem muito caminho pela frente pra criar projetos e levar experiências novas pra esse mundo tão sedento por experimentos diferentes.

Bom, esse foi o episódio número 17 do OZCAST, falamos sobre a expansão da realidade. Siga e compartilhe o programa, assim o conteúdo chega em ainda mais pessoas. A sua empresa também pode ter um podcast e conteúdos em realidade aumentada, o que acha da ideia? Fale com nosso time e saiba como.

Narrador: Você acabou de ouvir o OZCAST, o podcast da ozprodutora.com, visite o site e conheça mais sobre a OZ e deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#16

A Oz Cultural é o núcleo de produção de conteúdos independentes da Oz. É por meio dela que idealizamos e produzimos os nossos próprios projetos audiovisuais. Buscamos meios de financiamento e distribuição para ideias criativas e com grande potencial de gerar um impacto positivo nas pessoas. Os projetos podem ser curtas, médias, longas metragens ou até mesmo séries para televisão e internet e experiências em Realidade Virtual ou Aumentada. É pela Oz Cultural também que firmamos parcerias com empresas que patrocinam projetos audiovisuais de impacto sociocultural!
Para falarmos sobre os bastidores, convidamos a Recy Cazarotto, produtora executiva da Oz Cultural.

Transcrição
Narrador: Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Gus: Olá, eu sou o Gus Belezoni, seja muito bem vindo ao podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais.

Hygor: Eu sou o Hygor Amorim e esse é o episódio número 16 do OZCAST. Hoje vamos falar sobre marcas e impacto social.

A Oz Cultural é o núcleo de produção de conteúdos independentes da Oz. É por meio dela que nós idealizamos e produzimos os nossos próprios projetos audiovisuais, buscamos meios de financiamento e distribuição para ideias criativas e com grande potencial de gerar impacto positivo nas pessoas. Os projetos podem ser curtas, médias, longas metragens ou até mesmo séries pra televisão, pra internet além de experiências em realidade aumentada e virtual. É pela Oz Cultural também que firmamos parcerias com empresas que patrocinam projetos audiovisuais de impacto sociocultural. Para falarmos sobre esses bastidores, convidamos a Recy Cazarotto que é produtora executiva da Oz Cultural. Recy, seja bem vinda ao OZCAST, e por favor se apresente aos nossos ouvintes.

Recy: Oi pessoa, Hygor, Gus. Obrigada pelo convite, pela segunda vez aqui no OZCAST. Eu sou a Recy, sou produtora executiva na Oz Cultural. Já tô aqui na Oz faz um tempinho, no departamento cultural pra gente criar e produzir novos projetos.

Gus: Seja super bem vinda mais uma vez, eu queria saber e ninguém melhor do que vocês para falar, um pouco mais da história, como e porque surgiu e o que tem acontecido atualmente nesse núcleo de produção da Oz Produtora.

Hygor: Boa, Gus! Essa pergunta faz a gente dar uma viajada no tempo, porque desde o início da criação da Oz, um dos meus desejos era poder criar os nossos próprios projetos, mas lá no comecinho a gente tinha muita dificuldade, falta de experiência, falta de conhecimento, falta de estrutura, falta de recursos em geral pra poder ter uma área que consiga ter um equilíbrio financeiro, se sustentar e ao mesmo tempo criar muitos projetos com objetivo comum, então o sonho de ter um departamento pra criar os próprios projetos surgiu junto com a Oz, mas nós levamos cerca de 4 anos pra criar o nosso primeiro projeto de impacto social que foi o Animando Vidas, e depois de diversas versões do Animando Vidas, o desejo de estruturar uma área dentro da Oz dedicada só aos projetos independentes, aos projetos de impacto, foi crescendo ao ponto de conseguirmos em 2014 criar esse braço, esse núcleo dentro da Oz, que nós chamamos de Oz Cultural, que tem um time dedicado exclusivamente a pensar, buscar oportunidades, criar projetos, gerenciar a produção de projetos e busca incessantemente encontrar um ponto de equilíbrio entre o nosso desejo de impactar o mundo e o equilíbrio financeiro da execução desse projetos. Esse é o início da Oz Cultural, o desejo coincide muito com o início da Oz, mas a concretização foram conquistas ao longo dos anos da produtora.

A motivação principal por trás da Oz Cultural é justamente o fato de nós acreditarmos, todos, que o audiovisual tem um poder de impactar pessoas, de mudar comportamentos, de gerar questionamentos, e com isso a gente entende que mudando pessoas, podemos ajudar a mudar o mundo. Pra falar um pouquinho sobre o que a gente tem feito, como a gente faz, eu vou passar a bola pra Recy pra complementar, porque ninguém melhor que ela pra poder explicar.

Recy: Bem bacana a gente começar com essa introdução do Hygor, toda essa explicação, a questão da motivação porque eu acho que isso se reflete muito nos projetos. Vou falar um pouquinho deles e vocês vão poder perceber que os projetos sempre tem um cunho social, educacional, algo que vá além do entretenimento. Temos alguns projetos que já concluímos, e que está em desenvolvimento, produção e eu vou comentar um pouquinho dele com vocês.

Temos a série Mytikah, o livro dos heróis que é uma animação pro público infantil que já foi finalizada, já estreou, estamos na etapa de divulgação, licenciamento para canais e alguns streamings. Temos a série documental Sementes da Educação, primeira temporada, que também já estreou pelo canal Cine Brasil TV. Essa primeira temporada fala sobre iniciativas educacionais de escolas públicas que têm alguma forma de inovação na sua metodologia, nas suas práticas para que possamos inspirar novas escolas, outros educadores mostrando que mesmo com todas as dificuldades que todas as escolas públicas enfrentam, ainda temos exemplos positivos que podem inspirar esses lugares a se tornarem lugares melhores.

Em produção temos o nosso primeiro longa. Ele vai tratar sobre práticas ambientais que conseguimos enxergar muito em ecovilas ou em coletivos que já tem um caráter ambiental muito forte, mas como podemos levar essas práticas pra lugares urbanos ou lugares que também é o senso comum mais difícil adotar essas práticas ambientais. Também tem esse “quê” um pouco de inspiração, de motivação e de transformação com algum tipo de impacto, nesse caso, ambiental.

Estamos fazendo um curta de animação, também infantil, que é a nossa primeira adaptação literária, chamada “Teo, o menino azul”. É uma adaptação de um livro lá no início dos anos 90 e foi muito famoso, muito recomendado inclusive pela UNESCO, por essa questão de cultura de paz por ser um dos pioneiros a abordar esse tipo de temática naquele momento e agora estamos produzindo um curta sobre ele. Produzir conteúdos para o público infantil também é um jeito de impactar positivamente, principalmente o futuro. As crianças são o nosso futuro e se elas crescerem tendo acesso a um audiovisual de qualidade, pode fazer bastante diferença pro mundo como um todo nos próximos anos.

Também estamos produzindo o primeiro episódio do Mytikah, também de animação infantil, em realidade virtual 360. O tema ainda é segredo, mas estamos produzindo e vai estrear no início do ano que vem. Pra quem tiver interesse em assistir essas obras, temos a primeira temporada de Sementes da Educação no canal Cine Brasil TV e no streaming deles e também no VIDEOCAMP, uma plataforma de distribuição por impacto, gratuita, e em breve também, a primeira temporada de Sementes vai estar na Pluto TV, um streaming novo parecido com o YouTube, com monetização por anúncio, e o Mytikah é o nosso xodózinho tá na Amazon Prime, tá na PlayKids, ta ná TV Brasil, também está no VIDEOCAMP, também tá na TV aberta através da Rede Vide Educação, no Vivo Play, no NET Now, no Futura, no Todes Play e também em breve na Pluto TV, assim como a primeira temporada de “Sementes”. Quem acompanha as redes sociais do Mytikah pode perceber que costumamos passar bastante em festival, então acompanhando por lá tem essas notícias dos festivais online que tá rolando e é possível de acompanhar.

Como eu comentei das redes sociais do Mytikah, também queria voltar um pouquinho e falar das redes sociais de Sementes: @sementesdaeducacao tanto
no Instagram quanto no Facebook. Temos divulgado muitas notícias da série em si e algumas pílulas, gravamos bastante material complementar e eles estão disponíveis tanto nas redes sociais como também no canal do YouTube do Sementes e do Mytikah a mesma coisa, notícias, bastidores, acompanhamento da produção desse episódio novo em realidade virtual que estamos fazendo. O Mytikah é @mytikah.herois.

Gus: Eu sou fã desses projetos, tive a oportunidade de atuar em algumas etapas, fico muito contente de ver o número de plataformas e como esses projetos têm sido bem recebidos não só pelas plataformas em si, mas pelas pessoas, pelas crianças que é o principal pra gente. Estamos falando um pouco sobre projetos de impacto sociocultural, mas eu tenho uma percepção de que algumas empresas têm uma dificuldade em algum momento de se envolver em projetos desse tipo e a minha pergunta vai exatamente nesse sentido: de que maneira que a o Oz Cultural consegue ajudar as empresas a criar e participar desses projetos?

Hygor: Estamos num contexto hoje com a crescente valorização do ESG, que é uma sigla que representa o lado ambiental, social e de governança das grandes marcas. Esse conceito foi lançado em 2004, mas só recentemente, nos últimos anos ou meses ele tem ganhado pauta globalmente. Basicamente ele fala como que as práticas ambientais, sociais e de governança das empresas garantem um futuro melhor do negócio. As empresas que mais têm conseguido se sustentar bem diante de todas as incertezas que o mundo está apresentando, apresentam um bom equilíbrio de ações também olhando o lado ambiental, social e de governança. É uma gestão voltada para os stakeholders da empresa. Então olhando nesse ponto em que o impacto socioambiental e cultural passa a ter um valor maior ao você analisar o potencial de uma empresa de prosperar, a Oz Cultural também se conecta dentro desse contexto auxiliando as marcas a produzirem conteúdos audiovisuais de impacto sociocultural, seja ela patrocinando projetos que nós já temos e que já tem um papel, que já tem um propósito de gerar impacto social, como no caso do projeto Animando Vidas, que é um projeto que pode ser realizado com qualquer empresa do país, inclusive remotamente, onde crianças, filhos de funcionários ou representantes da comunidade, participam da criação de curtas metragens em desenho animado que levam uma mensagem de transformação para os adultos, para o mundo. Esse é um exemplo de um projeto que nós temos dentro de casa, mas também nos conectamos com empresas para entender quais os objetivos sociais e culturais que a empresa tem e nós ajudamos a empresa na criação de projetos que tenha como fim resultados em audiovisual e que gerem esse impacto também nas pessoas, então a Oz entra como um proponente de um projeto pra uma lei de incentivo, por exemplo, que a Recy vai entrar nos detalhes, ela entra com patrocinadora, nós assumimos toda a responsabilidade de criar, executar, prestar contas, e a empresa simplesmente patrocina por dedução fiscal e ela leva toda a presença da marca dela em todos os momentos de contato com a sociedade que aquel projeto propiciar.

Também tem uma forma que é através de patrocínios diretos, por exemplo, por conteúdos de marca, conhecido como branded content onde a empresa abraça uma causa social, por exemplo, em que uma grande campanha de mobilização que pode ter peças audiovisuais, ajudam a criar um movimento pra uma mudança de opinião, pra levantar um ponto de discussão super relevante pro momento atual, enfim…

São formas do audiovisual e da Oz Cultural apoiar empresas a se posicionarem diante dessa nova tendência global onde o ESG passa a ser um critério muito relevante na avaliação do valor real que as empresas têm pro mundo.

Eu queria até aproveitar e passar pra Recy falar um pouquinho sobre essas formas de financiamento que podemos oferecer, criar parcerias com as empresas. Fala um pouco pra gente dos modelos que temos trabalhado ou dos modelos que existem.

Recy: A gente tem duas vias principais de financiamento: uma quando a Oz tem um projeto cultural e apresenta pra empresas parceiras e essa empresa pode apoiar através de dedução fiscal de algumas leis específicas, acho que a mais conhecida é a lei de incentivo à cultura, que é uma lei federal, mas também temos leis de incentivo à cultura em todos os âmbitos: federal, estadual e municipal; e temos os patrocínios diretos que é quando o dinheiro é aportado sem uma lei específica num projeto que a gente apresenta, ou então a parceria mesmo, quando a marca quer desenvolver um projeto e ela traz essa ideia pra gente, o dinheiro também viria de um patrocínio direto através desse branded content.

Temos essas duas possibilidades através da gente, enquanto Oz, leva o projeto pra empresa ou pra marca parceira ou o contrário, quando eles chegam com a ideia pra gente e desenvolvemos juntos através de um branded content.

Gus: Legal, Recy! Acho que ficou bastante claro que existem alternativas diversas, no final a gente deixa os contatos pra quem quiser saber mais pra acessar a Oz e mandar uma mensagem pra gente e vamos estar à disposição para falar sobre isso também.

Aí eu queria retomar sobre um projeto específico que é o Sementes da Educação. Falamos um pouco sobre ele, trouxemos algumas referências, você falou da temporada, mas como ele é um projeto que tá tendo continuidade, estamos planejando o lançamento da segunda temporada, a minha pergunta é em termos conceituais: qual que é o propósito da série?

Hygor: A série Sementes da Educação é a primeira série documental produzida pela Oz. Como eu disse lá atrás, o nosso propósito é gerar impacto positivo no mundo. Nós entendemos que educação é um tema de extrema importância pra ser olhado, analisado, pra ser transformado aqui no Brasil. Se pensamos em um futuro melhor, ele passa por uma educação melhor. A primeira escolha pela temática em educação veio justamente por entender a relevância que a educação tem em promover um mundo melhor. Quando nós fomos criar, pensar nos primeiros conteúdos, uma ideia que nunca saiu da nossa cabeça era a de olhar pra educação pública, porque não existe falar de país melhor se não estivermos olhando pra educação pública. Então o propósito da série Sementes da Educação é inspirar transformações positivas na educação pública brasileira através de exemplos inspiradores vindos da própria educação pública. Nós passamos por uma fase de pesquisa com apoio de especialistas para encontrarmos aqueles exemplos que são totalmente fora da curva da forma como a escola se relaciona com o aluno, a forma como ela impacta a vida dos alunos que passam por aquela escola ou que vivem aquela escola, a comunidade que participa daquela escola. Encontrando essas escolas, nós mergulhamos no dia a dia delas pra tentar entender o que fez aquela escola ser diferente das demais, como ela faz, quem são as pessoas que estão por trás, quais as motivações pessoais deles, e também analisamos o impacto disso nos alunos, na comunidades, nas famílias dos alunos. É um mergulho na forma de ser diferente dessas escolas escolhidas para participar da série que, ao todo, considerando as duas temporadas que nós temos gravado, são 26 escolas espalhadas por todas as regiões do país. Temos uma amostra muito boa de como é possível na educação pública, apesar de todas as restrições e desafios que a educação pública no Brasil tem, como é possível ainda assim, ser uma escola transformadora, ser uma escola que é de interesse do aluno estar participando da escola, que é um dos maiores problemas da educação brasileira hoje é que a escola passou a ser desinteressante pro aluno. A maior razão da desistência dos alunos na escola é justamente a falta de interesse e isso se deve muito a uma resistência cultural e super simples de entender, da herança do formato tradicional que a escola tem, o quanto isso é incompatível com os alunos de hoje, com os estudantes que têm contato com formas de aprendizagem diferentes, com o mundo digital dando acesso a dados, informações que podem virar conhecimento, e a escola ainda tá tentando sair do século passado no modelo de ensino e aprendizagem. Então nós buscamos as escolas que já deram esse passo e fazemos com que elas sejam exemplos do possível pra que as demais escolas também tenham essa fonte de inspiração e possam começar a se transformar também. Tentamos catalisar a velocidade da transformação da escola através da série.

Gus: Perfeito, Hygor! Vocês falaram quase que como um spoiler sobre a segunda temporada. Qual é o tema central dessa segunda temporada? E se já está prevista a estreia, se já podemos contar aqui pros nossos ouvintes onde vai ser possível assistir.

Recy: Eu acho que tem uma diferença de amadurecimento da primeira pra segunda temporada. Na primeira enquanto o foco foi mais nas práticas e nas metodologias inovadoras, na segunda temos uma ampliação desse escopo. Esses temas continuam presentes, mas expandimos pra tentar entender o impacto dessas escolas na comunidade onde elas estão inseridas: como a escola se comporta em relação à comunidade e a comunidade se comporta em relação à escola e essa relação desse além dos muros. Sabemos que a escola não se faz sozinha, ela é extremamente ligada com seu entorno, com a sua comunidade, então nessa segunda temporada nós focamos bastante nessa temática. Com essa segunda temporada conseguimos estar presentes em todas as regiões do Brasil, então temos iniciativas em todas as regiões, e eu digo iniciativas porque é um outro ponto interessante que nesse caso não falamos mais só de escolas especificamente, continuamos tendo esse recorte público, gratuito, mas pra essa segunda, abarcamos outros formatos de iniciativa de educação. Tem um episódio sobre cidade educadora e também temos um episódio sobre uma escola que começou como escola, mas por alguns motivos específicos que eu não vou dar spoiler aqui, eles tiveram que se reinventar pensando num público diferente. Se antes eles atendiam crianças, agora eles passaram a atender os pais dessas crianças. É um episódio muito interessante que foi gravado no meio da floresta amazônica, mas os spoilers param por aqui.

A estreia já está prevista, vai ser no dia 6 de junho, num domingo no canal Cine Brasil TV. Vamos ter um episódio a cada domingo, como são 13 episódios, vão ser 13 domingos sequenciais e em breve também nas plataformas e agregadoras de VOD, como NET NOW, por exemplo. Pra quem tiver mais interesse, é possível conseguir essas informações através do site do canal: www.cinebrasil.tv.

Gus: É isso aí! Chegamos ao esperado bloco de insights onde temos a proposta de compartilhar dicas e referências sobre o assunto que estamos abordando aqui no episódio. Pra começar, eu gostaria de ouvir o insight da Recy, você pode falar pra gente?

Recy: Queria indicar o YouTube do Sementes da Educação, lá temos mais de 40 pílulas de especialistas em educação falando sobre vários temas. É um material extra que gravamos durante a captação pros episódios e que era um material tão rico que não achamos que valia a pena ficar guardado num HD, de uma material bruto que não necessariamente entrou no corte do episódio, então editamos esse material e disponibilizamos.

Queria indicar também as Relíquias dos Heróis que estão disponíveis gratuitamente pra download no site do Mytikah. As Relíquias são paper toys que aparecem nos episódios, a cada episódio temos uma relíquia diferente que estão diretamente ligadas à história do personagem principal daquele episódio. Entrando no site é possível baixar o arquivo e aproveitar com as crianças montando e se divertindo também.

Hygor: Meu insight de hoje é mais um livro que eu acho que tá muito conectado com o tema que eu falei sobre as empresas passarem a ter uma visão e depois um papel muito mais atuante nas melhorias que o nosso planeta inteiro precisa, que é um livro que fala muito da essência dessa transformação na visão das maiores lideranças do mundo corporativo do planeta, se chama Capitalismo Consciente: Guia Prático. Esse livro fala sobre uma nova visão de capitalismo onde as empresas passam a se preocupar muito além dos resultados financeiros gerados para os acionistas e sócios da empresa. Elas passam a olhar muito pro impacto socioambiental e cultural que elas podem levar pro mundo. É um movimento que tem ganhado bastante espaço no mundo inteiro, várias discussões e capítulos do movimento Capitalismo Consciente espalhado pelo mundo, e ele ajuda muito na origem quando a gente fala em criar conteúdo audiovisual de impacto com patrocínio de uma empresa, as empresas que já estão no caminho de se adequar pra essa nova fase da presença da marca no planeta, elas vão estar muito mais próximas de entender o valor desse tipo de ação de impacto social através da comunicação, através do mundo audiovisual também. Eu recomendo muito pra quem é entusiasta dessa necessidade de muita transformação no planeta não só dentro das empresas, mas também de comportamento das lideranças políticas, enfim… As empresas têm um grande papel nessa nova fase que o nosso planeta está girando agora.

E Gus, qual é o seu insight? Traz aí pra gente.

Gus: Eu separei aqui pra falar da plataforma Catarse que é uma forma de financiamento coletivo que busca aproximar pessoas que tenham interesse em viabilizar financeiramente determinados projetos. Geralmente são iniciativas inovadoras e muito criativas, desde quadrinhos, filmes, livros, e uma série de outras propostas que acabam se tornando realidade a partir da colaboração direta das pessoas que se identificam com esses projetos. Eles têm algumas modalidades de investimento. Você pode investir uma quantia pequena em um projeto específico, pode se tornar assinante mensal de um projeto que tenha um prazo maior de duração e também tem outras possibilidades pra quem quer desenvolver um projeto, colocar ele ali pra ser financiado. Eu já tive experiências com o lado da música, bem sucedidas, no Catarse e vale a pena pra quem quer ter o primeiro contato com iniciativas de financiamento de projetos culturais, eu recomendo que dê uma olhada lá no Catarse.

Bom, estamos chegando no final de mais um episódio, gostaria de agradecer demais a presença da Recy, de tudo que ela compartilhou com a gente e o Hygor complementando super bem todos esses assuntos. Queria passar a palavra pra Recy se ela puder deixar o contato caso alguém queira conhecer um pouco mais sobre o trabalho ou conversar sobre alguns dos tópicos que abordamos aqui nesse episódio.

Recy: Eu que agradeço o convite, muito feliz de estar participando pela segunda vez falando um pouquinho do nosso trabalho na Oz Cultural. E quem quiser mais informações ou quiser apresentar projeto, ou quiser entender melhor como podemos trabalhar juntos, é só me escrever no email cultura@ozpodutora.com.br, obrigada!

Hygor: Valeu, Recy, obrigado por ter participado desse OZCAST com a gente, parabéns pela tua jornada dentro da Oz Cultural. A vinda da Recy pra Oz Cultural trouxe vários projetos, várias ideias, uma evolução muito bacana para o núcleo inteiro. O melhor momento que a gente já teve na Oz Cultural, e isso tudo graças ao trabalho da Recy puxando todos os projetos.

Esse foi o episódio número 16 dos OZCAST, falamos sobre marcas e impacto social. Tem episódio novo a cada 15 dias. Siga o nosso podcast, compartilhe o programa, assim o conteúdo chega pra mais pessoas. A sua empresa também pode ter um podcast, já pensou nisso? Fale com o nosso time e saiba como.

Narrador: Você acabou de ouvir ao OZCAST, o podcast da ozprodutora.com. Visite o site, conheça mais sobre a Oz, deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#15

Pense em um quebra-cabeça em que cada peça contém uma informação específica, e se complementam entre si para criar a imagem completa. Em poucas palavras, essa é a proposta transmidiática, que é hoje aplicada em diferentes contextos. O grande desafio desse tipo de narrativa é contar uma história por meio de diferentes mídias, que podem ser TV, cinema, literatura, videogame, e até mesmo podcasts, além de sites interativos, fóruns de discussão e também encontros presenciais que fomentam comunidades e aproximam entusiastas.
O sucesso dessa linguagem requer muito conhecimento, técnica e talento, levando em conta públicos específicos e seus conhecimentos prévios sobre o assunto, ou mesmo um possível conteúdo original que será adaptado para outras mídias.
Para aprofundar nesse tema, convidamos o diretor de criação e roteirista da Oz, Leandro Lima.

Transcrição
Narrador: Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Gus: Olá, eu sou o Gus Belezoni, seja muito bem vindo ao podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais.

Hygor: Eu sou o Hygor Amorim, e esse é o episódio número 15 do OZCAST. Hoje vamos falar sobre o universo transmídia.

Gus: Pense em um quebra-cabeça em que cada peça contém uma informação específica e elas se complementam entre si pra criar a imagem completa. Em poucas palavras, essa é a proposta transmidiática que hoje é aplicada em diferentes contextos. O grande desafio desse tipo de narrativa é contar uma história por diferentes mídias, podem ser TV, cinema, literatura, videogame e até podcasts, além de sites interativos, fórum de discussão e também encontros presenciais que fomentam comunidades e aproximam entusiastas. O sucesso dessa linguagem requer muito conhecimento, técnica e talento levando em conta públicos específicos e seus conhecimentos prévios sobre o assunto, ou mesmo, possível conteúdo original que será adaptado para outras mídias. Para aprofundar nesse tema convidamos o diretor de criação e roteirista da Oz, o Leandro Lima. Seja muito bem vindo ao OZCAST.

Leandro: Fala, gente, beleza?! Prazer estar aqui com vocês, de fã do podcast agora para participante! Bora falar sobre narrativa transmídia.

Hygor: Formado em direção cinematográfica pela Academia Internacional de Cinema de São Paulo, hoje é diretor de criação na Oz, sendo responsável pelas áreas de roteiro, direção de fotografia e pós-produção. Atua desenvolvendo soluções para organizações que buscam utilizar o audiovisual como ferramenta para resolução de seus desafios e oportunidades de negócio. Cinéfilo assumido, viu seu sonho de trabalhar com audiovisual se transformar em realidade e hoje já são mais de 10 anos de experiência trabalhando com filmes publicitários e institucionais para grandes marcas. Seu objetivo é sempre expandir seus limites e conhecimentos para desenvolver soluções estratégicas que contribuam para a inovação e o desenvolvimento dos projetos audiovisuais dos quais faz parte.

Então bora pra pauta principal do dia, que é falar sobre transmídia. A gente está aqui entre colegas e estudiosos do tema e muito além de estudiosos, praticantes, acho que isso é o mais bacana pra gente trazer pro bate-papo.

Pra começar, vou colocar um ponto aqui: a definição desse termo estranho pra muitos que é a transmídia. O que é transmídia e como se define esse termo?

Leandro: Essa é a pergunta que para algumas empresas renderam alguns milhões, milhões e mais milhões de dólares, essa é a grande realidade. Tem uma explicação acadêmica, mas eu gosto de falar de uma forma mais prática que quando falamos de narrativa transmídia, estamos falando de utilizar múltiplas mídias para contar uma única história e aí, é claro, podemos utilizar também, eu sempre aconselho isso, ouvir a explicação da pessoa que criou o termo. Lá em 2008 esse conceito de narrativa foi apresentado por um professor de jornalismo e artes cinematográficas, chamado Henry Jenkins, num livro chamado Cultura da Convergência. Lá o Jenkins diz “Uma história transmídia desenrola-se por meio de múltiplas plataformas de mídia com cada novo texto, contribuindo de uma maneira distinta e valiosa para um todo”. É um pouco complexo, mas eu entendo que existem formas de a gente conseguir traduzir isso pros nossos dias. Acho que no decorrer da nossa conversa, conseguimos puxar alguns exemplos bem clássicos que todo mundo pode até olhar no princípio e falar: “nunca ouvi falar desse termo” ou “ouvi vagamente”, mas eu posso garantir que você já viu um bichinho verde orelhudo que luta com um sabre de luz. Se você já assistiu alguns filmes com esse bichinho verde, desse personagenzinho, você sabe o que é transmídia, você só não sabia que era.

Gus: Genial a definição. É difícil você procurar em qualquer lugar na internet o nome do Jenkins. Vai aparecer porque ele cunhou o termo, criou o termo, mas uma outra questão que eu tive a oportunidade de ler, e acho que seria muito legal refrescar aqui e trazer pra quem tá escutando a gente, que é: a gente ouviu muito mais falar nos últimos 10, 15 anos sobre multimídia, existe até um outro termo que é o crossmedia, então, existem tantos termos assim? Lê, fala pra gente, qual a diferença entre eles?

Leandro: Então, o próprio conceito de transmídia é um conceito que primeiro está sendo atualizado porque ele tá conectado diretamente com as novas tecnologias e novas plataformas que surgem o tempo todo. Eu até brinquei agora há pouco falando sobre o Yoda, eu vou trazer um pouco do Star Wars. O primeiro filme é lá do final da década de 70, mas já estava sendo construído um universo e esse universo foi construído com o formato de transmídia que depois foi reconhecido e aí foi criado esse termo pelo Jenkins.

Eu vou começar falando pelo crossmedia, que eu acho que talvez seja o que causa maior confusão. Quando a gente fala em crossmedia, estamos falando sobre o seguinte: imagine um livro e esse livro sofreu uma adaptação pro cinema, foi feito um filme a partir desse livro. A narrativa é a mesma, sofre alguns ajustes por conta de formato, mas ali é o mesmo conteúdo, a mesma narrativa, a mesma história, isso é um crossmedia. Quando a gente fala de multimídia, estamos falando de um conteúdo, que dentro dele, existem várias outras mídias, então você pode ter, um exemplo bem prático, você pode abrir uma página no seu navegador em algum site de notícias, enfim, e naquele site você tem o texto do jornalista, ao mesmo você tem um vídeo dentro desse conteúdo falando sobre essa matéria, sobre esse tema que está sendo debatido, dentro desse textos você tem links que te levam para outros endereços, para outros locais que complementam o teu conhecimento desse conteúdo, e juntamente com isso também, você tem, por exemplo, vamos supor que você está falando sobre desmatamento, ali dentro então você tem um vídeo que fala sobre desmatamento, que resume basicamente o que o texto tá falando, não necessariamente precisa ser o mesmo texto, mas estar presente dentro do mesmo conteúdo. Você tem links que, por exemplo, te levam para um abaixo-assinado em relação a campanhas contra o desmatamento, e dentro desse mesmo texto você pode ter outras matérias, sugeridas pelo escritor, que estão relacionadas ao tema mas que não necessariamente falam sobre o mesmo fato, aí você pode colocar dados, pode colocar n outras coisas.

No transmídia é diferente, é um pouco mais ousado ao meu ver, e foi o que me fez ficar apaixonado pelo tema que é você criar um universo que tem uma narrativa principal e dentro desse universo existem n possibilidades de histórias paralelas a essa história principal, que se conectam, ou não necessariamente, mas que fazem parte do mesmo universo. Existem vários exemplos dentro do cinema, eu citei Star Wars, mas mais pra frente eu posso até citar um outro, que, ao meu ver, é o melhor exemplo de estratégia transmídia pra cinema, e tem no final dessa estratégia um ponto chave pra você falar que aquela estratégia tem ou surtiu efeito, que é a interação direta com o público e o público se sentindo parte daquela narrativa.

Hygor: Você já podia revelar, por que fazer tanto mistério aí? Qual é o exemplo que você traz como uma grande representação do consumo de conteúdo que é um bom exemplo transmídia?

Leandro: Dentro do universo cinematográfico, hoje, os números não mentem, então eu vou citar uma série de blockbusters que a ideia é justamente uma série de conteúdos voltados para grande público, mas a Marvel conseguiu criar um universo extremamente rico, lucrativo, criativo, e ela criou um universo simplesmente incrível, é o que eu falei lá no começo, você cria um universo e dentro desse universo você tem algumas regras que devem ser seguidas porque você cria uma narrativa, então você tem uma história principal e essas fases que a Marvel brilhantemente planejou, elas têm os elementos de uma grande narrativa transmídia. Você tem mais de 30 longas metragens que se conectam uns com os outros, você tem mais de 15 séries que foram produzidas durante mais de 15 anos também, contando e fortalecendo esse universo cinematográfico, trazendo histórias que, no olhar dos executivos da Marvel, não tinham poder pra estar dentro de um longa metragem, mas poderiam ser sim, seriados. A partir daquilo a pessoa conhece a narrativa principal através dos filmes, só que se ela quiser se aprofundar um pouquinho mais na história e entender porque tal herói agiu de tal forma, ela assiste tal série, e assistindo essa série, ela vai ter acesso a algumas informações que corroboram com a estrutura principal, mas não necessariamente faz com que a estrutura principal precise passar por aquela série. Como espectador, você tem acesso a um universo inteiro, agora o quanto você vai se aprofundar, aí vai de você obviamente, e das estratégias de marketing e publicidade que a própria empresa acaba fazendo. Um exemplo legal disso foi a produção de algumas séries mais conectadas ao universo da Marvel dos cinemas, que foi os Agentes da SHIELD, onde ela criou várias conexões com os filmes e explicou muitas coisas que aconteceram nos filmes através dessa série, mas não necessariamente você precisava assistir a série para compreender a Saga do Infinito no cinema. Mais recentemente ela utilizou a estratégia transmídia pra conseguir ter um fôlego na transição de uma fase pra outra, ela vem numa levada, numa tacada de filme um atrás do outro e precisava encerrar um arco narrativo. Quando ela decidiu encerrar esse arco narrativo, o que ela falou: “eu não posso deixar meu fã órfão, porque se eu deixar, eu vou perder ele, ele vai se desconectar da gente, então precisamos dar pra ele algo para continuar conectado com a gente”, então ela lançou uma série numa pancada só no lançamento do Disney+ que foi Wanda Vision, Falcão e o Soldado Invernal e agora o Loki que tá todo mundo aguardando.

O legal é que ela não morre aí, porque além de você ter uma narrativa extremamente densa, ela trouxe séries que complementaram esses longas metragem, trazendo personagens que eram extremamente ricos mas que na linha principal, não teríamos tempo de aprofundá-los, por exemplo a Wanda e o Visão. A narrativa transmídia permitiu que fosse apresentado outros personagens, aí a Disney anuncia o que? A construção de um parque temático dos Vingadores. E é aí que eu falo que ela crava como estratégia transmídia do cinema, a estratégia mais bem sucedida do cinema. Porque agora você além de presentear seus fãs com vários títulos e mídias, eles disponibilizaram agora um lugar físico onde o espectador e o fã, se puder ir, vai e se sente participante da história. Ele já era envolvido com a história, já tinha preferências, mas agora ele se sente participante, assim como acontece com a franquia Star Wars que a Disney também, brilhantemente tem conduzido, salvo algumas exceções de alguns filmes que não ajudaram muito.

Gus: Lê, sensacional você trazer exemplo. Eu acho que toda essa empreitada que a Marvel tem apresentado pra gente, pra todos os fãs nos últimos anos, ela conseguiu elevar o universo cinematográfico pra um outro nível, porque a gente vê em paralelo, mas muito depois disso, influenciados, que tem muitas franquias que estão indo pra esse rumo de construir um universo e desmembrar uma série de derivados disso. Eu gosto sempre de trazer The Walking Dead quando eu penso nessa situação porque, a princípio, foi uma iniciativa de crossmedia, fazendo paralelo com o que você trouxe lá no início, que era um HQ de muito sucesso que virou uma série de televisão, salvo algumas exceções, mas praticamente a mesma história, e hoje em dia já existe o Fear The Walking Dead que tá indo pra sétima temporada, tá no mesmo universo, mas nem tem praticamente os mesmos personagens, tem um ou outro que decidiram fazer um encontro no momento. Outra séria já derivada que é o The Walking Dead Beyond que se passa em uma outra situação, em momentos diferentes dentro daquele mesmo apocalipse zumbi, e pra além disso, uma série de jogos, outras ideias que eles estão levantando pra fazer com que a franquia não tenha um fim nunca, porque se não a série ia chegar no fim, já foi anunciada a 11ª temporada e a história ia acabar. Acho que é uma estratégia sensacional que a galera fala: “quero que essa franquia, que a nossa história seja pra sempre”, então acho que o transmídia tem esse poder, mas aí trazendo um pouco mais pro nosso universo agora, eu queria que você falasse sobre as experiências da Oz. Como que a Oz tem utilizado estratégias transmídia em seus projetos?

Leandro: Quando falamos de transmídia numa incorporativa, aí surgem algumas dúvidas, porque a pessoa fala: “Tudo bem, você tá contando uma história de um grupo de super heróis que vão salvar a Terra” e aí você conta a história separada de cada um deles, pra uns você entende que funciona uma web série, pra outros você entende que é melhor um longa porque talvez são personagens que têm poder de venda maior, um engajamento maior com o público, porque a Marvel fez um estudo de métrica e entendeu o que ela queria. E como que a gente leva isso pro meio corporativo? É do mesmo jeito. Quando você tem uma marca e essa marca quer passar uma mensagem, essa mensagem tá dentro de algo, tá dentro de um universo e esse universo é o universo da marca, é o que ela quer transmitir para o cliente dela. As marcas que contratam a Oz, querem transmitir algo para o cliente e é aí que a gente entra. Como a gente entende que a estratégia transmídia é a solução para aquela dor específica que o cliente está trazendo, quando ele diz que ele quer ter mais pontos de contato com o cliente, quando ele entende ou fica na dúvida se somente um filme de um minuto e meio vai ser o suficiente para abordar aquilo que ele quer abordar, quando ele entende que tem muito conteúdo e não sabe como desenrolar e apresentar esse conteúdo… São características que já denunciam essa necessidade de se trabalhar com uma estratégia de narrativa transmídia.

Passando para exemplos mais práticos, dentro da Oz a gente tem um cliente que é uma grande farmacêutica multinacional e esse cliente trouxe pra nós um desafio: precisamos criar uma estratégia para 2021/2022 para falar com os mais variados públicos dentro da nossa marca. Eles querem falar com os pacientes, com os médicos, mas também entendem a necessidade de trabalhar o marketing interno, de falar com os seus representantes de venda, de falar com as pessoas do marketing dessa empresa; e aí? Como a gente vai trabalhar com essa empresa? Como a gente vai alcançar tantos públicos diferentes? Transmídia. A gente entende a partir disso que o cliente quer contar uma história, só que ele tem vários públicos dentro dessa história e essa história precisa ter um começo, meio e fim, mas ela precisa estar conectada. Quando a gente fala de uma história principal, nós criamos com o cliente essa narrativa principal, é o que nós vamos falar sobre a marca. Nosso foco é o paciente, no caso dessa multinacional farmacêutica. Queremos que nosso cliente, que é o médico, também tenha esse foco e queremos que o paciente que utiliza os nossos medicamentos se sinta o foco. Você vê como tem um eixo central? Aí a gente começa a desdobrar os conteúdos. Para falar com médicos, é preciso trazer um conteúdo mais científico porque o médico quer consumir esse conteúdo, só que por conta da rotina corrida e estressante dele, talvez ele não tenha tempo pra parar e assistir o material, um vídeo de 5 minutos. Como vamos falar com esse médico? Se ele não tem tempo pra parar e assistir, e se ele só ouvir? Aí vem a estratégia de talvez utilizar um material científico em podcast. Se a gente quer dar mais base pra ele, levar casos clínicos pra ele (o que é muito comum na indústria farmacêutica)... legal, nós estamos falando de uma área específica da medicina, então criamos um braço com podcasts falando sobre algum tema em específico da oncologia paralelamente a isso, mas não necessariamente falando o mesmo conteúdo, a gente cria uma série de casos clínicos contando casos sobre oncologia, onde em cada episódio temos um médico específico falando sobre uma característica específica. Ainda estamos falando sobre oncologia, mas ainda não repetimos o conteúdo. Paralelamente a isso, vamos falar com o paciente, a gente leva dicas de bem-estar pra ele, conteúdos que estão relacionados à oncologia, mas que não necessariamente falam sobre o drama de quem foi diagnosticado com câncer. Podemos falar sobre dicas de saúde que ele pode ter, ou a gente pode analisar e entender se queremos conteúdos pra pessoas que foram diagnosticadas agora, no começo do câncer ou de pessoas que já foram diagnosticadas em um estágio mais tardio. Ao mesmo tempo, a gente quer ajudar o nosso representante de vendas a entender esse foco, que ele é quem conecta o médico ao paciente, como estimular esse representante de vendas a gerar essa conexão? Como podemos levar conteúdo pra que ele tenha base suficiente para debater com médico e ao mesmo tempo mostrar pro médico que o paciente precisa ser visto com um olhar mais humano? Você viu quantas perguntas eu fiz? Aí quando você começa a responder essas perguntas você começa a entender que pra isso talvez seja interessante a gente fazer uma série, um filme, um quiz, um podcast, e você começa desmembrar essa narrativa macro em pequenas narrativas.

Hygor: Maravilhosa a definição, Lê! Acho que a experiência que a gente tem adquirido com essas oportunidades de pensar transmídia, criar transmídia, medir resultado olhando pra vários canais somados; essa oportunidade que a gente está tendo com os recentes projetos que temos desenvolvido na Oz são fantásticos. Acho que dá base e é muito bom poder colocar em prática algo que a gente vê na grande indústria do cinema, mas que é possível colocar em prática aqui numa mensagem de um cliente no mundo corporativo, fantástico, cara!

E chegamos ao tão esperado bloco de insights que tem a proposta de compartilhar referências e dicas relacionadas à temática que está sendo abordada no episódio. Pra começar, eu vou pedir pro Lê, Leandro Lima, trazer sua referência pra gente.

Leandro: Como não poderia ser diferente, eu acho que como estamos falando de narrativa transmídia, minha sugestão é justamente o livro do Jenkins, Cultura da Convergência, onde ele vai expor essas importantes transformações culturais que ocorreram por conta desse boom de tecnologia e meios de comunicação.

Hygor: Muito massa, valeu, Lê! Gus, qual a sua?

Gus: Eu acho que um segundo livro que é interessante sobre esse tema que vai pra um outro caminho diferente do Jenkins, mas analisa muito mais a questão da internet, chama-se Cibercultura, do Pierre Lévy. É um nome que muita gente deve ter ouvido falar, mas não acredito que muitos leram, porque não é um texto tão fácil de ler, mas a hora que você pega no tranco, você começa a entender a internet de uma outra maneira. É interessante como ele traz esse conceito de cibercultura como um conjunto de técnicas práticas, atividades, modo de pensamento e inclusive valores que se desenvolvem junto, dentro do ciberespaço. Tem total relação com computadores, smartphones, e ele ressalta como as novidades da comunicação e essa importância da gente entender e também perceber que nem tudo que se faz ali na rede digital, é necessariamente bom. Ele também destaca uma série de mudanças que resultam dessas novas redes de comunicação e quais são os impactos dessas mudanças pra nossa vida cultural e social. Quem quiser saber mais sobre o tema, vale dar uma olhada.

Hygor: Pra finalizar, a minha dica também é um livro do Jenkins, que é o Cultura da Conexão. Ele fala justamente dessa mudança do comportamento do consumidor do conteúdo que não limita mais em simplesmente tá na posição passiva, ele hoje quer discutir, reagir, espalhar os seus interesses e suas críticas em diferentes modalidades de mídia do consumidor que quer ser ouvido, atendido, recompensado pela interação que ele faz. Essa é uma possibilidade por conta do mundo conectado, do mundo em rede, justamente por isso o título do livro, onde a gente tem aquela certeza de que o sucesso tá muito relacionado hoje a saber lidar e ouvir as aspirações e desejos do público que quer participar, que quer opinar sobre o conteúdo. Acho que é um belíssimo complemento pro conceito de transmídia, pra gente olhar o papel do consumidor nesse mundo que ele passa a ser muito mais ativo.

Gus: Sensacional! Eu fico muito contente de estar chegando mais um fim de episódio onde a gente poderia falar por horas e bater um papo sobre isso. De qualquer maneira, acompanhe os insights e também as redes da Oz, vamos soltar uma série de informações diferentes até trazendo um pouco do propósito do transmídia como aplicamos internamente também. Eu gostaria de agradecer de novo a presença do Leandro e queria te passar a palavra também. Se você quiser deixar seu contato caso alguém queira falar contigo e conhecer um pouco mais do seu trabalho.

Leandro: Galera, eu que agradeço. É sempre muito legal falar de roteiro, narrativas e ideias, essa é a minha função dentro da Oz. Caso queira me seguir, meu Instagram @leand.lima, mas estamos também no LinkedIn e podemos trocar mais ideias se tiverem alguma dúvida e se discordarem também, pode chamar, pode conversar, porque realmente é um tema que abre bastante discussão.

Hygor: Maravilha, Lê! Obrigado pela participação, espero que seja o primeiro de muitos porque a gente tem muito aprendizado e muito conhecimento pra compartilhar junto com você.

Esse foi o episódio número 15 do OZCAST, falamos sobre universo transmídia. Tem episódio novo a cada 15 dias, então siga e compartilhe o programa, assim o conteúdo chega pra mais pessoas.
A sua empresa também pode ter um podcast, já pensou nisso? Fale com o nosso time e saiba como.

Narrador: Você acabou de ouvir ao OZCAST, o podcast da ozprodutora.com. Visite o site, conheça mais sobre a Oz. Deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#14

Usar vídeos em campanhas de marketing digital se provou ser uma estratégia excelente para garantir bons resultados. A alta performance no digital está atrelada à vídeos, e isso não é mais uma tendência. A produção automatizada de vídeos é um processo recente, e que está cada vez mais presente nas estratégias de marketing digital dos melhores players. Quando criados por meio de ferramentas profissionais, é possível produzir centenas de conteúdos animados em poucas etapas, o que reduz drasticamente os custos. Além dessa escala, existe ainda a possibilidade de criar uma integração com sites de e-commerce, possibilitando gerar anúncios personalizados de produtos específicos.
Para aprofundar nesse tema, convidamos o parceiro e especialista Bruno Orlandi!

Transcrição
Narrador: Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Gus: E aí pessoal, eu sou o Gus Belezoni, sejam muito bem vindos ao podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais.

Hygor: Eu sou o Hygor Amorim e esse é o episódio número 14 do OZCAST. Hoje vamos falar sobre robôs fazendo seu vídeo.

Gus: Usar vídeos em campanhas de marketing digital se provou ser uma estratégia excelente para garantir bons resultados. A alta performance no digital está atrelada a vídeos e isso não é mais uma tendência. A produção automatizada de vídeos é um processo recente e que está cada vez mais presente nas estratégias de marketing digital dos melhores players. Quando criados por meio de ferramentas profissionais, é possível produzir centenas de conteúdos animados em poucas etapas, o que reduz drasticamente os custos. Além dessa escala, existe ainda a possibilidade de criar uma integração com sites de e-commerce, possibilitando gerar anúncios personalizados de produtos específicos. Para aprofundar nesse tema, convidamos o parceiro e especialista Bruno Orlandi. Seja muito bem vindo ao OZCAST, se apresente pros nossos ouvintes.

Bruno: Obrigada pelo convite, eu sou ouvinte de podcast há anos e a primeira vez participando. Bom, eu sou o Bruno, empreender e desenvolvedor de software, me especializei em desenvolvimento de font-end e eu criei a Kassel Labs que é uma empresa que tem o objetivo de ajudar as pessoas a expressar a criatividade e imaginação através de ferramentas de criação de vídeo online. Também sou sócio do Video Magik que é uma criação da Oz com a Kassel Labs, então vamos falar um pouco disso também.

A Kassel Labs, que é a minha primeira empresa, surgiu com a criação de aberturas personalizadas, primeiro com vídeos com abertura de Star Wars e nesse processo fomos estudando o que fez criar esse tipo de vídeo dar certo. Vimos que era o fator de personalização e de compartilhamento desses vídeos que engajavam as pessoas. As pessoas colocarem seus nomes, contarem suas histórias no formato de abertura de Star Wars, gerava um grande impacto emocional. Vimos isso como oportunidade e quisemos explorar. Alguns anos depois da Kassel Labs ter surgido, vimos que a gente tinha uma tecnologia muito legal, já era especialista nessa tecnologia da automação de vídeos, só que faltava uma peça pra explorar, que era pro lado mais criativo. Como é que a gente aproveita essa tecnologia pra outras coisas no mundo do audiovisual? E foi aí que conhecemos a Oz, que também estava num momento parecido com o nosso, só que ao contrário da gente, a Oz, que já trabalha com audiovisual há anos, tava procurando alguém de tecnologia para aplicar todo o conhecimento e experiência no audiovisual dela.

Hygor: Exatamente! A gente tava buscando um parceiro pra dar vazão pra algumas ideias, nos encontramos e foi o início do nosso produto digital, da nossa empresa digital.

Gus: Pra gente começar o nosso bate-papo eu queria entender um pouco mais esse título que colocamos, como assim robôs fazendo seu vídeo? Bruno, é possível automatizar esse processo?

Bruno: Então, Gus, é legal comentar como é que funciona hoje um modelo tradicional de criação de um vídeo, que passa desde a ideia do que vai ser aquele vídeo, que mensagem ele quer passar, criação do roteiro, animação, gravação e até exportação do vídeo, qual vai ser o formato final dele e também acompanhar os resultados que ele vai gerar. Isso exige pessoas com conhecimento técnico pra trabalhar em todas essas áreas e também conhecimento de softwares de edição que são bem avançados. A automatização serve pra que uma pessoa que não tenha muitos conhecimentos técnicos, não conheça esses softwares, pode através de poucos cliques num site online ou num aplicativo, criar o seu próprio vídeo passando as coisas que ela quer colocar nesse vídeo e o vídeo sair com as animações prontas, com um roteiro pré-definido e a pessoa conseguir fazer aquilo sem muito conhecimento. Isso dá também o poder de escala pra ela conseguir produzir vários desses vídeos sem precisar contratar algum serviço mais especializado nesse ramo.

Gus: Muito legal! Esse assunto é muito interessante e eu fico curioso pra saber em termos de mercado, qual é o impacto dessa automatização? As grandes produtoras, como a Oz, por exemplo, estão correndo um risco com eles?

Hygor: Essa pergunta a gente tem recebido demais. Na verdade o que acontece é: existe um grande segmento de empresas que têm um porte onde ainda não é possível ter uma produtora dedicada pra criar os conteúdos pra elas e essas produtoras passam a ter acesso a conteúdos em vídeo pras suas estratégias de marketing digital porque a automação, os robozinhos criando os vídeos pra elas entregam materiais com padrão, com qualidade, com prazo mais curto e com preço mais acessível. Então, primeiro que a gente está criando um mercado novo que antes não tinha acesso a vídeo, agora pode passar a ter.

Os maiores players do mercado, que também usam essa ferramenta, podem deixar de contratar um número muito grande de produtoras ou de free lancers do mercado audiovisual, pra ser substituído por um processo mais automatizado na produção de vídeos. Então existem esses dois aspectos: um é a criação de um mercado novo justamente por conta do acesso e os players maiores passam a ter ferramentas novas como a escala, o volume muito maior de vídeos pra, por exemplo, fazer experimentos, testes na hora de gerar peças pra marketing digital, então é muito comum você realizar variações em cima da mesma campanha e comparar qual performa melhor e você elimina aquela que performou menor e faz uma variação daquela que performou melhor entre as duas primeiras. Você vai sempre aprimorando o impacto que aquela peça pode causar, por exemplo, isso é uma possibilidade que também não era tão simples de ser feita com time 100% humano no processo, você tinha um tempo maior, um custo muito maior pra fazer.

Agora, por que a Oz entrou também nesse mercado? Aí é uma questão muito de entender como os negócios se movimentam, se atualizam, como o processo de inovação acontece. É aquele caso em que se você não participa da criação do negócio que vai revolucionar a sua área, você corre o risco de morrer nele, morrer nesse segmento. Então nós estamos criando, provavelmente, um modelo de negócio que pode matar parte de alguns produtos que nós tínhamos no passado, mas nós estamos na verdade entregando esse mesmo produto através de uma ferramenta digital agora. Estamos voltando o atendimento para esse público não mais usando um time inteiramente humano por trás, mas usando também um processo com robozinhos criando, repetindo a partir de modelos ou criando personalizações, que é um dos pontos que a gente sempre bate, que o automatizar não significa usar um template igual que todo mundo tá usando, significa também personalizar, entregar algo para sua marca, entregar algo exclusivo, ou até mesmo algo criado só pra você. Esse é um grande ponto que colocamos dentro do nosso propósito de automação na produção audiovisual.

Hygor: Bruno, você tem uma história super bacana sobre essa questão de volume, de escala de produção. Traz aquele exemplo pra gente da Kassel Labs que você fala do dia 4 de Maio.

Bruno: Legal, Hygor. É exatamente isso que você falou que o dia 4 é sempre importante pra gente porque é um trocadilho com a frase famosa de Star Wars: “que a força esteja com você”, em inglês fica: “may the force be with you” e o dia 4 de Maio é o trocadilho em inglês porque a data remete a essa frase, então é uma data comemorativa de Star Wars e muitas empresas e pessoas fazem campanhas nesse dia pra divulgar alguma coisa delas na temática de Star Wars. Só o ano passado produzimos mais de 3 mil vídeos na semana do 4 de Maio pra várias pessoas e empresas sendo que 1.300 só no dia 4 de Maio.

Esses vídeos não seriam possíveis de ser produzidos se a gente não usasse a tecnologia de automatização, conseguimos um ganho de escala e produzir muitos vídeos em um tempo menor. A automatização não tira totalmente o humano do processo de criação, mas coloca ele na parte que mais importa, que é a parte criativa. Uma vez criado como vai ser o modelo do vídeo e você quer replicar ele para várias informações, produtos, serviços que você quer encaixar dentro de um vídeo, você consegue automatizar e produzir isso em um tempo e custo muito menor sem ter uma pessoa manualmente tendo que refazer cada um dos vídeos. A automatização na produção de vídeos é um ganho de produtividade, redução de custos e tornando o vídeo mais acessível. Enquanto algumas empresas menores não conseguem ter o acesso a uma peça criativa para fazer uma campanha de marketing pelo custo de produzir um vídeo com a identidade dela, existem ferramentas como o Video Magik que ajudam nisso de um jeito muito fácil a um custo muito mais acessível.

Gus: Legal, cara. Eu queria saber se você pode falar um pouco mais sobre o Video Magik. Pra quem não conhece, o Video Magik é a ferramenta que a gente utiliza pra produzir os conteúdos de divulgação de marketing digital do próprio OZCAST. Seria muito interessante se você puder comentar sobre o propósito e como as pessoas e empresas podem utilizar.

Bruno: Claro, Gus. Então o Video Magik é a plataforma pra criação de vídeos animados de forma fácil e rápida. Propomos na plataforma alguns modelos prontos onde você pode escolher e personalizar. São modelos que já saem no formato de storys e feed, principalmente voltado pras redes sociais como Instagram, Facebook e lá você personaliza o modelo de vídeo com as suas imagens, seus textos e cores. É um modelo que o design fica por nossa conta e você foca no conteúdo que vai colocar no vídeo. Diferente de outras plataformas que já existem no mercado que trabalham dessa forma de você personalizar modelos pré-prontos, a gente junto com a Oz faz também os modelos exclusivos, trabalhamos na arte da pessoa, a identidade visual pra ela ter um modelo exclusivo dentro da plataforma e assim ela reaproveitar aquilo várias vezes.

Um exemplo como você mesmo citou é o OZCAST que é um tipo de segmento que conseguimos fazer vídeos também. Temos a divulgação tanto nos stories quanto no feed de qual episódio do OZCAST, quem é o convidado, título e essas peças estão sendo produzidas com o Video Magik, onde é só editado a foto, nome do convidado e título do episódio. O vídeo sai formatado na identidade visual com trilha do OZCAST. Esse é um caso interessante.

Tem outros exemplos de segmentos também, por exemplo como a gente comentou de marketing digital que usa muito de vídeo em campanhas. Temos dados que mostram que o vídeo tem um impacto bem positivo em campanhas de marketing digital quando você cria anúncios em Google Ads, Facebook Ads. Para essas campanhas é necessário criar vídeos que vão ser utilizados em stories, feeds das redes sociais seja apresentando um produto ou um serviço, normalmente vídeos curtos que conseguem passar de forma clara a mensagem daquele anúncio.

Às vezes é difícil você conseguir ter um bom custo e um ganho de escala pra produzir, por exemplo, pra vários produtos de um varejo. Imagina que você queria fazer um vídeo anunciando cada produto ou cada serviço que você tem e teria que fazer um vídeo mais completo, ou você quer fazer vários anúncios pra ver qual deles gera mais conversões, isso tem um custo maior. Com o Video Magik, por exemplo, você pode fazer testes A B variando pequenas coisas, por exemplo: eu queria um anúncio de um produto a um preço e posso fazer esse mesmo produto anunciado a outro preço e ver se com o preço mais barato eu consigo gerar mais vendas ou então mudar o enfoque das informações que eu apresentei no vídeo, colocar o título ou o nome do produto maior, o preço em mais destaque, trocar as cores, trocar a imagem daquele produto pra ver qual delas atrai mais. Com uma ferramenta de automatização você reduz muito os custos de produzir isso, que pra produzir manualmente teria que ter várias interações de pessoas editando o mesmo vídeo pra depois esse vídeo chegar até você. No Video Magik em poucos minutos você faz esses vídeos.

Outros exemplos de segmento são as franquias ou qualquer empresa que precisa de uma padronização em peças de marketing. A franqueadora quer garantir uma qualidade, uma comunicação padrão entre as suas franquias seja em campanhas de marketing interna ou externa, no marketing digital e também pode reduzir os custos dela na produção dessas peças, então ao invés de cada franquia contratar a sua agência pra fazer seu marketing, a própria franqueadora poderia fornecer quais peças, uma ferramenta como o Video Magik pra fazer a divulgação. Algumas franquias atuam no modelo de cada uma ter presença em uma cidade, então se você tem uma franquia de escola de inglês, por exemplo, você poderia divulgar ela na sua cidade, colocando seu endereço, falando onde ela está localizada com o telefone usando um vídeo que foi idealizado pela franqueadora. Isso garante esse padrão e qualidade na produção da peça na campanha de marketing.

Em resumo, o Video Magik serve pra qualquer caso que precise uma padronização, uma escala, uma repetição na criação de peças de vídeo.

Gus: Cara, incrível! Eu mesmo já conheço o Video Magik há um bom tempo e toda vez que a gente para pra conversar eu descubro mais oportunidades de aplicar e utilizar a ferramenta, então fica a dica pra quem tem algum tipo de visão, uma necessidade de produção de vídeos com uma grande frequência, principalmente pra marketing digital, entra em contato com o Bruno.

E aí eu estendo a pergunta, tanto pro Bruno quanto pro Hygor pra gente pensar em relação ao futuro. Por mais que estejamos falando de uma ferramenta super moderna e atual, sempre tem pontos pra pensarmos lá na frente. Eu achei muito interessante quando vocês comentaram sobre a digital humana nesse processo e eu queria saber se vocês podem comentar um pouco mais sobre isso, até a questão de roteiro e locução e principalmente sobre métrica e medição de resultados.

Hygor: Esse é um ponto que é muito interessante, são exercícios de possibilidades futuras, não é previsão mas são cenários possíveis. Já vemos algumas coisas que começam a dar sinais de pra onde vai, então aqui é mais um exercício mesmo, uma coisa que eu até gosto muito de fazer.

Nós já sabemos que existem inteligências artificiais hoje criando roteiros. Curtas montados em cima de roteiros criados por inteligência artificial. Então roteiro e tem um da parte criativa de uma peça audiovisual, já existem inteligências artificiais criando. A locução, narração pra um filme, existem hoje empresas vendendo serviço em que você manda o texto e ela te manda uma locução que foi gravada por um robô e ela inclusive aceita direção do estilo da locução, se você quer algo mais sério, mais descontraído, mais dramático em alguns momentos, com pausas, mais rápido…

Para fechar o ciclo pensando em marketing digital, quando temos um resultado rápido pra ser medido com uma peça, já temos os robôs ligados à Google e Facebook que medem o impacto de uma peça audiovisual. Se a gente pensar que tudo isso vai estar interligado, então começamos a fechar um ciclo possível, claro que não vai tomar conta de todo o espaço criativo humano, mas algumas peças mais simplificadas que dependem de análise de números pra serem criadas, podemos pensar perfeitamente que isso vai poder acontecer sozinho. Peças audiovisuais que foram roteirizadas, a parte criativa foi sugerida por uma máquina, a voz foi gravada por uma máquina e tudo baseado em dados coletados por uma máquina. Aí entra o lado humano: a sensibilidade pra emocionar, esse lado humano vai ser cada vez mais valorizado, acho que vamos conseguir estar cada vez mais na essência daquilo que nos diferencia de qualquer outro processo que possa ser substituído por uma máquina digital.

Mas existem partes, processos dentro da cadeia criativa que vão e já estão sendo acoplados com tecnologias digitais, na verdade isso potencializa o que podemos fazer. São mais ferramentas pro que o homem pode fazer do que uma ameaça, mais uma ferramenta pra somar no processo criativo. O que você acha, Bruno, disso tudo?

Bruno: Eu vou mais além, você falou bastante do processo da criação do vídeo e eu abro mais um pouco que é como você falou também sobre medição de resultados. Depois de um vídeo, se ele é usado, por exemplo, em uma campanha de marketing, eu vou querer medir os resultados dele; baseado nos resultados de uma campanha, já podemos usar a inteligência artificial pra tomar alguma decisão se aquele vídeo que tem uma determinada cor ou uma determinada imagem do produto gera mais resultado que outro, por que não produzir mais variações em cima disso? A inteligência artificial tá tomando a decisão de outro vídeo que ela vai produzir e vai medir se os resultados são possíveis.

Antes de todo o processo de criação do vídeo é tendo uma inteligência artificial podendo decidir criar o vídeo, então imagine que você tem um e-commerce, uma loja, e você tá chegando perto do dia das mães, uma inteligência artificial pode olhar a sua loja e falar: “eu sei que produtos você mais vendeu ano passado então eu vou pegar esses produtos do seu e-commerce, vou criar vídeos e já vou criar anúncios para esses produtos já focando no público alvo que tá procurando presente do dia das mães”.

Hoje tem sistemas, softwares que você compra e ele tem um onboarding personalizado pra você, um onboarding em vídeo. Tem o software de gestão de projetos que ao adquirir, você responde um formulário que vai te perguntar o quanto você conhece das técnicas que são aplicadas dentro daquele software e depois vai criar um vídeo falando, inclusive, o seu nome, uma narração gerada por uma inteligência artificial, um vídeo já pré-produzido onde ele conversa com você e fala “vamos passar por esses pontos que você disse que não sabia” e esse vídeo já é editado para os pontos que você tá aprendendo sobre a metodologia pra depois você ter melhor aproveitamento daquele software, ou seja, toda a automatização trabalhou em cima disso, não teve uma pessoa humana que foi lá e gravou falando o seu nome, que editou, fez os cortes naquele vídeo pra montar esse onboarding personalizado pra você, mas com a inteligência artificial que temos hoje já é possível fazer esse tipo de coisa.

Gus: É isso aí, pessoal, chegamos ao nosso bloco de insights onde temos a proposta de compartilhar referências e dicas sobre a temática que estamos abordando no episódio de hoje.

Eu pensei bastante, inclusive na pesquisa, a gente vê que não tem tanta coisa, estamos falando de um assunto bem atual mesmo. Abrangendo um pouco do assunto e até voltando nessa questão da ficção porque a ficção fala muito sobre robô, sobre futuro e tudo mais, eu lembrei de um episódio especial de Black Mirror, se chama Bandersnatch, ele não está dentro da série, foi lançado em paralelo, e eu acho que ele tem muita relação com o que estamos falando porque ele conta justamente a história de um cara que é programador e dentro da ficção dele, ele começa a questionar a realidade, a própria sanidade mental quando ele vai adaptar uma obra literária pra um jogo de video game, e isso na nossa idade, lembra um pouco do Você Decide porque ele te dá algumas opções e traz esse ponto que eu acho muito interessante também e que não é tão comum, da interação, então durante o episódio você tá assistindo e tem a possibilidade de fazer determinadas escolhas e isso muda a própria edição do vídeo, o rumo do episódio e também a possibilidade de pelo menos 5 finais. Muita gente conhece o Black Mirror, mas é esse episódio minha dica pra vocês conhecerem.

Eu queria saber do seu insight também Hygor, você pode passar pra gente?

Hygor: Meu insight de hoje é um site que tem uma inteligência artificial por trás chamado synthesia.io. Você manda um texto de uma apresentação que você queira fazer, escolhe um personagem humano e esse personagem vai falar o texto que você mandou. São mensagens corporativas, por exemplo, comunicações corporativas, que têm o apresentador humano, claro que tem deepfake por trás tanto na voz quanto na imagem, mas ele fala o que você quiser. É muito usado pra aprendizado, pra educação, por exemplo, corporativa, mensagens corporativas, mensagens personalizadas em vídeo, e é incrível as possibilidades que essa empresa já tá realizando, então você manda o texto e em alguns minutos eles te devolvem e tudo que você precisa é ter conexão com a internet, falando de ferramenta, você não vai precisar de ter o ator, o apresentador, nem o estúdio, nem câmera, iluminação, microfonação, enfim, não precisa de nada disso e consegue ter um apresentador narrando o teu texto, inclusive com a sua direção. Eles têm a opção de vozes reais ou vozes sintéticas, você pode escolher isso na hora. Tem 3 cases muito bacanas de peças que eles utilizaram a ferramenta pra criar: uma peça com o Messi, uma com o Snoop Dogg e uma com o David Beckham. Super recomendo, entra no site, se cadastra, faz o teste, isso é só uma degustação do que vem por aí.

Bruno, traz seu insight pra gente também!

Bruno: Tem um filme que eu acho bem legal no assunto que é o Her, um filme de 2013 e trata uma relação amorosa que é desenvolvida pelo personagem com uma inteligência artificial que é um sistema operacional e esse filme traz uma versão de como a tecnologia pode trazer alguns problemas éticos, que é bem legal de refletir como a gente constrói tecnologia pra ser benéfica e não pra ser maléfica.

O outro insight que eu gosto bastante quando se fala de inovação, de criação de novas coisas é o livro “De onde vem as boas ideias”, do Steven Johnson. É um livro de 2010, relativamente antigo, mas é legal que ele traz uma abordagem científica na análise de como as inovações surgem, então ele fala bastante da inovação dentro de empresas desde que ela é formatada, desde a relação entre pessoas até o prédio da empresa que é construído. Ele fala muito que a inovação não é uma coisa que você cria, é uma coisa que você permite que aconteça, cria um ambiente pra que seja propício a inovação e não você faz inovação. É um livro bem legal, mesmo sendo de 2010 é legal como a gente olhar para as tecnologias e coisas que surgiram depois de 2010 e ver que elas se encaixaram dentro do frame apresentado pelo autor no fomento e surgimento de coisas inovadoras.

Por último, deixo o convite pra conhecer o Video Magik e a Kassel Labs pra conhecer um pouco de ferramentas de automatização de vídeo e aproveitando que estamos aqui no OZCAST, queremos convidar as pessoas a testar o Video Magik um mês no plano profissional, então basta você acessar e se cadastrar no Video Magic, manda um email pra gente falando que você conheceu através do OZCAST, que vamos te colocar um mês gratuito dentro da plataforma.

Hygor: Pra quem já tá dentro do Video Magik e não tá no plano profissional, mas ouviu o OZCAST, também vale essa oferta.

Gus: É isso aí, pessoal, chegamos ao final de mais um episódio do OZCAST. Queria agradecer demais a presença do Bruno aqui, foi um papo muito interessante pra mim também e é isso aí, Bruno, espero que possamos conversar muito mais vezes.

Bruno: Eu que agradeço o convite, Gus, foi bem legal. Deixo meus contatos aí, podem me encontrar nas redes sociais como Bruno Orlandi, respondo bastante pelo LinkedIn e já deixo os contatos ali também através do Video Magik e da Kassel Labs.

Hygor: Maravilha, Bruno. Obrigada também por ter aceito o convite aqui, obrigado pela parceria de sempre. Que seja só o começo de muita coisa que temos pra fazer juntos. É isso cara, tamo junto.

Obrigada todo mundo que tá ouvindo. Esse foi o episódio número 14 do OZCAST sobre robôs fazendo seu vídeo. Lançamos episódios a cada 15 dias, então siga ou assine o podcast no seu leitor de podcast favorito e compartilhe, assim você ajuda fazer esse conteúdo chegar pra muito mais pessoas. Além disso, a empresa que você trabalha, a sua empresa também pode ter um podcast, o que você acha disso? Fale com o nosso time e saiba como.

Narrador: Você acabou de ouvir ao OZCAST, o podcast da ozprodutora.com. Visite o site, conheça mais sobre a Oz, deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#13

No mundo dos negócios, planejar a comunicação interna tem como um de seus principais objetivos, e também benefícios, integrar cada colaborador ao propósito da empresa. Isso demanda um alto nível de esforço em se comunicar da melhor forma: as mensagens devem ser claras e de fácil entendimento para conseguir transmitir os valores da organização aos colaboradores. O sucesso dessa empreitada depende de uma ótima estratégia.
Para conversar sobre isso, convidamos o parceiro e especialista Rodrigo Barbosa, que atua como Gerente de Produto e Estratégias Digitais em uma multinacional do ramo farmacêutico.

Transcrição
Narrador: Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Gus: Oi pessoal, eu sou o Gus Belezoni, sejam muito bem vindos ao podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais.

Hygor: Eu sou o Hygor Amorim e esse é o episódio número 13 do OZCAST. Hoje vamos falar sobre comunicação interna e estratégias audiovisuais.

No mundo dos negócios, planejar a comunicação interna tem como um dos seus principais objetivos e também benefícios, a integração de cada colaborador ao propósito da empresa. Isso demanda um alto nível de esforço na melhor forma de comunicação. As mensagens devem ser claras e de fácil entendimento para conseguir transmitir os valores da organização aos colaboradores. O sucesso dessa empreitada depende de uma ótima estratégia. Pra conversar sobre isso, convidamos nosso parceiro e especialista Rodrigo Barbosa, seja muito bem vindo ao OZCAST, Rodrigão!

Rodrigo: Antes de eu até me apresentar eu acho que é importante eu compartilhar aqui com vocês que eu sou um fã e consumidor da Oz e de todo o conteúdo que vocês têm produzido do OZCAST. Tenho ouvido os podcasts e têm me ajudado demais tanto em termos de aprendizados, mas acima de tudo de transformações de mindset.

Profissionalmente, hoje eu estou como gerente de produto e de estratégias digitais omnichannel numa multinacional farmacêutica e me considero um eterno aprendiz dessa transformação de mindset sobre *palavra não identificada*, sobre pessoas e acima de tudo, sobre propósitos.

Gus: É muito legal a gente poder conversar sobre um assunto como esse, ainda mais com um grande parceiro como você!

Pra começar o nosso bate-papo eu quero saber quais são os principais desafios da comunicação interna em uma grande organização?

Rodrigo: Boa pergunta, Gus. A gente tem vários, primeiro acho que quando a gente fala de uma grande organização, a gente tem muitas pessoas, muitas áreas e acaba sendo uma prioridade a gente ter um alinhamento muito claro daquilo que a companhia quer fazer e pra onde a companhia quer ir. O segundo ponto em relação a isso é sobre uma personalização, entendendo um pouquinho essas diferenças que a gente consegue enxergar entre as diferentes áreas, é importante a gente ter uma personalização em relação a essa comunicação interna, e pra isso eu entendo que é priorização, como eu comentei inicialmente, se faz super necessária porque uma comunicação interna numa empresa grande existem muitos conteúdos, muitas atividades, mas a gente precisa priorizar principalmente aquilo que é o nosso norte, aquilo que a gente precisa realmente entregar e aquilo que é a base para nossa companhia.

Mas na minha humilde opinião, o grande desafio depois de alinhar, personalizar e priorizar é fazer tudo isso de maneira simples para que tenha clareza em relação à comunicação, mas acima de tudo, entendimento das pessoas em relação a esses desafios.

Hygor: Agora falando um pouquinho das estratégias que envolvem audiovisual. Nós tivemos recentemente algumas experiências super impactantes pra gente também em relação a resultados, ao desafio que nós assumimos juntos para poder encontrar saídas, encontrar as melhores soluções, mas falando de estratégias audiovisuais, quais as principais que você tem adotado de forma a atingir os objetivos? Você tem alguns exemplos que você poderia trazer pra gente das experiências recentes, aquilo que foi marcante, aquilo que pode ser um aprendizado pra gente poder repetir mais vezes, pra gente poder consolidar esses conhecimentos?

Rodrigo: Tivemos essa experiência em sinergia junto com vocês, junto com a Oz recentemente, onde a gente teve a nossa primeira convenção virtual pra nossa força de vendas da história da nossa companhia. Eu confesso que quando chegou esse desafio a gente não tinha tanta experiência, na verdade tínhamos nenhuma experiência, e o audiovisual surgiu como a solução pra que a gente conseguisse mitigar e diminuir a distância física, mas que as pessoas continuassem com o sentimento de conexão mesmo à distância.

O nosso principal desafio é que ‘o que’ e ‘como’ que era o sentimento em relação à convenção, que é o nosso momento mais importante do ano com o nosso time de força de vendas, esse período permanecia só que a gente teve o entendimento que seria necessário darmos passos pra trás, retomar um pouquinho como seria a estratégia em relação a esse momento e acima de tudo continuar colocando o nosso público interno no centro. Eu acho que esse foi o grande diferencial que tivemos e quando a gente vê em prática aqui em reação ao audiovisual, primeiro: a gente junto com vocês acabou desenhando uma jornada de experiência, que eu acabei aprendendo esse termo com vocês de *palavra não identificada*. Não sei se alguém que está nos ouvindo conhece esse termo, mas acho que é válido depois da gente compartilhar.

A gente teve exemplos como vídeos antes do evento, ou seja, já pra gente conseguir criar uma conexão com esse público, vídeo de abertura do evento pra que a gente conseguisse dar o start oficial e vídeo de fechamento para que as pessoas conseguissem levar todo aquele sentimento dos dias que a gente tava em nossa convenção. Além disso, também tivemos a experiência com um game interativo liderado e conduzido por um avatar, ou seja, construímos um avatar pra esse momento e isso trouxe uma personificação, uma interação que o audiovisual aproximou muito as pessoas daquele propósito, daquele período.

Como a gente também tava distante, tivemos uma sugestão de trazer o nosso público interno na criação, na participação dessas experiências audiovisuais com a gravação de depoimentos, e isso mexeu muito com o nosso time porque eles se sentiam representados por outras pessoas e, ao mesmo tempo, a assimilação daquele conteúdo, daquela mensagem daquele depoimento ficou muito forte na cabeça de todo o time.

O último ponto que entendemos foi o da realidade aumentada, como eu venho comentando aqui, o nosso desafio era a primeira experiência virtual, ou seja, de não termos o time conectado à experiência que a gente sempre tinha de trazer as pessoas pra próximo e a gente se conectar em algum ambiente. Pensamos na alternativa de já que a gente não conseguiu trazer essas pessoas até nós, tínhamos que dar um jeito de ir até elas. Junto com vocês, fizemos a experiência de realidade aumentada como fechamento de toda essa experiência, desse período de convenção virtual. Nosso fechamento foi bem emotivo nesse sentido que o audiovisual nos permite, que ali, na verdade, a gente não tinha conseguido trazer as pessoas pra próximo, que era o nosso desejo, mas tínhamos pensado em alternativa que o audiovisual nos possibilitava, que era de ir até a casa, de ir até o ambiente que aquelas pessoas estavam e aquilo mexeu muito com cada indivíduo do time.

Sem contar toda experiência que tivemos de engajamento nas redes sociais com filtros, com quiz, que o audiovisual também conectou e as pessoas também tiveram senso de pertencimento da companhia também no seu vínculo interno, no seu vínculo familiar, no seu vínculo próximo de amigos. O sentimento que eu comentei no início de estar perto estando longe só foi possível com todos esses exemplos, com toda essa construção audiovisual que a gente fez em conjunto.

Hygor: Rodrigo, é muito legal ouvir esse relato de você, de um projeto tão recente, tão intenso. Acredito que a gente conseguiu atingir um resultado muito bacana e falando exatamente sobre os objetivos que vocês tinham com a convenção pro time de vendas e o que foi atingido, você pode trazer um pouco pra gente de como foi o processo de planejamento de objetivos, como foi a coleta de feedbacks do time, de indicadores que vocês possam medir o sucesso atingido ou não, o que a gente conseguiu impactar positivamente com as estratégias que nós co-criamos nessa convenção?

Rodrigo: Claro que sim, Hygor! A gente tem esse costume internamente de fazer essa coleta de percepções, a gente costuma até chamar de retrospectiva pra identificar pontos positivos, pontos de melhorias e até sugestões pra próximas oportunidades. Nessa experiência aqui, a palavra e a frase que mais ouvimos foi: as expectativas foram muito ultrapassadas porque não tinha a noção de como essa experiência virtual conseguiria mexer com as pessoas já que todos os exemplos anteriores eram de algo presencial. A gente conseguiu construir pesquisas de avaliação e o nível de aceitação pra essa experiência como um todo foi fantástico. Ficamos extremamente surpresos com a avaliação que coletamos do nosso time.

Em termos de objetivos, como você comentou, a gente tinha um prazo muito curto, e nesse processo todo de construção, tentamos mapear como conseguiríamos atingir e impactar diferentes perfis de pessoas que o nosso time possui, então sejam auditivas, visuais, cinestésicas ou inclusive digitais dessa maneira que construímos em conjunto, conseguimos sanar isso com assimilação em nível de resposta que tivemos. Também dessa forma, acabamos conseguindo endereçar todas as necessidades estratégicas, fortalecer a mensagem chave e, acima de tudo, deixar um posicionamento muito claro pro trabalho pro restante do ano como um todo, e dessa maneira, minimizamos aqueles pontos que comentamos lá no início, de alinhamento, personalização e priorização com muita simplicidade.

Gus: Que legal, muito interessante porque quando eu tava fazendo a pesquisa, escrevendo o roteiro, o primeiro título que eu ia colocar era “estratégia audiovisual” e depois dessas duas falas do Rodrigo a gente entende porque está no plural, porque são muitas coisas pra se pensar, se desenvolver e realmente tá sendo uma aula muito legal inclusive pra mim que trabalho com conteúdo.

Uma outra pergunta que eu fiquei com vontade de fazer, é em relação ao futuro. Claro que a gente, como Oz junto com vocês, já estamos construindo uma série de diferentes conteúdos, mas eu gostaria de saber os que o seu time ainda não utilizou. Quais são os conteúdos que você ainda gostaria de criar e também quais canais de comunicação você pensa em utilizar daqui pra frente?

Rodrigo: Aqui a gente tem refletido e tentado construir junto, um pouquinho, esse futuro, esse direcionamento. Temos já como plataforma de treinamento o nosso time interno, alguns canais que já utilizamos, mas temos nos desafiado a entender um pouquinho do momento, do cenário atual e como é que tem sido a maneira de consumo do nosso time em relação a todos esse alinhamentos e mensagens estratégicas que temos comentado aqui: podcasts, já tentamos ter essa experiência com o público externo, na verdade tivemos e foi extremamente proveitosa e positiva e a gente tem fortalecido isso um pouco mais, mas nessa comunicação interna é um dos objetivos desse ano, construirmos essa maneira de consumo através de podcasts. Temos pensado em construir também whiteboards que são justamente maneiras interativas audiovisuais de resumo de todos esses conteúdos que precisamos endereçar junto a eles e o que a gente pensa também pra futuro e aqui futuro é um pouco mais pra frente mesmo, é entender a oportunidade de como a gente consegue aproveitar inteligências artificiais também nesse processo, nesse fluxo com público interno, de comunicação interna. Acho que são maneiras e conteúdos que conseguimos explorar.

Em termos de canais, a gente também tem um leque de oportunidades internas, mas temos tentado utilizar o termo que eu comentei de simplicidade. Temos tentado ouví-los cada vez mais pra entender como a gente adequa um pouquinho dessas mensagens nesse momento atual: criação de comitês pra qual construção conjunta junto a eles, explorar novas plataformas e ferramentas digitais corporativas que temos construído aqui dentro da nossa companhia e continuar fortalecendo todos os canais que a gente tem como um todo. Tem um ponto que é super importante quando falamos dessas experiências, conteúdos e canais audiovisuais, né Gus e Hygor, é que eles nos trazem uma possibilidade de serem atemporais e ao mesmo tempo de serem on demand, então ao mesmo período que eu posso junto a eles estabelecer uma frequência, dessa maneira que a gente tá construindo, traz essa flexibilidade que é importante, seja no pré conteúdo ou evento que vamos construir durante essa experiência, mas acima de tudo no pós, que dá um leque de oportunidade de aproveitamento dessa construção de maneira muito perene.

Hygor: Rodrigo, me diz uma coisa, a Oz se posiciona, nós nos posicionamos como uma consultoria criativa em soluções audiovisuais justamente porque num passado bem distante, coisa de mais de dez anos atrás, a Oz era uma produtora de vídeos em que o principal trabalho executado dentro da Oz era a produção de conteúdo, a realização de conteúdos. Com o passar do tempo nós fomos agregando formas de gerar mais valor nas nossas parcerias e começamos a extrapolar um pouco antes e depois da produção de conteúdo. Antes, na parte consultiva de entender a dor, de entender oportunidade, traçar estratégias, ajudar no desenho de estratégias em que o audiovisual se encaixa como ferramenta pra busca dos resultados e depois da entrega das peças audiovisuais em si, também no monitoramento do impacto que essas peças têm, aliados com os objetivos que devem ser alcançados por cada um deles.

O que eu gostaria de ouvir da sua leitura, Rodrigo: se esse posicionamento nosso como consultoria criativa é percebido e se isso faz diferença na nossa parceria com você hoje.

Rodrigo: Essa talvez seja a principal causa da minha admiração em relação ao trabalho que possuímos juntos com a Oz e um dos grandes fatores de sucesso que temos nessa jornada de envolvimento audiovisual que a gente tem trilhado desde o ano passado até aqui. Quando você comenta que participa desde a estratégia, vem pro planejamento e vamos fazendo em conjunto essa parte de execução, como conseguimos pegar de ponta a ponta, isso tem nos trazido um aprendizado, mas acima de tudo, pontos de melhorias que temos conseguido identificar e mitigar de uma maneira fantástica.

Tenho experiência com diversos parceiros de negócio e eu tenho a Oz, como eu comentei, o termo que utilizei, foi admiração justamente por isso: por vocês serem especialistas nesse negócio de audiovisual, de nos ajudarem a identificar e trazer soluções para os problemas que acabamos enfrentando, mas acima de tudo, essa maneira `{`palavra não identificada`}` que a gente tem de construção e consolidação, de pilotar, ter experiências, mudar rotas, ouvir feedbacks, colocar os cliente que vamos tendo no centro, sejam de público interno ou externo, isso tem sido um fator que tem me alegrado e de aprendizado muito constante em conjunto com vocês.

Gus: É isso aí, pessoal! Chegamos ao bloco de insights que é a proposta de compartilhar referências e dicas sobre a temática que está sendo abordada nesse episódio.

Pra começar, eu gostaria de pedir um insight do Hygor.

Hygor: Meu insight de hoje é mais um livro do autor Raj Sisodia, na verdade ele é co-autor desse livro e ele é um dos fundadores do Movimento do Capitalismo Consciente, um movimento que eu já citei aqui em OZCASTs anteriores, inclusive dando um spoiler: teremos um episódio do OZCAST sobre o tema Capitalismo Consciente, sobre o capítulo do capitalismo consciente aqui no Brasil e o livro é o “Todos são importantes. O extraordinário poder das empresas que cuidam das pessoas como gente e não como ativos”. Parece ser algo óbvio, mas ainda hoje as empresas ainda precisam de muita transformação e isso é transformação digital também. Transformação digital não é tecnologia, é gente. Esse livro fala muito disso, de colocar gente no centro, colocar pessoas, lidar com as pessoas como gente, com os funcionários colaboradores da empresa, tudo tem muito a ver com o movimento do capitalismo consciente, mas esse livro também foi co-escrito pelo Bob Chapman. Ele se tornou pioneiro numa abordagem de liderança que tem criado resultados surpreendentes baseado em lealdade, moral, inovação e desempenho, esses são os pilares da estratégia de liderança dele, então empresas que assumem essa postura, rejeitam muito a ideia de que os funcionários são apenas ativos que podem ser deslocados, gerenciados com a ideia da cenoura com a varinha ou descartados quando não são mais necessários, ou quando a empresa passa por um tipo de desafio. Ao invés disso, o que eles defendem e manifestam é a realidade de que cada indivíduo é importante como em uma família. Isso não é um clichê em uma declaração de missão, é a própria fundação do sucesso de um negócio.

Pensando no contexto que temos passado nesses últimos meses, esses tempos difíceis, uma família se une, faz sacrifícios coletivamente, supera as dores em conjunto. Por exemplo, se um pai ou uma mãe perde o emprego, a família não demite os filhos, essa é a visão, esse é o valor que eles levam pra dentro das empresas. O livro traz crônicas da jornada do Chapman pra encontrar esse verdadeiro propósito dele e das empresas dele, trazendo uma série de aprendizados práticos pra todo tipo de liderança poder se inspirar e colocar em prática também.

Gus: Maravilha, fiquei curioso, inclusive tivemos a experiência indireta de trabalhar com o Raj recentemente em uma palestra, já conhecia de nome, mas em uma hora lá parece que ele leu um ano de informações, fantástico o conhecimento que ele tem e traz.

Agora eu queria saber o que o Rodrigo preparou pra compartilhar com a gente.

Rodrigo: Primeiro dizer que eu também fiquei extremamente curioso em relação a esse conteúdo e vou atrás pra consumir, inclusive, Hygor, acho que você me inspirou antes até de eu trazer um pouquinho do meu insight sobre esse tema, compartilhar um pouquinho do sentimento quando falamos de comunicação interna, que é um sentimento que temos tentado promover dentro da nossa companhia recentemente, que é de autocuidado. Esse autocuidado é fundamental quando falamos de comunicação interna sobre o audiovisual, principalmente dentro do cenário atual que estamos vivenciando, então um estímulo que talvez a gente possa compartilhar com as outras pessoas e você que está nos ouvindo agora é que se a gente puder compartilhar esse autocuidado não de maneira individualista, mas de maneira coletiva dentro dos times internos que fazemos parte.

Conectando um pouquinho com o insight desse episódio sobre audiovisual, sobre essas estratégias e de comunicação interna é preciso inovar também olhando pro cenário que estamos inseridos agora. Uma referência que eu trago é um livro que é a Arte da Inovação de Tom Kelley. Ele fala um pouco de tudo que conversamos ao longo desse episódio, sobre inovar não significar ter um digital, ter uma plataforma, mas significa fazer as mesmas coisas de maneira diferente, que é a adaptação que precisa agora. Isso precisa ser feito também com especialistas para que consigamos fazer melhor. Essa inovação precisa testar, pilotar, ter experiência pra conseguir melhorar, com o foco de colocar as pessoas e o nosso cliente no centro. Precisamos entender nessa comunicação corporativa que o nosso principal cliente é o nosso público interno, às vezes acabamos colocando o nosso cliente como sendo só os stakeholders externos, e quando colocamos nosso público interno no centro, entregamos muito mais soluções e entende muito mais as necessidades deles.

Hygor: Maravilha, Rodrigo. Esse é um livro que estava na minha wishlist e acabou de subir da 5ª pra primeira colocação, vai ser um dos próximos.

Inovação, eu acho muito interessante todas as possíveis interpretações que o termo tem. Gosto muito de olhar o aspecto ‘arte’ por trás. A arte propriamente é multifacetada, cada um tem uma conexão com o conceito artístico, então quando você posiciona a inovação nesse mesmo aspecto da arte, já pelo título, eu já gosto muito dessa abordagem, ainda mais agora com a sua recomendação e comentário sobre o livro, então obrigado também pela dica e Gus, qual é a sua?

Gus: O livro que eu separei pra compartilhar hoje chama-se Roube como Artista, de Austin Kleon e o conteúdo desse livro foi desenvolvido a partir de uma série de mensagens positivas e conteúdos como ilustrações, exercícios e exemplos que ajudam o leitor ativar o lado criativo a partir de uma série de referências. Hoje em dia, quase nada é 100% original e a grande mensagem do livro é você conseguir de forma benéfica e livre de julgamentos, abraçar uma série de influências, mixar as ideias que você vai coletando e a partir disso você encontrar um caminho para o que você quer comunicar. É interessante o conceito de multiplataforma, porque percebemos que são diversos canais, a gente falou um pouco sobre isso hoje, a ideia da multiplataforma é praticamente uma quebra-cabeça, é você ter uma série de mensagens que são como peças, cada uma tem a sua autonomia, mas que juntas no final das contas vão gerar uma mensagem sólida pra quem você tá querendo atingir. Então essa é a minha dica de hoje.

Bom, a conversa tá ótima, mas infelizmente estamos chegando no final desse episódio. Queria agradecer muito mais uma vez a presença do Rodrigo e passar a palavra pra ele novamente pra compartilhar um contato e deixar a mensagem final, o que mais ele gostaria de falar, fique a vontade, Rodrigo.

Rodrigo: Primeiramente obrigado, Gus e Hygor pela oportunidade de estar aqui trocando essa ideia com vocês.

Vocês sabem o quanto eu valorizo e enxergo valor nesse tipo de bate-papo, mas acima de tudo, sobre o tema de comunicação interna e as estratégias audiovisuais e ao mesmo tempo o quanto eu tenho aprendido e construído junto com vocês.

Em relação ao contato, Gus, acabo que o que eu mais utilizo é o LinkedIn, então se vocês procurarem por Rodrigo Barbosa, podemos nos encontrar por lá pra gente construir um network, trocar ideias sobre isso que acabamos de conversar.

Gus: Maravilha, Rodrigo! Ficamos super felizes com a sua participação e é isso pessoal, esse foi o episódio número 13 do OZCAST sobre comunicação interna e estratégias audiovisuais. Tem episódio novo a cada 15 dias, então assine e compartilhe o programa, assim o conteúdo vai chegar em muito mais pessoas. A sua empresa também pode ter um podcast, o que acha da ideia? Fale com nosso time pra saber como.

Narrador: Você acabou de ouvir o OZCAST, o podcast da ozprodutora.com, visite o site, conheça mais sobre a Oz, deixe os seus comentários e sugestões.

Descrição
#12

Esse episódio é especial!
De setembro de 2020 até o dia de hoje, publicamos ao todo 12 episódios originais do OZCAST, nos quais convidamos parceiros atuantes nas áreas de tecnologia (@raphael_rn), inovação (Leandro Palmieri), e-commerce e varejo (Pedro Eugenio), inglês para negócios (Solange Moras), cultura empresarial (Fernando Belatto), conteúdo infantil (João Godoy), branding (Ricardo Rocha), eventos virtuais (Daniel Moreira), identidade sonora (Adans Paulo e Bruninho Câmara) e agilidade organizacional (Thomaz Ribas), além da presença feminina no audiovisual.
Recentemente ultrapassamos a marca de 1000 downloads e decidimos criar esse compilado com os melhores insights de cada episódio.
Esperamos de coração que vocês gostem e que desperte a vontade de escutar os episódios na íntegra!

Transcrição
Narrador: Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Gus: Olá, eu sou o Gus Belezoni e esse é o OZCAST, o podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais. O episódio de hoje é especial, então a gente apresenta em primeira mão pra vocês “O compilado”.

É isso aí, pessoal! A ideia do episódio de hoje é resgatar uma série de insights super valiosos que foram registrados em cada um dos 11 episódios que já lançamos até agora. Então sem maiores delongas a gente já começa com a fala de Rafael Nascimento, sobre a transformação digital em grandes empresas.

Rafael Nascimento: Aqui nesse ponto eu acho que a gente tem duas visões bem interessantes pra colocar: por um lado a gente não foi tão prejudicado nas vendas porque o pessoal com o lockdown estavam impossibilitados de sair de casa pra comprar uma coisa no mercado, comprar um remédio na farmácia, ir a um restaurante, mas ele precisava continuar tomando o seu remédio do coração, o seu remédio de diabetes, então caiu mas caiu um pouco menos a nossa venda. Porém, por outro lado, dentro do mundo farmacêutico, toda a nossa parte de marketing, de venda é presencial. É muito importante pra gente ter o representante de venda na frente do médico conversando com médico sobre os princípios ativos do remédio, sobre os mecanismos de funcionamento dos medicamentos, então nesse ponto a gente teve realmente um impacto muito forte e tivemos que acelerar do dia pra noite uma área digital que ficava trabalhando com pequenas campanhas para agregar a venda presencial dos representantes, a gente teve que virar 100% digital. Foi uma loucura, mas foi muito interessante porque na minha análise a curva de evolução do marketing tomar consciência da importância do digital se unir ao presencial foi muito alta dentro da empresa farmacêutica, não só dentro do laboratório no qual eu trabalho, mas todos os outros. Eu vejo isso como um resultado muito positivo.

Eu costumo usar o exemplo do mundo do showbiz. O showbiz 100% presencial e como eles migraram pro digital no meio dessa pandemia através de áudio e vídeo. Óbvio, Rafa, é porque é o showbiz, o negócio deles é visual e é audível só que não é só por isso, é pela experiência do usuário em consumir. O usuário pode não estar ali do lado da pessoa, mas quando ele tá escutando um podcast ou assistindo um vídeo que foi pensado pra que ele tenha a experiência de como se ele estivesse na frente daquela pessoa, seja um representante de vendas no nosso caso, seja um músico, seja um escritor, qualquer perfil profissional, eu acho que aí a gente consegue engajar o consumidor porque eu lembro que durante essa pandemia tivemos acesso à algumas pesquisas e o crescimento de consumo de podcast e de vídeos foi absurdo, principalmente no início da pandemia.

Gus: Muito legal né pessoal? Esse insight foi demais, dá pra perceber o quanto o audiovisual cria intersecções em diversas outras áreas de conhecimento e atuação. Inclusive seguindo nessa linha da tecnologia o nosso convidado pro segundo episódio foi o Leandro Palmieri. Ele é COO do Onovolab, que é o maior centro de inovação e tecnologia independente do país e falou com a gente a respeito de inovação aberta na prática.

Leandro Palmieri: Existe o conceito de inovação fechada que são onde as ideias, as invenções, as pesquisas e os desenvolvimentos necessários pra colocar um produto no mercado ou uma melhoria de processo, de serviço são gerados dentro da própria empresa. Então o capital intelectual que tá ali trabalhando na empresa cria a solução, desenvolve internamente por conta própria. E existe o modelo aberto que é onde você aplica de fato a inovação aberta, onde você reusa recursos externos como a tecnologia, o capital intelectual, a conexão com universidades, com startups, com outras organizações que fomentam a inovação, com centro de inovação como do Onovolab.

Então hoje o papel que o Onovolab faz é de promover inovação aberta no sentido de mostrar pras empresas que é muito importante elas estarem conectadas, a área de inovação da empresa estar conectada com o externo, aqui dentro do Onovolab por exemplo onde existe uma quantidade absurda de empreendedores e de startups, onde tem uma USP, uma Federal orbitando, onde tem alunos de universidades, onde tem eventos, onde tem um ecossistema pulsante para aproveitar esse capital intelectual e dessas ideias pra aprimorar a inovação dentro da empresa. Então a gente tem fomentado isso, hoje temos algumas empresas que já têm braços de inovação aqui dentro do Onovolab, que tem sua área de inovação dentro da empresa, obviamente, a demanda por inovação parte do interno da empresa, mas que utiliza de braços externos pra estar conectado com ecossistema e aproveitar melhor o que existe no ecossistema e levar isso pra dentro da empresa pra acelerar o desenvolvimento em tecnologia, de soluções… Então a gente é esse player que ajuda as empresas a desenvolver inovação aberta e aproveitando muito do capital intelectual de São Carlos que é fora da curva.

A coisa mais emblemática pra mim é que a relação com a Oz, começou como uma relação de confiança. Imagina dois caras vindo de São Paulo para São Carlos, as pessoas de São Carlos não conheciam a Oz, e confiou na gente, acreditou no projeto, comprou o nosso sonho e embarcou com a gente na construção audiovisual disso que a gente queria transmitir a respeito do Onovolab pra fora de São Carlos.

Leandro Palmieri: Quando a gente decidiu fazer o centro de inovação em São Carlos muitas empresas questionavam a gente: “mas no interior? Vocês não vão conseguir fazer algo relevante, grandioso no interior” e a gente sempre quis provar o contrário. Então o audiovisual sempre foi muito importante pra gente conseguir traduzir pra essas empresas, esses profissionais, as pessoas que acompanhavam a gente remotamente o que estava acontecendo aqui. Acho que a gente conseguiu cumprir muito bem essa tradução audiovisual do que acontece aqui ao longo desses dois anos e meio, tanto que a gente ganhou bastante relevância, foi destaque em vários veículos de imprensa, capa do Estadão, Pequenas Empresas & Grande Negócios, Forbes, muito por conta do que a gente conseguiu transmitir aqui que trouxe muitas pessoas importantes pra cá. As pessoas saíram dos grandes centros urbanos pra vir pra cá vendo pela internet o que estava acontecendo aqui. O audiovisual é fundamental para o nosso negócio.

Gus: Incrível né! E não é só na área da tecnologia que o processo de transformação digital das empresas foi intensificado. O nosso próximo convidado do terceiro episódio foi o Pedro Eugênio, fundador da Black Friday aqui no Brasil e trouxe uma série de insights interessantes pra gente sobre e-commerce e o mercado de vendas online.

Pedro Eugênio: Olha, vou te falar uma coisa. De verdade, digital não é pra amador, cara. Não é mais aquela história de “ah, eu vou abrir um e-commerce que as vendas vão cair. Vou gastar 50 dólares num site, numa plataforma e vou colocar no ar que as coisas acontecem”. Ótimo ponto que você fez, mais do que nunca essa competição aumentou, então você precisa se diferenciar, você precisar criar uma experiência super bacana pra esse consumidor. Mais do que nunca você precisa ter parceiros ao seu lado pra poder te ajudar nessa transição, nessa ida pro digital porque o consumidor quer experiência.

Temos uma pesquisa interna que fala que 67% das pessoas que compraram durante o Black Friday voltariam a comprar novamente no Natal. Mais do que nunca criar uma boa experiência, atender bem esse consumidor, entender esse consumidor, dar informação, dar conteúdo pra esse consumidor pra tomada de decisão é muito importante pra se diferenciar. E vai um ponto aqui que muita gente confunde: vender online, comprar online, não necessariamente precisa ter uma lojinha, você precisa ter o ponto de contato com esse consumidor por um WhatsApp, pelas redes sociais… Então, dá pra dar o primeiro passo, não necessariamente abrindo uma baita de uma estrutura do e-commerce e trazer conteúdo. Vou até te dar um exemplo.

Esses dias eu até estava comprando um ar condicionado, vi uma enxurrada de novas marcas entrando no Brasil, imagino pela proximidade do final do ano, do calor, etc. Eu, particularmente, fiz uma pesquisa antes de comprar, falei: “poxa, nunca ouvi falar dessa marca, mas vou pesquisar sobre ela” e eu encontrei vídeos, técnicos falando sobre aquele material, sobre aquele produto, como instalar, como não instalar, vantagem, desvantagem, me deu tanto conteúdo e me deu a tranquilidade de poder testar um novo produto.

Acho que a grande sacada, essas empresas, de novo: se elas quiserem sair do quadrado de commodities, ou seja, de ficar toda hora brigando por preço, elas têm que pensar em pontos de contato com esse consumidor no mercado digital e, principalmente, conteúdo, explicar o produto, explicar como funciona, trazer toda a cadeia delas pra dentro de casa, chamar os seus técnicos, chamar suas assistências técnicas, convidar essa galera pra junto desta empresa, junto desse negócio, começar criar conteúdo, começar criar material para se destacar e pra se diferenciar nesse hiper competição digital que a gente tá vendo aí pela frente.

Gus: Pois é, gente, produção de conteúdo hoje em dia é muito importante pra você conseguir aumentar a presença digital da sua marca.

Passando pro próximo episódio, a nossa primeira convidada mulher foi a Solange Moras, ela é CEO da The One Inglês para seu Negócio, e topou falar com a gente sobre inglês, negócios e startups, olha que legal.

Solange Moras: Eu não tenho nada contra o inglês geral que a gente chama, não exatamente de tradicional, mas o geral, que é pra você fazer qualquer coisa basicamente: para atuar no meio acadêmico, pra conversar com qualquer pessoa e também pra você trabalhar. Só que o adulto quando ele está no mercado de trabalho e ele tem pressa pra interagir numa reunião, pra poder falar com uma pessoa por um call, por telefone, ou mesmo por e-mail, escrevendo, realmente muitas pessoas se perdem no tipo de linguagem que é necessário quando você tá num ambiente de negócios. Então você aprender um inglês de gíria, etc não vai ser esse mesmo inglês que você vai usar num ambiente de inglês pra negócios. Tem vocabulários mais específicos de cada área, mas basicamente a gente dá muita ênfase na parte de conversação pra situações onde o inglês é falado, então por exemplo, praticar muito como fazer apresentação sobre a sua empresa, sobre o seu trabalho, como você vai se portar numa reunião, como que você vai chegar numa reunião, se você precisa interromper alguém, por exemplo, como que você vai fazer isso? Então não são coisas simples, às vezes as pessoas ficam com dificuldade e quando você vai direto no inglês pra negócios na fase adulta, eu acho que você tem um ganho de tempo muito maior e prática do que realmente é preciso no dia a dia quando você tá numa empresa, seja ela sua, se você precisa fazer um pitch pra sua startup, tudo isso precisa ser treinado, até em português precisa, quem dirá numa língua estrangeira.

A parceria da The One com a Oz já dura mais de dois anos e a gente já fez muitos vídeos juntos desde depoimentos de clientes que são muito importantes na estratégia de comunicação, na estratégia de marketing porque uma coisa é eu falar “a The One é uma maravilha”, sei lá, mas outra coisa é o nosso cliente dar o seu depoimento bem honesto, bem sincero mesmo do que ele sente, do que ele teve de ganho com o aprendizado de inglês, tanto pra empresas quanto pra pessoas físicas. Isso ajuda demais. É engraçado que quando alguém vem me pedir informação sobre a The One eu já mando um vídeo. Se a informação é sobre inglês para empresas eu mando o depoimento de algum empresário que a gente atende, de alguma empresa e se é pessoa física eu mando um depoimento de pessoa física. Coloco em e-mail também, quando passo informação, eu uso muito os vídeos.

Gus: Esse episódio foi demais e até hoje é um dos mais escutados entre todos os que a gente já publicou. Seguindo adiante, o convidado desse próximo episódio foi o Fernando Belatto que é artista marcial e fundador do método ODGI (O Despertar do Guerreiro Interno). Nesse trecho específico ele compartilha com a gente a visão sobre cultura organizacional.

Fernando Belatto: Eu acredito que a cultura dá um norte pra empresa porque a cultura não necessariamente precisa ser uma cultura de amor ou uma cultura de paz, você pode ter a cultura que você quiser. Se de repente você quer ter na sua empresa uma cultura de passar por cima de todo mundo e ganhar dinheiro, por exemplo, você vai ter essa cultura organizacional, mas com certeza você vai ter consequências: colaboradores doentes, muito provavelmente vai ter que trocar de colaboradores muito rapidamente e isso está indo na contramão do que o mundo está apresentando. Quando temos uma cultura organizacional saudável, que visa o bem-estar humano, que visa saúde em todos os níveis, que visa também a prosperidade, o resultado que é algo que eu defendo que as empresas devem também focar nesse resultado como um termômetro, um resultado que possa também, da mesma forma, olhar pro ser humano e respeitar o ser humano em termos de trabalho e descanso, boas remunerações em termos de ter uma saúde.

A cultura organizacional te mostra pra onde você quer ir. Um bom questionamento para os empresários e para as empresas: você tem clareza da onde você está querendo ir com a sua empresa? Porque às vezes as empresas ainda não têm tanto essa clareza de uma cultura de fato. O que a gente costumava ver até pouco tempo atrás são aqueles quadros de visão, missão e valores que de uma forma bem simplificada estão ali na parede, mas eu já cheguei dentro de empresas e perguntei: “quais são os valores da empresa?” e ninguém sabia responder. Isso é prova de que na verdade está ali só pra ficar bonitinho na parede, mas na hora de seguir mesmo esse valores que têm uma importância fundamental na cultura organizacional, às vezes os colaboradores nem sabem disso. Então a cultura dá um norte de onde você está querendo ir com a sua empresa. Vale muito refletir sobre isso.

Gus: Poxa, eu acho fundamental falar sobre cultura organizacional e pra quem ainda não conhece o Fernando Belatto com certeza vai ter, com o trabalho dele, muitos outros insights sobre autoconhecimento, atenção plena e tudo mais.

Passando pro nosso próximo convidado, o João Godói é especialista em criação de conteúdo infantil e topou bater um papo com a gente pra compartilhar todo conhecimento sobre o assunto e especificamente nesse trecho ele fala sobre o consumo de conteúdo infantil por plataformas de streaming.

João Godoy: Acho que hoje quando a gente trabalha produzindo, antes a gente mirava no grande sonho que era entrar numa grade linear de uma emissora. Hoje você consegue fazer uma distribuição mais rápida e prática através de um sistema de streaming. Por exemplo, eu tenho uma produção minha, autoral que tá no Prime Video. Hoje a gente tem Netflix, tem Globo Play, a gente teve aí agora o boom da chegada dos Disney+ ao Brasil agitando o mercado e hoje se você for conversar com uma criança, dificilmente ela vai dizer “ah, eu gosto de levantar tal horário, ligar televisão às 11h porque tá passando o desenho que eu gosto”, isso soa até ridículo. Tenho um sobrinho de 10 anos que já acha quando eu falo que eu ligava a televisão pra assistir alguma coisa, ele fala “uai, mas por que você não assistia na hora que você queria?” Porque não dava, não existia isso e hoje a gente tem crianças ali que estão consumindo na hora em que elas querem, na tela em que elas querem, no celular, na TV, através do video game, estão consumindo conteúdo em todas as plataformas, em todas as telas possíveis. Isso mexe muito com a distribuição, então pra mim, esse momento do isolamento, conforme a gente começou a ter essa demanda por conteúdo o tempo todo, a TV regular não dá conta, nem a TV a cabo, nem a TV aberta, muito menos a TV aberta brasileira. Então você tem ali o streaming, que acho que nesse ano, nesse momento do Brasil e do mundo, o streaming se consolidou como uma coisa que não é uma segunda janela, é uma primeira opção. A gente teve filmes sendo lançados, várias coisas que foram produzidas e séries, antes tinha essa coisa de ser uma série de streaming, então ela não tem a mesma qualidade e tal… E isso morreu, é uma coisa que não existe mais. Hoje quando um conteúdo chega na Netflix, no Prime Video, Disney+, Globo Play, você sabe que aquilo tem um crivo de qualidade que garante que aquilo seja bom pra ser consumido.

Gus: É isso aí, hoje em dia existem muitas possibilidades pra quem gosta de um conteúdo infantil de qualidade, seja pros seus filhos ou seja pra você mesmo.

Tocando em frente, o nosso próximo convidado é o Ricardo Rocha, que é designer de formação e fundador da agência Energia das Marcas. Olha só o que ele falou pra gente sobre branding.

Ricardo Rocha: O único norte da empresa são as pessoas. Até quando a gente foi fundar a Energia das Marcas, eu tinha uma metodologia própria e a gente começou aplicar essa metodologia porque ela é inteiro focada no público, ela é inteirinha, de ponta a ponta focada no consumidor público, na sociedade porque o maior indicador de mercado que você tem ou o maior indicador de que você tá indo pro lugar certo como marca são as pessoas. A marca nasce como resposta à necessidade das pessoas, nem que seja uma necessidade criada, ela já existia dentro das pessoas e alguém foi lá e deu um nome pra isso, deu cor, deu cara, deu produto e essa necessidade se tornou um produto, um serviço lá na ponta e as pessoas utilizam isso. Mesmo essa criação de necessidade olhando pra um consumidor específico ou pra um grupo de consumidores específicos, ou pra uma sociedade como um todo. Uma plataforma como o Uber, já existia o táxi, já tinha em teoria esse serviço resolvido, mas o cara percebeu que ele podia integrar mais pessoas a essa rede de uma forma diferente, de um jeito diferente e em cima disso ele resolveu criar uma marca, criar um produto e atender a partir disso. Até agora a gente tá nessa discussão e eu não falei em nenhum momento sobre logo, não falei nada de comunicação visual, não falei nada de design e eu tô falando só da parte estratégica do negócio: como é que eu vou me posicionar, como é que eu vou falar, que tipo de gente eu vou estar perto, só que nós somos seres visuais, sensíveis ao mundo, então a gente recebe muita informação através dos nossos olhos e nossos ouvidos, narizes, sentidos. O audiovisual é tudo nessa construção, porque ele é a consolidação disso, como a gente torna tangível a estratégia de marca. Tanto que no final de quase todas as nossas apresentações termina com um Q Visual. Porque fazemos toda a parte estratégica linda, maravilhosa de conceitual só que chega no final, o cliente precisa ver alguma coisa, ele precisa ouvir alguma coisa senão não aterriza. Então pra mim o trabalho da Oz é o trabalho de materializar estratégia de marca, onde eu dou voz, cor, movimento pra uma coisa que em princípio é intangível.

Gus: Sensacional essa visão que ele traz do audiovisual quase como algo mágico, algo que consegue tangibilizar algo intangível. A gente ficou muito contente com esse comentário dele e isso tem uma ligação interessante com o próximo episódio no qual o convidado foi o Daniel Moreira representando a DTrip e Arena que são especialistas em produção de eventos virtuais para falar justamente sobre isso.

Daniel Moreira: Porque o digital, os eventos online, eu tava falando como eu mencionei, têm o potencial de levar o conteúdo a lugares que até então eram inacessíveis. Existia essa limitação logística: como um cara do Acre viria num congresso muito legal em São Paulo? Não é tão simples. Ou como uma pessoa do Canadá acompanha um evento que está acontecendo em outro país? Não é tão simples. Isso tem um investimento envolvido. Acho que a gente vai continuar tendo essa oportunidade para os dois lados, tanto para ofertar que pessoas que já não teriam condições de não poder participar porque o cara tá no Japão e o evento tá acontecendo lá na Califórnia, até para patrocinadores que vão poder também atender presencialmente e virtualmente.

A gente teve casos de patrocinadores que tiveram resultados absurdos porque dentro do ambiente virtual, a gente consegue mapear de trackear todos os movimentos, a gente sabe de maneira muito mais assertiva em comparação com o digital essa questão de quem são as pessoas, quais são as características. O cara não vai no stand pra simplesmente bater o bip e tomar um café, ele tem um interesse por trás e ele tá a um clique de distância de fazer negócio ou de interagir com esse patrocinador. E os palestrantes também, a gente vai poder colocar no evento na Califórnia um palestrante do Japão e vice-versa, que talvez não teria essa possibilidade. Então sim, os eventos híbridos são realidade e de fato não é uma previsão futura, isso é fato.

Posso tá aqui até sendo pretensioso em dizer isso, mas eu diria que o audiovisual é um sinal vital, passou a ser um sinal vital dos eventos virtuais. Nós podemos ter a melhor plataforma, nós podemos ter dinâmicas espetaculares, obviamente tem uma série de serviços envolvidos, as plataformas são só ferramentas, mas se a gente entra, não tem uma qualidade tanto estética quanto funcional de áudio e vídeo. Então se anteriormente nos eventos presenciais não havia tanto essa preocupação, os conteúdos gerados eram pra comercializar ou adequar a comunicação do evento e integrá-la na cenografia e gerar impacto nas apresentações, os evento necessitam de atenção plena no caso do virtual nessa questão da qualidade de audiovisual para manter o engajamento das pessoas. Como eu disse é um clique pra pessoa sair dum evento e desengajar. Também pra criar call-to-actions e facilitar a interação e gerar resultados a todo mundo que tá ali, todo mundo que tá envolvido.

Gus: Muito legal essa percepção de como o audiovisual tem uma importância enorme quando a gente tá falando de eventos virtuais. O áudio é uma parte importante disso, que é praticamente 50% da produção audiovisual e essa criação de som pode estar ligada diretamente à identidade da tua marca. Pra falar sobre isso convidamos os especialistas Bruno e Adans que fazem parte do nosso parceiro Berimbau Estúdio, saca só o que eles falaram.

Adans: O áudio é que define o tom do que você quer, do que o cliente quer ou do que a sua marca precisa ou definir o que você quer mostrar pro seu cliente. E aí a gente pode dar mais exemplos aqui, infinitos, de campanhas publicitárias que você não esquece até hoje por causa da trilha sonora, trilha musical e marcou exatamente da maneira que o cara queria mostrar aquilo, como ele queria que chegasse pro cliente dele. E a trilha na maioria das vezes, na minha opinião, ela tem essa responsabilidade, como eu falei no início, pra mim é meio a meio: 50 do vídeo e 50 da trilha. Às vezes até a trilha muito mais, a trilha tem o papel as vezes 80, 90% dessa entrega do que o cliente precisa. Eu não sei se fui muito claro, mas talvez o Bruno pode acrescentar melhor aí.

Bruno: Por exemplo, cara, aquela sound logo da Intel *sound logo da Intel*. Aquele som tem tecnologia, tem um som de inovação. Então, cara, o áudio tem que, assim como o vídeo obviamente, tem que trazer o que é realmente aquilo. Vou chutar o balde, mas se a Intel tivesse um som de trompete ia ser a coisa mais bizarra do mundo, mesmo tocando aquela mesma melodia. As pessoas precisam conhecer a Intel pela inovação, pela tecnologia, por eles serem à frente do tempo, de estarem inovando e o som tinha que ter aquilo. Acho que a função do som é mais entender pra onde o filme quer chegar, qual que é o mood do filme, qual que é o mood da peça, qual que é o mood da campanha, e aí a gente ir atrás disso. Eu não acredito que o som crie nada, assim: “ah, vamos criar um conceito”, acho que o som não cria nada. Acho que essas coisas tem que estar definidas.

O som da Netflix como a gente tava falando nos bastidores, o som da Intel, é na veia, não tem outro som que encaixe melhor que aquele.

Gus: E o próximo episódio foi muito especial porque, após uma série de convidados de outras empresas, a gente voltou o convite pras mulheres do nosso time e abrimos todos os microfones para elas falarem sobre desafios e também uma série de conquistas das mulheres no audiovisual.

Amanda: Durante a faculdade eu não tinha essa noção, nunca tinha parado pra pensar. Comecei a fazer o estágio e logo no meu segundo ano acho que foi a primeira vez que a minha ficha caiu. Eu entrei pra trabalhar na ilha de criação, na época eu trabalhava com edição e eu era a única mina no meio de quatro homens! Foi aí que eu parei pra pensar e falei: “nossa, onde estão as mulheres? Cadê elas? O que elas fazem? Que cargos elas ocupam?”. Acho que isso conversa muito com o que vocês acabaram de comentar.

Mafê: Sim, eu acho que tem uma questão. Vou retomar minha experiência de entrada na faculdade. Quando eu entrei, só fui fazer produção e eu não sabia bem o que era produção, não sabia quais as funções e eu lembro que eu perguntei pra um veterano meu o que um produtor faz, ele me disse: “a produção é a mãe do set”. Isso ficou na minha cabeça e eu fiquei me perguntando: será que eu quero ser a mãe do set? Eu acho que acontece em vários momentos e na maioria das vezes as pessoas associam muito a produção, esse lugar maternal e, consequentemente, ao lugar do cuidado e de modo geral também não vê como um lugar de estratégia e de extrema expertise.

Gus: Agradeço demais a participação e o protagonismo dessas mulheres feras da Oz. E o último episódio que foi publicado foi com o Thomaz Ribas, que é especialista em agilidade e OKRs. Ele teve uma fala muito interessante sobre a diferença de eficácia e eficiência, presta atenção.

Thomas Ribas: Ser eficiente é: produzir as minhas canetas com a qualidade que eu estou esperando ter com o menor custo possível e o menor tempo possível. Agora, a hora que olhamos pra eficácia, ela é bem diferente. Eficácia é fazer a coisa certa pro cliente certo. Usando o meu exemplo da fábrica de canetas, fazer uma caneta de forma super eficiente, não adianta nada se ninguém comprar aquela caneta, ou seja, será que aquela caneta que eu produzi é a caneta certa para aquele meu público, para aquele meu consumidor? Então a eficácia é: que benefício eu estou gerando para o meu consumidor? Que benefício eu estou gerando para o meu negócio ou para os meus colaboradores?

É aí que OKR se encaixa muito bem para ajudar justamente a companhia a aumentar o seu grau de eficácia, porque os OKRs vão ajudar a mensurar sucesso. Se eu estou desenvolvendo um produto, o que é sucesso para este produto? Aí vem um dos aspectos mais interessantes de OKR: sucesso para OKR não é eu entregar um produto no mercado, não é entregar as minhas tarefas, não é o meu time cumprir um cronograma. Sucesso para OKR é: qual é o benefício mensurável que eu gerei? Benefício mensurável não é só dinheiro, claro que a receita é um dos mais importantes, mas qual foi a satisfação do meu cliente diante do meu produto? Como é que ele está usando ou não está usando o meu produto ou serviço? Como está a conversão do meu funil de marketing e do meu pipeline de vendas? O engajamento da minha equipe? Então OKR traz uma outra lente, uma outra forma de eu mensurar resultados buscando eficácia. Obviamente que a gente não quer perder eficiência, claro que queremos fazer o nosso produto, nossos serviços economizando com tempo e qualidade adequados, mas tem um frase que eu gosto muito, Hygor, do nosso querido Peter Drucker, que é um dos nossos gurus da administração moderna, que tinha uma frase que falava assim: “não adianta nada eu fazer algo super bem feito que não era pra ter sido feito”. É um grande desperdício na visão dele e eu concordo muito com isso.

Gus: É isso aí, pessoal, assim a gente chega ao final de mais um episódio do OZCAST, especial dessa vez, trazendo grandes ideias de todos os convidados e convidadas que já participaram dos episódios anteriores. Esse foi o episódio número 12 do OZCAST. Publicamos novos episódios a cada 15 dias, então assine e compartilhe nosso programa com seu círculo social, assim você vai ajudar muito o nosso conteúdo a chegar cada vez em mais pessoas. Além disso, a sua empresa também pode ter um podcast, se interessa? Fale com nosso time pra você saber como.

Narrador: Você acabou de ouvir ao OZCAST, o podcast da ozprodutora.com. Visite o site, conheça mais sobre a Oz, deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#11

Não é de hoje que a preocupação com planejamento e execução das estratégias empresariais são alguns dos principais desafios das organizações. Em um contexto de globalização e com o cenário extremamente incerto e competitivo no qual as empresas estão inseridas, ter uma estratégia bem consolidada é fundamental.
Entretanto, segundo análise do Sebrae a respeito de pequenas e médias empresas, aponta-se que a falta de gestão estratégica é um dos principais motivos de falência. Analisando pela ótica do marketing, percebemos que muitas empresas não são capazes de priorizar ações, com base em uma estimativa dos resultados que elas podem gerar, o que os impede de definir objetivos claros que meçam de fato o sucesso dessa estratégia.
Para conversar sobre isso, convidamos o grande Thomaz Ribas, que é especialista em OKR e agilidade organizacional.

Transcrição
Narrador: Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Gus: E aí, pessoal, eu sou o Gus Belezoni. Sejam muito bem vindos ao podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais.

Hygor: Eu sou Hygor Amorim e esse é o episódio de número 11 do OZCAST. Hoje vamos falar sobre OKR, o segredo do vale do silício.

Gus: Não é de hoje que a preocupação com planejamento e execução das estratégias empresariais são alguns dos principais desafios das organizações. Em um contexto de globalização e com cenário extremamente incerto e competitivo no qual as empresas estão inseridas, ter uma estratégia bem consolidada é fundamental. Entretanto, segundo a análise do Sebrae a respeito de pequenas e médias empresas, aponta-se que a falta de gestão estratégica é um dos principais motivos de falência. Analisando pela ótica do marketing, percebemos que muitas empresas não são capazes de priorizar ações com base em uma estimativa dos resultados que elas podem gerar, não conseguindo dessa forma, definir objetivos claros que meçam de fato o sucesso dessa estratégia. Para conversar sobre isso convidamos o grande Thomaz Ribas. Como facilitador, coach e consultor, Thomaz ajuda líderes a cultivarem ambientes de trabalho produtivos e colaborativos para que possam alcançar melhores resultados e prosperar. Ele é especialista em OKR e agilidade organizacional. Thomaz, seja muito bem vindo!

Thomaz: Olá, Gus, muito obrigado pelo convite. É uma alegria pra mim estar aqui conversando com vocês sobre esse tema que eu sou tão apaixonado, que é OKR.

Hygor: Seja muito bem vindo ao OZCAST, Thomaz, sinta-se em casa. Para começar a aquecer o nosso papo aqui, tem muita gente que se pergunta qual a melhor definição de OKR?

Thomaz: A resposta curta seria: é uma forma simples e eficaz de você conversar com seus times e definir as principais melhorias que você quer fazer nos próximos meses no seu negócio e os benefícios que você quer gerar pro seu cliente.

Gus: Legal, Thomaz! Uma dúvida que me surge a partir disso, apesar da definição ser bastante clara, mas eu já percebi que muitas pessoas têm uma confusão em relação à definição de metas quando a gente fala de OKR. Eu queria saber se OKR se trata de uma metodologia alternativa pra gestão de metas que são tradicionalmente adotada por empresas.

Thomaz: Eu diria que além de alternativa, Gus, ela é uma metodologia radicalmente diferente. Existe a gestão de metas antes de OKR e depois de OKR. Então se a gente olha os modelos mais tradicionais em gestão de meta, a gente enxerga que lá no topo da empresa tem algumas pessoas que têm todas as respostas pra todos os problemas, eles definem uma série de objetivos estratégicos, objetivos e metas da companhia e aí existe o que tradicionalmente a gente conhece como o cascateamento ou desdobramento de metas, esse é até um vocabulário muito comumente encontrado nas empresas. Aí, nitidamente temos o processo onde começam a se definir metas para todos os níveis hierárquicos até chegar lá na ponta do profissional que tá lá na linha de frente, tem uma meta que foi definida com o gestor dele. Essa é a maneira tradicional que a gente encontra nas organizações. Quando a gente fala de OKR uma primeira coisa que muda esse modelo é que ao invés da gente ter um processo que é 100% top-down, ou seja, que é 100% de cima pra baixo na companhia, a gente começa trazer uma visão que chamamos de bottom-up, ou seja, de baixo para cima.

Resumidamente, a empresa tem lá uma estratégia bem clara, tem as suas escolhas estratégicas definidas, os seus objetivos definidos por seus serviços, por seus produtos, e as equipes passam a ter um protagonismo muito grande porque a mudança é justamente essa: eu entender que as minhas equipes são capazes de contribuir às vezes muito mais que os líderes mais altos na organização, que às vezes não tem a visão de detalhes que estão acontecendo no produto ou no serviço. Então essa é uma das características fundamentais de OKR, esse processo top-down sim, de cima eu tenho as estratégias, prioridades, e bottom-up de baixo para cima, os times têm o papel intenso pra ajudar definir essas metas dos produtos, dos serviços muito utilizando a colaboração, inclusive a colaboração entre times, que é outra grande diferença que a gente enxerga.

Para concluir esse ponto, uma outra diferença fundamental é a seguinte: tradicionalmente a gente encontra as empresas estruturadas em silos, em departamento de marketing, departamento de operações, departamento de tecnologia e tradicionalmente cada área dessa tem um gerente, um diretor que tem as suas próprias metas da área. Isso gera problemas cada vez maiores no mundo atual onde temos que gerar inovação, temos que gerar melhorias pros nossos clientes e em geral essas melhorias não dependem só de uma área ou de outra, depende de uma colaboração muito forte de diferentes times. E aí de novo, OKR chega para falar o seguinte: não importa que você, que seu time tem uma meta na sua ilha, no seu silo, o que importa é quais são os problemas que eu tenho que resolver ou as oportunidades que a gente tem que aproveitar para gerar benefícios pro nosso negócio e pro nosso cliente. Não importa de quem é cada meta.

Hygor: Fantástico, Thomaz! Acho que deu pra gente também entender que os OKRs acabam trabalhando muito num ganho de autonomia dos times para engajamento através de mais transparência dos objetivos, papéis de cada um na colaboração do atingimento desses objetivos. Então, Thomaz, aproveitando esse gancho, falando dessa evolução dentro da empresa, nas práticas cotidianas, existe comparação entre os termos eficiência e eficácia, o que é um time eficiente, o que um time é eficaz, o que é alguém que entrega eficiência para uma empresa, o que é alguém que entrega eficácia. Onde os OKRs ajudam a qualificar essas entregas e resolver essa confusão que às vezes ocorre com esses dois termos?

Thomaz: Olha, Hygor, acho que essa é uma das discussões mais interessantes no mundo da gestão, no meu ponto de vista. Pra gente compreender o que é cada um primeiro, podemos dizer que eficiência, resumindo, é fazer do jeito certo, então se eu tenho um processo eficiente, um time eficiente, ele faz o trabalho seja ele um produto, serviço, não importa, ele faz no menor tempo possível com maior qualidade possível. Se eu sou uma fábrica de canetas, por exemplo, ser eficiente é produzir as minhas canetas com a qualidade que eu estou esperando ter com o menor custo possível e o menor tempo possível. A hora que olhamos pra eficácia, ela é bem diferente. Eficácia é fazer a coisa certa pro cliente certo. Usando o meu exemplo da fábrica de canetas, fazer uma caneta de forma super eficiente, não adianta nada se ninguém comprar aquela caneta, ou seja, será que aquela caneta que eu produzi é a caneta certa para aquele meu público, para aquele meu consumidor? Então a eficácia é: que benefício eu estou gerando para o meu consumidor? Que benefício eu estou gerando para o meu negócio ou para os meus colaboradores?

É aí que OKR se encaixa muito bem para ajudar justamente a companhia a aumentar o seu grau de eficácia, porque os OKRs vão ajudar a mensurar sucesso. Se eu estou desenvolvendo um produto, o que é sucesso para este produto? Aí vem um dos aspectos mais interessantes de OKR: sucesso para OKR não é eu entregar um produto no mercado, não é entregar as minhas tarefas, não é o meu time cumprir um cronograma. Sucesso para OKR é: qual é o benefício mensurável que eu gerei? Benefício mensurável não é só dinheiro, claro que a receita é um dos mais importantes, mas qual foi a satisfação do meu cliente diante do meu produto? Como é que ele está usando ou não está usando o meu produto ou serviço? Como que tá a conversão do meu funil de marketing e do meu pipeline de vendas? O engajamento da minha equipe? Então OKR traz uma outra lente, uma outra forma de eu mensurar resultados buscando eficácia. Obviamente que a gente não quer perder eficiência, claro que queremos fazer o nosso produto, nossos serviços economizando com tempo e qualidade adequados, mas tem um frase que eu gosto muito, Hygor, do nosso querido Peter Drucker, que é um dos nossos gurus da administração moderna, que tinha uma frase que falava assim: “não adianta nada eu fazer algo super bem feito que não era pra ter sido feito”. É um grande desperdício na visão dele e eu concordo muito com isso.

Gus: Bem legal, Thomaz! Ficou muito mais claro pra mim a diferença entre eficiência e eficácia. Até me levantou uma outra questão: quais são os principais erros que as empresas cometem ao implantar OKRs, na sua visão?

Thomaz: Esse é um grande desafio do mundo hoje. OKR é uma ferramenta que tá em crescente adoção. Ela nasceu no Vale do Silício e se expandiu nas empresas digitais e agora empresas de outros setores também estão usando e tudo que cresce muito rápido, tudo que se torna popular muito rápido tem esse outro lado de as empresas não tomarem cuidados necessários na hora de implantar. A gente observa no mercado toda hora as empresas lendo um artigo ou outro na internet e já começando a adotar, e podem acontecer alguns problemas. Os principais problemas que a gente enxerga, é usar OKR como uma lista de tarefas, esse eu diria que é o erro número 1, ou seja, eu tô trazendo uma ferramenta moderna para fazer a mesma coisa que outras ferramentas já fazem. A gente tem aí a gestão de projetos tradicional, frameworksagens como o Kanban, o Scrum, pra quem já utilizou… OKR não é pra isso, é pra gente definir quais são os resultados, os benefícios mensuráveis tipicamente a gente vai falar de métricas, então esse eu diria que é um primeiro erro.

O outro erro também tem uma forma de adotar OKR numa empresa que é a forma Harry Potter: alguns dos líderes trazem a OKR pra companhia, balança a varinha mágica três vezes achando que tá tudo lindo, maravilhoso, que a OKR vai resolver todos os problemas, afinal, é a ferramenta do Vale do Silício, certo? Só que não é bem por aí. Por ser uma ferramenta que nasceu numa cultura extremamente diferente, ela não vai se encaixar numa empresa que trabalha com práticas do século passado de gestão. Imagina uma empresa que tem um processo que, em geral, demora seis meses para lançar algo novo no mercado. Se a gente fala que OKR propõe ciclos menores, tipicamente adotamos ciclos trimestrais, para definir alguns resultados, como é que eu vou definir os meus OKRs pra três meses se eu preciso de seis só pra entregar alguma coisa no mercado, percebe? Então muitas vezes eu tenho que ajustar e mudar a forma de trabalhar também. Esse é outro erro, ou seja, não querer mudar mais nada da empresa e simplesmente colocar OKR em cima daquilo que já tá acontecendo naquela companhia.

Um terceiro erro que eu gostaria de destacar aqui é o que a gente chama de atrelamento total de OKRs: a remuneração variável e bonificações, coisas do tipo. Nada contra a remuneração variável, inclusive é uma prática muito interessante, mas OKR nasceu para trazer transparência dos principais resultados que os produtos e os serviços têm que atingir. Claro que você pode utilizar os resultados dos OKRs no final do trimestre pra ter as conversas, feedbacks e entender a contribuição de cada um, mas o grande problema existe quando eu faço um atrelamento rigoroso de kill results. Há fórmulas matemáticas que vão calcular remuneração variável. Aí eu entro numa Seara que é uma Seara que não é pra isso que OKR existe.

O time que usa OKR de forma eficaz, coloca suas metas pros OKRs que são desafiadoras, no fundo o time não tem certeza se ele vai atingir aquilo no fim do trimestre. Agora, se eu parto com uma prática de sempre atrelar meus OKRs à remuneração, é muito comum que a maioria dos times vai definir metas que são mais confortáveis porque está valendo alguma bonificação. É um tema para ser olhado com muito cuidado, não tem uma resposta exata pra isso, mas de fato OKR não nasceu para fazer gestão de remuneração variável ou bonificação.

Hygor: Muito legal! Acho que mostrar como deve ser feito e como não deve ser feito faz muito parte desse momento de decisão pela adoção da metodologia também, pra que se tenha sucesso com a implantação.

Empresas que já possuam um time com total autonomia, vamos supor que uma empresa tem cinco times dentro da empresa e cada um com total autonomia para decidir, para produzir, para ser eficiente nas suas entregas… Ela tem vantagem em usar OKR? OKR é pra qualquer empresa? Tem vantagem em usar OKR ainda ou eu não preciso porque o meu time já é autônomo… Qual que é a pegadinha por trás dessa pergunta?

Thomaz: Olha, Hygor… OKR, sim, é pra qualquer negócio. Eu tenho aqui uma empresa de três pessoas, nós temos OKRs, tenho clientes que variam de pequenas start ups até grandes multinacionais que usam OKR também. Empresas que têm times com 100% de autonomia tem um feat maravilhoso, aí que OKR vai ajudar muito! Mas aí qual que é a pegadinha, usando a palavra que você trouxe: não adianta nada eu ter uma equipe 100% autônoma se não existe alinhamento e responsabilidade. Total autonomia e zero alinhamento, provavelmente esse time vai pra uma linha de bater cabeça, as decisões vão sendo tomadas de maneira aleatória e o resultado pode não vir. Por outro lado, se eu tenho 100% de alinhamento mas não tenho autonomia, aí eu vou pro lado do rigor da gestão e perco flexibilidade. A arte da gestão na minha opinião é justamente trazer esse equilíbrio entre autonomia com responsabilidade e alinhamento.

Quando eu falo alinhamento, o que é isso? É a visão da empresa, a estratégia dela, pra que lado a gente vai remar o barco, pra esquerda, pra direita, pro Leste, pro Oeste. Uma vez que eu tenho isso claro, aí a autonomia vai funcionar muito bem, vou ter agilidade. Por que um time autônomo é importante? Não é porque é moderninho, é legal, que no Vale do Silício eles são autônomos, é porque autonomia agiliza, acelera tomada de decisão. Pra ter autonomia é um caminho. Um time tradicional não acorda na segunda-feira autônomo ou auto-organizado, a gente usa essa expressão também, é todo um trabalho, muitas vezes eu tenho que capacitar aquela equipe, treinar, contratar pessoas boas também faz parte, mas a autonomia aumenta com o tempo, é uma jornada. Quanto mais autonomia, mais OKR vai funcionar porque um time 100% autônomo é um time que primeiro conhece as métricas do seu produto, ele tem tanta autonomia porque ele conhece tão bem o cliente e o produto que ele é capaz de definir as melhores métricas que vão ser mais eficazes para trazer sucesso pro cliente e pro negócio.

Gus: Bom, Thomaz e a gente vê também que dentro desse contexto muitas empresas ainda operam dentro de um modelo fabril, onde se pensa muito mais em executores do que em fomentar tomadores de decisão. Eu queria saber de que maneira o OKR pode ajudar nesse sentido.

Thomaz: A gente enxerga demais, mesmo empresa que tem viés de tecnologia, uma pegada mais digital, essa cultura fabril que você falou, eu chamo de times tarefeiros, times que estão ali pra cumprir tabela, entregar tarefa. Nessa hora eu lembro daquele filme, talvez alguns ouvintes vão lembrar, do filme do Charlie Chaplin, Tempos Modernos, onde o Chaplin tá ali na linha de produção apertando parafuso um atrás do outro e aí ele escuta uma voz no microfone de um diretor que tá na sala lá em cima dizendo o seguinte: “olha, acelerar a produção 2x”, a esteira começa a rodar mais rápido, o cara que tá lá na sala não tem a menor noção do que tá acontecendo no chão de fábrica, mas ele quer produzir mais, e o camarada tem que se virar entregando mais tarefas em menos tempo, as coisas totalmente desconectadas.

Infelizmente muitos gestores ainda têm esse modelo mental, eu chamo isso de um modelo mental. A gente aprendeu desde a infância na escola a preencher gabaritos, certo? A gente recebia uma prova pra fazer que já tinha a resposta certa, a gente não foi acostumado a pensar. Qual é a questão crucial que eu acho aqui, Gus: se a gente olha anos atrás, a gente convivia com problemas conhecidos, eu tinha que fazer um prédio, uma ponte e legal, a minha empresa já fez vários outros prédios, vai ser mais um prédio que eu vou fazer. Então um problema conhecido, solução conhecida, tudo bem que um prédio pode ser um pouco diferente, um outro layout, mas a forma de construir não vai mudar muito. Os anos foram passando, o mercado mais competitivo, cenário macroeconômico mudando, sociedade mudando e a gente passou a ter problemas para os quais a gente não sabia mais a solução, a gente chama isso de problemas mais complexos. Diante de problemas mais complexos não adianta eu ter times tarefeiros porque eu tenho que entender qual é o problema que vou resolver e qual solução eu vou dar.

OKR vai ajuda a gente a mudar esse modelo mental de time tarefeiro pra um modelo mental que eu chamo de times que são gestores de ponteiros, eles vão gerenciar e definir quais são os melhores indicadores, quais são as melhores métricas pra gente adotar, é um time que tem mais médicos do que tarefeiros. Por que eu chamo de times de médicos? Se você olhar a forma como o médico trabalha, você não chega lá no seu médico e fala “doutor, eu tô com uma dor de cabeça, me receita aí um comprimido, uma Azitromicina 500mg”... você não vai dar a solução. O médico vai fazer um diagnóstico, vai pedir pra você fazer exames, vai coletar dados do seu organismo, vai experimentar um tratamento, pode ser que esse tratamento funcione, pode ser que não, ele vai mudar a estratégia dele… Esse é um time que usa OKR, vai tomar suas decisões com base em dados, vai experimentar diferentes ideias, vai pensar em conjunto quais são os principais resultados que têm que ser gerados pro negócio. Então, nesse sentido, é uma ferramenta que ajuda a mudar a linguagem, mudar o vocabulário da companhia e com o tempo, se for adotado com disciplina, com persistência, a gente vê uma mudança de mentalidade de toda a empresa.

Hygor: Agora uma pergunta, Thomaz, que sai um pouquinho das metodologias em si, mas vai para um lado até puxando para o nosso lado aqui de audiovisual, de conteúdo, de estratégias de comunicação e marketing, você tem desenvolvido conteúdos audiovisuais relacionado a essa temática? O que você tem de projetos? Fala um pouquinho da nossa nova parceria também, como é que tá rolando esse lado audiovisual pra você…

Thomaz: Olha, esse lado é um lado que eu tô me conectando muito fortemente nos últimos tempos, muito graças a vocês também. A única coisa que eu fiz até agora foi meu primeiro experimento, já foi um experimento bem interessante, mas meses atrás eu lancei um minicurso gratuito de OKR que vocês podem encontrar no meu site thomazribas.com. Eu gravei algumas vídeo aulas explicando os conceitos principais, a essência de OKR, mas certamente o que tá mais me animando agora é o podcast que nós estamos construindo juntos para o meu negócio. O podcast, inclusive, já tem nome, posso dar spoiler aqui?

Hygor: Pode, claro!

Thomaz: Legal! O podcast vai se chamar Via Satélite, tema sobre gestão moderna, liderança, OKR para líderes, empreendedores, gestores de produto, executivos… Então acho que agora de uma vez por todas eu vou mergulhar um pouco mais a fundo com a ajuda de vocês nesse tema de audiovisuais.

Hygor: Nós também estamos muito animados com a produção desse podcast porque tem sido, além do trabalho de consultoria que o Thomaz tem realizado dentro da Oz envolvendo a maioria das pessoas do nosso time, produzir o podcast nos coloca em contato com o tema num nível bem profundo, então acaba sendo uma união entre executar e produzir, mas aprender também com o conteúdo que tá sendo tratado. É uma experiência incrível, tá sendo uma troca de experiência e de crescimento muito bacana, obrigado de novo pela parceria.

É isso aí, chegamos ao bloco de insights onde a proposta é que cada um dos participantes do episódio tragam dicas e insights, obviamente, sobre a temática que tá sendo abordada nesse episódio. Vou convidar o nosso grande Thomaz Ribas para trazer suas dicas pra gente aqui.

Thomaz: Eu gostaria de trazer aqui como dica o livro How Google Works ou Como o Google Trabalha. É um dos livros que mais me impactou na minha carreira de gestor, de consultor também, foi escrito pelo Eric Schmidt. Basicamente ele conta como que o Google cria essa cultura de inovação de forma incessante, um modelo que serve de inspiração pra empresas incríveis também, como o Spotify, Netflix, entre outras.

Hygor: Maravilha, obrigado. Fala aí, Gus, traz a sua pra gente.

Gus: Eu achei curioso aqui que, claro, a gente nunca combina as referências, mas eu acabei escolhendo um livro que fala do Google também. Esse livro é o Sprint: O método usado no Google para testar e aplicar novas ideias em apenas cinco dias. É um livro que eu tô lendo no momento, então ainda não finalizei. Achei bem interessante que ele é dividido por dias mesmo, cada capítulo é um dia: segunda, terça, quarta e trazendo um pouquinho do conceitual dele, o design sprint é uma metodologia colaborativa e ágil que tem a ideia de reunir uma equipe e com isso evitar meses de discussões que são intermináveis ou indas e vindas de um projeto. Ela foi criada pelo designer Jake Knapp durante sua passagem, justamente, pelo Google e pelo Google Ventures com a proposta de estabelecer um processo que dura exatamente cinco dias pra validar uma ideia de produto por meio de protótipos e testes com usuários. É um conhecimento muito interessante pra quem tem algumas ideias mirabolantes e gostaria de tirar do papel de uma maneira que você possa testar isso e através de uma metodologia comprovada. Então fica minha inspiração.

Aí pra gente encerrar esse bloco eu gostaria de ouvir o insight que o Hygor trouxe pra gente.

Hygor: O meu também vai ser um livro, eu trouxe mais um best-seller do New York Times, um livro muito icônico quando se fala de OKRs que é o Avalie o que Importa, do John Doerr e tem o prefácio de ninguém menos que Larry Page, um dos fundadores do Google também. O John Doerr é um lendário capitalista de risco e ele revela como que os objetivos e resultados chaves OKRs ajudaram as grandes da tecnologia a prosperar, como Intel, Google e outros mais, como que eles chegaram, além de prosperar, no crescimento exponencial. O livro traz vários estudos de caso incluindo narradores dentro do livro entrevistas com Bono Vox, Bill Gates para demonstrar como que o foco, agilidade e os OKRs ajudaram as organizações deles a prosperar. E acho que é um livro muito bacana porque ajuda muito a nova geração de líderes a capturar essa mesma energia por trás dessa narrativa que existe dos OKRs, de como essa metodologia pode ser revolucionária pra negócios de qualquer tamanho. Então, fica minha recomendação aí.

Gus: E é isso aí, pessoal. Assim a gente chega ao final de mais um episódio do OZCAST. Quero aproveitar pra agradecer mais uma vez a presença do Thomaz e também passar a palavra pra ele, pra deixar os contatos, pra quem quiser conhecer um pouco mais do seu trabalho.

Thomaz: Obrigado, Gus, obrigado Hygor. Foi um prazer conversar com vocês aqui sobre esse tema tão interessante, um dos meus temas preferidos que é OKR. Pra quem quiser aprofundar um pouco mais no tema, quero deixar aqui o meu site: thomazribas.com. Espero lá o seu contato, grande abraço!

Hygor: Maravilha, Thomaz! Super obrigado de novo por ter aceito o nosso convite, obrigado pela nossa parceria, que seja longa e próspera e assim encerramos o nosso podcast número onze: OKR o segredo do Vale do Silício. Publicamos novos episódios a cada quinze dias, então pedimos pra que você assine e compartilhe o nosso programa com seu ciclo social, assim você ajuda muito o nosso conteúdo chegar a mais pessoas. Além disso, a sua empresa também pode ter um podcast! Fale com o nosso time e saiba como.

Narrador: Você acabou de ouvir o OZCAST, o podcast da ozprodutora.com. Visite o site, conheça mais sobre a Oz, deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#10

Uma pesquisa feita pela Ancine em 2018 sobre a participação feminina na produção audiovisual brasileira mostra que há uma disparidade entre os gêneros quando se trata de posições de liderança ou funções criativas. Entretanto, percebe-se que quando se trata de produção executiva há um certo equilíbrio, e somente na área de direção de arte existe uma prevalência feminina, de 57%.
Funções como direção, roteiro e fotografia são em grande maioria ocupados por homens também. Nestes cargos, temos somente entre 12% a 20% de participação feminina, enquanto a presença masculina chega a 60 e 80% de ocupação nestes espaços.
Precisamos falar sobre isso!

Transcrição
Narrador: Esse é o podcast da ozprodutora.com, apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Marília: Fala pessoal, eu sou a Marília Pimenta e sejam muito bem-vindos ao podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais.

Hoje eu invadi o posto do Gus e do Hygor pra falar sobre mulheres no audiovisual. Isso mesmo, hoje o mic é nosso, especialmente pra comemorar esse mês das mulheres, mas também porque tem muita coisa boa pra ser compartilhada por essas meninas incríveis que estão aqui hoje e que são coração pulsante, cérebro pensante em tudo que a Oz faz.

Então a gente tem aqui a Amanda Castro, a Recy Cazarotto e a Maria Fernanda Lobo. Eu vou começar falando um pouco de mim e depois eu vou pedir pra que cada uma se apresente um pouco.

Bem, meu nome é Marília, tenho 25 anos, eu tô na Oz há dois anos trabalhando com produção. Antes disso eu fiz estágio como editora em uma produtora de eventos sociais e também como operadora de estúdio na emissora afiliada da Globo aqui em São Carlos. Foi onde eu percebi que não me dou bem em rotinas e repetições, aqui na Oz eu descobri que eu gosto e que eu preciso de desafios e como todos aqui, eu me formei em Imagem e Som. Eu estou aqui muito graças à conexão que eu fiz com a Recy no curta que foi nosso trabalho de conclusão de curso, o Geralda, nele eu trabalhei como assistente de direção, que foi onde eu arrisquei pela primeira vez alguma coisa semelhante ao que eu faço hoje aqui na Oz e o engraçado é que nesse mesmo projeto, a Mafê, que na época era caloura, ela trabalhou como assistente, né Mafê. Fala um pouco de você também pra gente.

Mafê: Oi pessoal, eu sou a Maria Fernanda Lobo, também conhecida como Mafê. Aqui na Oz eu trabalho com produção cultural. Eu sou do interior do Mato Grosso do Sul, Três Lagoas e há vários motivos que me fizeram fazer imagem e som, que é o curso que eu sou graduanda hoje, tô no último ano. Eu fui mediadora cultural no Sesc de São Carlos. Então, com 18 anos eu entrei na Imagem e Som, maravilhada porque eu era do interior e no interior não se fala, não se sabe, não se faz cinema, (pelo menos do interior de onde eu era), então pra mim cinema e Imagem e Som e tudo que era relacionado a isso, era uma coisa de outro mundo. Logo que eu cheguei, quis fazer parte de tudo e me infiltrar onde as pessoas estavam produzindo, que no caso foram os TCCs. E aí eu entrei em contato com todos eles e falei: “pessoal, me coloca onde vocês estão precisando de gente” e todos disseram que precisavam de gente na produção. Nesse primeiro ano eu fui assistente de produção em todos esses TCCs, que foi onde eu conheci a Recy e a Má também e tô na produção até hoje, me encantei pela área, uma área que eu gosto muito. Já que eu comentei da Recy aqui, vou passar a bola pra ela. E aí, Recy? Se apresenta aí.

Recy: Oi pessoal, eu sou a Recy, sou do interior de São Paulo mas cresci na capital e me mudei pra São Carlos também pra estudar Imagem e Som. Em 2015 tive a minha primeira experiência na Oz como estagiária, fiquei alguns meses nesse estágio de produção com a Amanda, e aí interrompi o estágio pra fazer um intercâmbio. Quando voltei pro Brasil em 2016, fui estagiária da EPTV, que afiliada da Globo em São Carlos, na parte da programação e da EPTV, o Hygor, diretor da Oz me puxou de volta, como assistente da Amanda, mas dessa vez como uma vaga fixa, não mais como estagiária. Até que no final de 2018 surgiu uma vaga na Oz Cultural como produtora executiva e eu acabei assumindo essa vaga. Foi quando a Marília entrou também como assistente da Amanda e mais pra frente a Mafê entrou como minha assistente já na Oz Cultural.

A Oz Cultural é esse braço da Oz que cria projetos culturais, projetos próprios, financia, executa e distribui. E agora a Amanda pode se apresentar que é a única que falta.

Amanda: Oi pessoal, meu nome é Amanda, eu trabalho como produção de direção aqui da Oz há nove anos dentro da produtora, atuando há um pouco mais de 10 anos dentro da área. Também me formei na UFSCar, no curso de Imagem e Som. Durante a minha trajetória acabei fazendo MBA de gestão de projetos na Esalq USP. Pode parecer um pouquinho não-comum ouvir isso pra quem tá na área de cinema, mas pra gestão de projetos, pra área que eu atuo acabou fazendo todo sentido e eu queria dizer que é um prazer enorme ter essa abertura de falar um pouco desse assunto tão importante e conversar um pouquinho com vocês sobre essa temática tão atual.

Marília: Bom, viemos aqui marcar presença no OZCAST pra provocar uma discussão sobre os desafios e contradições que muitas vezes encaramos, pasmem, por sermos mulheres! E também sobre a presença das mulheres no audiovisual. Para esse último ponto, pela pesquisa feita pela ANCINE sobre participação feminina na produção audiovisual brasileira, e aqui estamos falando de dados de 2018, uma pesquisa feita apenas considerando obras de ficção, mas que já dá pra gente ter uma boa base dessa disparidade, a gente vai citar alguns pontos que merecem atenção: na produção executiva, a gente vê um certo equilíbrio entre os gêneros e apenas na direção de arte existe uma prevalência feminina de 57%. Já os cargos de direção, roteiro e direção de fotografia, são em grande maioria ocupados por homens. Só pra vocês terem referência: nesses cargos temos de 12 a 20% de participação feminina, enquanto a presença masculina ocupa entre 60 a 80% destes espaços.

Até foi engraçado que enquanto a gente preparava esse podcast, a gente já veio com esse pressuposto de que isso é uma realidade e essa impressão que a gente tem todo dia por viver nesse meio, conversar com outras mulheres que vivem nesse meio, só foi confirmada por essa pesquisa da ANCINE. Então pensando sobre isso, queria ouvir de vocês quando vocês perceberam que as mulheres são minoria no setor audiovisual? Quando que caiu essa ficha pra vocês?

?: Pra mim, caiu a ficha desde quando eu era muito pequena. Começou com um certo incômodo que eu tinha por coisas na TV, no geral e não me ver representada, primeiramente na frente das câmeras e num segundo momento, quando comecei a pesquisar, quando fui ficando mais adulta, entendendo o porquê das coisas eu descobri que isso refletia também como as equipes são compostas por trás das câmeras. Por incrível que pareça isso me motivou a fazer cinema mais ainda, pra tentar adentrar esta indústria. Tem uma pesquisa que leva em consideração além de gênero, leva em consideração raça, então foi uma pesquisa feita pelo observatório do audiovisual na ANCINE em 2018, sobre os filmes exibidos em salas de cinema em 2016. Essa pesquisa indicou que houve uma ausência total de mulheres negras nas principais funções que implicam nas decisões narrativas, de roteiro e de direção. A pesquisa também indicou que pessoas negras compõem insuficientes 13,3% do elenco principal dos filmes, sendo 5% mulheres negras. Então é uma questão pra gente pensar em como compõe equipes, onde essas mulheres estão nas equipes além de elas estarem onde elas estão, quais funções elas estão ocupando.

Recy: Era uma coisa que eu já sentia, mas que eu só percebi, de fato, quando entrei no mercado de trabalho mesmo. O momento de formação, seja, na faculdade, em algum curso livre, em algum curso de extensão, pra mim, eu sempre senti as turmas bem divididas, sempre era bem equilibrado, quase 50 e 50%. Mas aí se a gente entende que esses homens e mulheres se formam mais ou menos em igualdade, pra onde vão essas mulheres no mercado de trabalho? Elas estão formadas naquilo, elas sabem, pelo menos na teoria, como trabalhar. Por que elas não são absorvidas pelo mercado? Acho que talvez encontrar essa resposta pode ajudar bastante. No meu sentir foi esse, no mercado de trabalho que mostrou pra mim, escancarou essa realidade pra mim.

?: Acho que meu caso é bem parecido com o da Recy. Durante a faculdade eu não tinha essa noção, nunca tinha parado pra pensar. Comecei a fazer o estágio e logo
no meu segundo ano acho que foi a primeira vez que a minha ficha caiu. Eu entrei pra trabalhar na ilha de criação, na época eu trabalhava com edição e eu era a única mina no meio de quatro homens! Foi aí que eu parei pra pensar e falei: “nossa, onde estão as mulheres? Cadê elas? O que elas fazem? Que cargos elas ocupam?”. Acho que isso conversa muito com o que vocês acabaram de comentar.

Marília: Na Oz a gente ainda tem esse equilíbrio de quantidade, de mulheres e homens, mas a gente mesmo, todas nós trabalhamos com produção. É mais comum que as mulheres ocupem cargos como estes, e que as atividades criativas sejam mais ocupadas pelos homens. Queria ver se vocês têm algum palpite do porquê isso acontece.

Mafê: Sim, eu acho que tem uma questão. Vou retomar minha experiência de entrada na faculdade. Quando eu entrei, só fui fazer produção e eu não sabia bem o que era produção, não sabia quais as funções e eu lembro que eu perguntei pra um veterano meu o que um produtor faz, ele me disse: “a produção é a mãe do set”. Isso ficou na minha cabeça e eu fico me perguntando: será que eu quero ser a mãe do set? Eu acho que acontece em vários momentos e na maioria das vezes as pessoas associam muito a produção, esse lugar maternal e, consequentemente, ao lugar do cuidado e de modo geral também não vê como um lugar de estratégia, de extrema expertise.

Recy: Eu entendo que é uma área que a gente precisa muito ter uma habilidade emocional e de conciliar muitos interesses ao mesmo tempo. Por mais que a gente mexe com dinheiro, que tem essa parte racional, a gente justamente tem que manter contato com todas as áreas, conversar com alguém pra ceder um pouco ali e depois dar um pouco aqui, as pessoas tendem a associar essa característica conciliadora como uma habilidade feminina, assim como as atividades dentro da direção de arte, que foi citada como a área do audiovisual que mais possui mulher por envolver costura, maquiagem, cabelo, penteado, ou até habilidades manuais em geral, elas também tendem a ter esse estereótipo feminino por causa dessas questões.

Amanda: A gente tem que criar uma cultura de olhar pra produção que é um olhar que vai além do maternal, além de você distribuir funções e ficar cobrando função porque, também retomando muito das minhas experiências, principalmente na faculdade, existia muito “ah, a produção é aquela de cobra, aquela que vai atrás, que fica no pé”. E não, você não é mãe de ninguém. Eu acho que cada área tem seu líder, cada área tem seu responsável e não cabe à produção fazer essas cobranças pontuais. Ela tem que realmente tá preocupada com outras coisas: com planejamento estratégico, com a logística do trabalho, ou com algo que vai muito mais além desse trabalho de cuidado que a gente tava falando, que é como as pessoas olham a produção com esse olhar feminino não só na questão de você ser aquela de cuida do set, mas na questão também de que você tem que estar sempre doce, você não tem que falar coisas, não tem que falar sério. Parece que quando você fala sério, você tá brava por algum motivo.

Marília: Eu acho que é tanto limitante no sentido da gente deixar de buscar outros conhecimentos por achar que é isso, se profissionalizar num sentido mais estratégico quanto no sentido de que a gente poderia tá se preocupando com coisas que são mais importantes, que tem mais a ver com a nossa função e a gente tá gastando tempo, energia com coisas que não deveriam ser responsabilidade nossa. As pessoas talvez nem deveriam esperar que a gente fizesse isso por elas. Acho que isso afeta não só como a gente se sente na nossa função, mas como a gente de fato executa, né?

Amanda: 100%! Eu acho que vai muito além do você ficar fazendo microgestões e ficar cuidando do que cada área em si, enquanto líder, deveria cuidar.

Marília: A gente tá falando muito aqui sobre o que não é produção e não sei se todo mundo que tá ouvindo a gente conhece o que é a função da produção. Então se vocês puderem falar um pouco sobre o que é, só pra gente já minar essa dúvida de quem tá ouvindo, pode ser bem útil também.

Amanda: Vou falar um pouquinho da produção no sentido de gestão de projetos. A produção vai muito além de você simplesmente cobrar as pessoas como a gente tava falando. Ela vai desde um planejamento de tudo que vai acontecer, uma gestão de equipe, uma gestão de custos do projeto, o acompanhamento do que tá acontecendo, mas não esse acompanhamento materno, um acompanhamento com olhar muito mais estratégico e voltado pro negócio e com a entrega dos filmes, ou dos produtos audiovisuais de fato. Então a produção é algo complexo.

Recy: Acho que a Amanda resumiu bem na fala dela. A questão da diferença entre produção executiva é que a executiva lida um pouco mais com dinheiro, mas também pode lidar com equipe, principalmente com a parte de contratação, formalização e regulação dessas contratações e a parte do dinheiro. Mas também tem todo esse pensamento financeiro, estratégico, às vezes logístico também, sempre com apoio da direção de produção que é, no caso da Oz, representado pela Amanda.

Marília: Bem, a gente conversou um pouco sobre essa confusão que às vezes a gente mesmo faz, sobre o que é o nosso papel como produtora e eu tenho a impressão de que isso acaba contribuindo para um sentimento que às vezes toma conta da gente que é o da síndrome da impostora. Quer dizer, às vezes a gente fica com essa sensação que não tem justificativa de que a gente não tá fazendo nosso trabalho como a gente deveria, ou a gente não tá fazendo nosso trabalho como as pessoas esperam de nós. E aí queria que vocês comentassem sobre isso, se isso é o problema ou porque que isso acontece.

Recy: Ah, eu acho que é um fato que, sim, acontece. Antes da gente começar a gravação eu tava pensando em como esconder isso, de uma forma de responder isso que não soasse tão dura, ou difícil ou dramática, mas na real, na minha visão, é porque eu acho que a gente é constantemente julgada, menosprezada e somos interrompidas em todos momentos, em vários espaços, mesmo pra além daqueles espaços profissionais. Você crescer ou viver num ambiente que te corta a todo momento, naturalmente a gente fica mais insegura, a gente duvida da nossa capacidade, nossa autoestima vai lá no pé e a gente se sente insuficiente, sente que não é capaz de fazer aquilo que as pessoas estão esperando da gente.

Mafê: Isso acontece por conta de uma questão que é estrutural, que é histórica, que é cultural, que duvida do potencial das mulheres o tempo todo. Não importa o cargo que a gente esteja, não importa o lugar que a gente esteja, a gente tá constantemente sendo observadas, sendo julgada, a forma como a gente fala, como a gente se veste… Então isso, consequentemente, reflete na forma como a gente se vê também. É impossível a gente construir nossa individualidade, a nossa identidade sem, também, o olhar dos outros. A gente chega no nível que a gente começa a duvidar de nós mesmas, a gente começa nos perguntar: “será mesmo que eu sou capaz? Algum momento alguém vai descobrir que eu não sou capaz de fazer isso” e a gente também começa impor certas expectativas que são irreais. A gente é constantemente frustrada por não chegar àquela perfeição que a gente mesmo espera da gente, que as pessoas esperam da gente também. Eu acho que é sobre isso, se permitir errar, se permitir aprender, se permitir testar, se permitir se permitir.

Marília: Bem, eu acho que a gente falou bastante sobre as nossas percepções da presença da mulher no audiovisual. Acho que a gente não consegue abordar tudo, mas pelo pouco que a gente conversou, a gente sabe que o cenário ainda não é o ideal. Seria interessante se a gente finalizasse com boas vibrações, então queria que vocês trouxessem alguma recomendação sobre o que nós, meros mortais, dentro da nossa realidade pode fazer pra mudar esse cenário. Eu sei que é um trabalho de formiguinha, então a gente não precisa mudar tudo de uma vez ou fazer grandes ações, mas talvez em pequenas atitudes a gente consiga interferir de alguma forma, seja quem trabalha dentro das produtoras, quem é cliente, fornecedor ou se você é uma mulher e trabalha no ramo, trabalha no setor e se vê diante de situações como essa, como que a gente pode se portar pra iniciar essa mudança dessas pequenas realidades que a gente encara no nosso dia a dia.

Amanda: Falando um pouquinho do olhar de dentro das produtoras, acho que o primeiro passo seria você realmente parar pra refletir na sua equipe, parar pra refletir as posições que as mulheres estão distribuídas, se existe realmente uma equivalência de mulheres e homens dentro dos cargos que são iguais, e enquanto tomador de decisão, enquanto pessoa que vai ir atrás de buscar e montar um time, sempre buscar pela diversidade, buscar por mulheres, buscar por mulheres negras, buscar pela diversidade de fato. Eu sei que às vezes é muito difícil a gente encontrar uma diretora de fotografia dentro daquela área na cidade que você precisa, mas acho que sempre vale a tentativa, essa é uma dica que eu trago.

Recy: E isso é muito uma coisa que realmente tá na nossa mão enquanto pessoas que vamos justamente formar e contratar. Eu concordo super com a Amanda na minha posição também de produtora executiva, tenho bastante desse poder e se nós não fizermos isso, ninguém fará. Vai ficar sempre na brotheragem dos caras, de indicação, então se não tiver um esforço da nossa parte em caçar essas profissionais mulheres, elas não vão chegar na gente.

Amanda: E não é uma coisa que a gente tá falando não só por vivência, é uma coisa que você pode ver nos números que a Má trouxe pra gente na introdução do episódio, algo real, algo factível.

Recy: E eu acho que no sentido de formação, nós mesmos enquanto equipe, podemos formar essas mulheres, a partir do momento que a gente conhece e passa a contratar, tem essa possibilidade, claro, e que é muito importante, mas eu venho percebendo nos últimos anos, últimos mesmo, coisa de dois anos pra cá, que cada vez mais cursos, principalmente cursos livres têm apoiado nesse sentido, então dando bolsa pra mulheres, no sentido de bolsas de gênero e bolsas de raça também, com descontos, às vezes até bolsa 100%... porque se ainda assim na parte da formação acadêmica é equilibrado, mas isso não reflete no mercado de trabalho, talvez com esse estímulo de mais mulheres ainda sendo formadas, a gente consiga melhorar isso. Então apoio total às entidades, às escolas que têm esse tipo de política de bolsa pra minorias no geral.

Mafê: Seja lá quem vai contratar, pense que isso pode ser um benefício pra pessoa que você vai contratar, mas também pro seu espaço e pra sua equipe de trabalho, porque aí você não vai cair nesse perigo de uma única história, mas é você pensar como que você vai criar, como você vai delinear os conteúdos que você vai produzir. Você quer um olhar só sobre aquilo? O mesmo olhar de sempre? Ou você quer diversificar, você quer um olhar novo? E um conselho também pras mulheres que estão aí na batalha, tentando entrar nesse universo do audiovisual, tentando entrar no mercado de trabalho: tenham uma rede de apoio. A gente ter essa rede de apoio de pessoas que são como nós ou que não são como nós, mas entendem a gente, estão ali pra nos apoiar, nos dar essa retaguarda, é imprescindível, então construam a sua rede de apoio.

Marília: Isso aí, chegamos ao bloco de insights onde a proposta é compartilhar referências e dicas sobre a temática que a gente tá abordando nesse episódio, que no caso, mulheres no audiovisual ou a presença das mulheres no mercado. Eu separei como referência um curta de animação que eu assisti por acaso no Disney+, mas eu descobri que também está no YouTube, chamado Purl. Ele conta a história de uma novelinha de lã toda fofinha com rosinhas, com florzinhas e ela chega nesse escritório que todos os funcionários são homens, e é muito legal os desafios que ela se encontra, algumas situações que ela é colocada por ela ser muito diferente desses homens. É muito legal esse questionamento que traz que é: a gente deve se adequar ao meio que a gente tá, ou o meio que a gente tá, deve mudar? né… acho que é um questionamento muito legal esse curta traz. São doze minutos, então quem tiver a oportunidade de assistir, eu recomendo bastante.

Amanda: Eu gostaria de indicar a obra em especial, o TED de uma escritora nigeriana que eu gosto muito, a Chimamanda. O TED chama O Perigo de uma História Única, tenho certeza e espero que suas palavras venham abrir os olhos de quem assistir pra um mundo muito mais amplo, principalmente pra um mundo mais plural. Eu acredito que nós todos somos plurais dentro do mesmo feminismo, dentro de realidades diferentes, dentro de vivências diferentes e isso torna cada história, cada ponto de vista especial e válido. Fica aí minha indicação pra gente ampliar nossos olhares.

Recy: Eu fiz uma lista um pouco longa de indicações, mas vou me ater a duas específicas que acho que tem tudo a ver com o que a gente falou, principalmente nesse final, que é o grupo no Facebook de mulheres do audiovisual Brasil. Como o próprio nome já diz ele é um grupo de mulheres que atuam no audiovisual do país e ele serve pra tirar dúvidas, pra indicar profissionais, pra gerar debate com compartilhamento de notícia, até mesmo network entre mulheres e além desse espaço em si, a partir dele nasceram subgrupos, principalmente grupos de WhatsApp, com especificidades em comum que as mulheres também se reuniam. Só eu por exemplo, tô num grupo de mulheres produtoras, mulheres produtoras de São Paulo, assistente de direção, sei que existem grupos de roteiristas, de editoras mulheres, enfim, tudo criado a partir desse grupo maior que serve pra ser essa rede que a Mafê comentou agora há pouco, essa rede de apoio. Se a gente não tem alguém físico perto da gente, ainda assim a gente pode ter essa rede de apoio na internet.

E a segunda dica é o Insta da Gabi. A Gabi tem deficiência auditiva e o Insta dela funciona muito pra compartilhar conteúdos relacionados à acessibilidade no audiovisual e à inclusão de pessoas com deficiência dentro do mercado audiovisual de trabalho. É @gabipcd. Se a gente não vê essas pessoas, não tem realmente essa representatividade e acaba que elas existem e passa despercebido, então o conteúdo dela é bem importante em muitos sentidos.

Mafê: Meu insight é o livro incrível da Bell Hooks chamado Olhares Negros: Raça e Representação. Então pra todo mundo que tá interessado sobre esse assunto, quer pensar a forma de fazer cinema devia ler esse livro, a forma de olhar, a forma de ser olhado no cinema, devia ler esse livro. A minha segunda indicação é o grupo Indique uma Preta, é um grupo e também uma iniciativa, um projeto feito por mulheres negras pra inserção de mulheres negras no mercado de trabalho. Nesse grupo a gente se indica, a gente anuncia vagas que são pra mulheres negras, a gente conversa e forma justamente essa rede de apoio. Também é uma iniciativa que atende empresas, então se alguém se interessar e quiser tornar a sua equipe, a sua empresa mais diversa, elas também fazem esse trabalho de consultorias pra ajudar tornar a sua equipe mais diversa.

Marília: Queria fechar agradecendo a presença de todas vocês: Amanda, Mafê e a Recy. A gente passou muito frio na barriga, muito nervosismo e ansiedade pra tá aqui, mas foi muito produtivo. Acho que essa conversa é muito importante. Que seja o início de uma conversa aqui dentro da Oz quanto para outras pessoas fora da Oz. Acho que foi muito precioso esse tempo e queria agradecer a presença de vocês!

Amanda: Obrigada, Ma. Eu acho que ter esse momento de fala, esse espaço aberto, principalmente pra gente que tá sempre atrás das câmeras, não gosta de aparecer muito, com certeza é um desafio, mas eu acho que é um desafio importante e válido quando o assunto é representatividade.

Mafê: Obrigada meninas da Oz pela oportunidade. Estou muito feliz de ter falado sobre isso aqui. Eu concordo com a Recy e com a Amanda, não é só no mês da mulher que a gente deve falar sobre essas questões. As pessoas existem a todo momento e precisam pagar suas contas e então é isso. Espero que surjam novas oportunidades pra mulheres e todas as minorias e todas em todas as empresas.

Recy: Obrigada, meninas. Acho o tema super pertinente não só no mês de Março, mas a todo momento. Que a gente tenha novas oportunidades de debater não só isso, como outros assuntos também porque, não é só porque a gente é mulher que a gente tem que ser reduzida a esse assunto. Mas é isso, obrigada!

Marília: Esse foi o episódio número 10 do OZCAST sobre mulheres no audiovisual. Temos episódio novo a cada 15 dias, então continue acompanhando a gente, compartilhe esse episódio, compartilhe o OZCAST com quem você conhece, assim você vai ajudar o nosso conteúdo, você vai ajudar nossa discussão a chegar a mais pessoas. E a sua empresa também pode ter um podcast, se você tiver interesse entre em contato com a gente.

Narrador: Você acabou de ouvir ao OZCAST, o podcast da ozprodutora.com. Visite o site e conheça mais sobre a Oz. Deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#09

A música é uma potente forma de conexão, e muitas marcas têm aproveitado o uso estratégico das ondas sonoras para se relacionar, estabelecer vínculos emocionais e até mesmo transmitir o DNA da empresa. Análoga à identidade visual, a identidade sonora possibilita uma criação de experiências multissensoriais.
E você, já usou a sonorização para se conectar com seus clientes?
Para conversar sobre isso, convidamos os especialistas Adans Paulo, que trabalha há mais de 15 anos como produtor musical e sound designer; e Bruno Câmara, que é produtor musical há mais de 10 anos, com foco na criação de trilha sonora. Ambos fazem parte do nosso grande parceiro Berimbau Estúdio.

Transcrição
Esse é o podcast da ozprodutora.com, apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Gus: Fala pessoal, eu sou o Gus Belezoni. Sejam muito bem vindos ao podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais.

Hygor: Eu sou Hygor Amorim e esse é o episódio número 9 do OZCAST e hoje vamos falar sobre identidade sonora.

Gus: A música é uma potente forma de conexão e muitas marcas têm aproveitado o uso estratégico das ondas sonoras para se relacionar, estabelecer vínculos emocionais e até mesmo transmitir o DNA da empresa. Análoga à identidade visual, a identidade sonora possibilita uma criação de experiências multissensoriais, uma vez que as playlists hoje em dia estão presentes em lojas, sites, eventos, shoppings e redes sociais como uma forma de dialogar com o público-alvo.

E você? Já usou a sonorização para se conectar com seus clientes? Para conversar sobre isso, convidamos os especialistas Adans(?) e Bruno, que são nossos parceiros no Berimbau Estúdio. Fala pessoal, agradecemos vocês estarem participando com a gente. Vocês podem se apresentar pros nossos ouvintes?

Adans: Fala aí, Gus, Hygor. Como já foi apresentado, eu me chamo Adans. Trabalho há mais de 15 anos como produtor musical sound designer. É um prazer estar aqui com vocês, pessoal.

Bruno: Eu sou o Bruno, também estou nessa área, mais especificamente em trilha sonora mais ou menos 10/12 anos. Tamo aí pra compartilhar as ideias, o pouquinho que a gente adquiriu de experiência e vamos nessa.

Hygor: Bom, pra começar nosso papo eu já vou soltar a primeira aqui pros especialistas, convidados, parceiros: Qual é o principal papel do sound designer no audiovisual?

Adans ou Bruno: Literalmente o sound designer dá vida àquele vídeo. Eu vejo como 50% de cada em um longa, um curta, qualquer coisa relacionada a vídeo, acho que é 50 imagem e 50 o áudio, acho que os dois se complementam. O áudio dá essa vida, esse movimento para o filme e traz essa emoção e tudo isso que um filme ou um vídeo leva para as pessoas. Não só emoção, não falando só de sentimento, mas como também ajuda entregar a informação de uma maneira bem mais clara pro ouvinte e isso pode ser feito de várias formas.

Hygor(?): Até pro nosso ouvinte conseguir visualizar na prática, decompondo o som de uma peça, vamos supor de um comercial de televisão, o que é o sound designer lá dentro do comercial?

Adans ou Bruno: Dentro da publicidade é exatamente como no cinema, mas claro, guardadas as devidas proporções. Existem vários filmes que você vai precisar de um som de vento, de uma galinha, de uma porta fechando, enfim são os efeitos que você coloca pra dar vida. Em comercial de TV você usa muito transição de lettering que entram, como Casas Bahia, falando de publicidade. E tem os filmes que são mais cinematográficos, eles exigem mais um detalhe um pouco mais apurado de talvez um cara numa fazenda tomando o café dele, aquele detalhezinho dele colocando o café naquela mesa de madeira e a brisa bem suave batendo naquela trilha…

Então só repartindo brevemente aqui, o sound designer se divide em algumas partes que é o FX que é relacionado ao som de vento, som de porta fechando, som de galinha, um relâmpago, um trovão e também existe o Ambiente que é criado também, mas o ambiente é aquele som da brisa do vento com o som das árvores, um cavalo lá no fundo ou trazendo pra cidade: um trânsito bem longe, com carro passado mais aqui próximo, com uma pessoa falando… isso são ambientes que você cria e tem o Foley que são detalhes: de você pegando uma caneta e escrevendo, pegando na roupa e esfregando. Na verdade o Foley tem esse nome por causa do Jack Foley que era um artista de rádio e todo dia ele tinha que falar a previsão do tempo ou o que estava acontecendo, então quando, por exemplo, ele ia falar do tempo, ele pegava uma chapa de metal “hoje tem chuva” *barulho de chapa de metal* e vinha aquele som que simulava muito bem o som de um trovão. Então isso saiu da rádio, veio pro cinema, enfim, pra TV e ficou como uma homenagem pra esse cara, que foi ele que meio que revolucionou o som. Então o Foley é isso: são sons criados. Com o Foley você pode criar qualquer tipo de som usando qualquer objeto.

Hygor: Dá um exemplo aí de um Foley, de um som feito com Foley que é curioso, que as pessoas se surpreendem quando descobrem o processo de gravação. Por exemplo, os objetos de gravação usados e tal..

Adans ou Bruno: Vou falar um aqui que a gente já falou nos bastidores, Hygor. Do filme do Jurassic Park, a gente tava até conversando aqui, e o T Rex que é aquele som monstruoso que criaram. Aquilo foi um efeito a partir do som de um jumento e a sacola de supermercado é o som do fogo. *reprodução desses sons*.

Se você pegar pano e bater vai ser o som de uma pomba voando também, ela batendo asa ou qualquer pássaro que você quiser *exemplo do som*. Tem várias coisas que se você começar procurar, no YouTube você vai achar várias técnicas pra você tirar um som que não necessariamente é aquele som. Como o Bruno deu o exemplo da sacola, você escuta um fogo e fala: “beleza, é um som de fogo”, mas não, é um cara com uma sacola ali. Existe a indústria do Foley do filme pornô! Pode procurar que você vai achar.

Gus: Legal demais, galera! Tem uma que eu ouvi falar quando eu entendi o que era o conceito do Foley que é o lance da maçã sendo mordida que a galera costuma fazer com caixa de fósforo também. Eu achei isso incrível, acho que é mais um exemplo de o que a gente escuta, nossa percepção, pode ser muito diferente do que tá acontecendo mesmo. Isso é um trabalho maravilhoso do som e eu achei muito legal que vocês falaram de uma área que, por mais que ela tenha várias nuances e etapas dentro dela, como vocês comentaram, ela é um pouco específica, que é o Sound Design. Mas eu queria fazer uma pergunta um pouco mais ampla que eu vejo que muitas pessoas ainda têm dúvida, que é: se existe uma diferença entre trilha sonora e trilha musical?

Adans ou Bruno: Talvez a trilha musical, se remeta aos sons que te lembram alguma coisa, por exemplo Guerra nas Estrelas, você já lembra daquela trilha *tilha de Guerra das Estrelas*. Talvez acho que é o lance musical mesmo e a trilha sonora talvez venha mais com sons ambientes. Acho que a trilha musical adicionada com o ambiente, com sons característicos, uma fusão da trilha musical com os sons mesmo, com sound effect, sabe?!

Hygor(?): Tipo, a trilha sonora não é só música, ela é além, pode ser mais. Então você tem só um som, pode ser até um instrumento, mas ele não está reproduzindo uma música, ele tá sendo um som de tensão, mas as vezes não é uma música, né…

Adans ou Bruno: Cara, hoje os filmes da Netflix que eu tenho assistido de suspense, alguma coisa assim, é 80% do filme só drones, são aqueles sons que fica… *som de drone*. É conceitual, é meio de época porque antigamente tinha música, né: Tarantino, Animal Iconic tinha aquelas musiquinhas que eram tocadas tipo Tom & Jerry. Hoje é mais drone, é um sintetizador, é um teclado, não é tão musical, a proposta não é musical. Você pode ter um filme com uma trilha sonora o tempo todo e não ter uma música nele.

Hygor: Bom, entrando agora mais no tema mesmo do nosso episódio, do título, quando a gente fala de identidade sonora, como que pra vocês, com a experiência que o estúdio tem, vocês trabalham com marcas grandes do Brasil inteiro… De que forma que a identidade sonora de uma marca colabora com a consolidação e construção de uma persona digital? Como que a identidade sonora pode ajudar fortalecer a criação dessa persona digital de uma marca?

Adans: Trazendo pra publicidade, talvez seja o mesmo princípio, Bruninho vai complementar aí, mas do cinema como a gente tava falando aqui também.

O áudio é que define o tom do que você quer, do que o cliente quer ou do que a sua marca precisa ou definir o que você quer mostrar pro seu cliente. E aí a gente pode dar mais exemplos aqui, infinitos, de campanhas publicitárias que você não esquece até hoje por causa da trilha sonora, trilha musical e marcou exatamente da maneira que o cara queria mostrar aquilo, como ele queria que chegasse pro cliente dele. E a trilha na maioria das vezes, na minha opinião, ela tem essa responsabilidade, como eu falei no início, pra mim é meio a meio: 50 do vídeo e 50 da trilha. Às vezes até a trilha muito mais, a trilha tem o papel as vezes 80, 90% dessa entrega do que o cliente precisa. Eu não sei se fui muito claro, mas talvez o Bruno pode acrescentar melhor aí.

Bruno: Por exemplo, cara, aquela sound logo da Intel *sound logo da Intel*. Aquele som tem tecnologia, tem um som de inovação. Então, cara, o áudio tem que, assim como o vídeo obviamente, tem que trazer o que é realmente aquilo. Vou chutar o balde, mas se a Intel tivesse um som de trompete ia ser a coisa mais bizarra do mundo, mesmo tocando aquela mesma melodia. As pessoas precisam conhecer a Intel pela inovação, pela tecnologia, por eles serem à frente do tempo, de tá inovando e o som tinha que ter aquilo. Acho que a função do som é mais entender pra onde o filme quer chegar, qual que é o mood do filme, qual que é o mood da peça, qual que é o mood da campanha, e aí a gente ir atrás disso. Eu não acredito que o som crie nada, tipo assim: “ah, vamos criar um conceito”, acho que o som não cria nada. Acho que essas coisas tem que estar definidas.

O som da Netflix como a gente tava falando nos bastidores, o som da Intel, é na veia, não tem outro som que encaixe melhor que aquele. Não só falando de marcas, mas teve um ano em Cannes que a galera tava tentando trocar os sons dos aparelhos ambulatórios, por exemplo quando você ou lá o *bip de aparelho ambulatório*, aquela máquina que fica medindo o coração, ele dá uma paz mas quando ele fica *bip de aparelho ambulatório acelerado*, aquilo ali te dá um pânico e a galera queria mudar isso, mudar esse som, queria mudar o som de todos os aparelhos e tipo assim, o som que dá desespero nas pessoas, que chama a atenção é aquele. Eu não acredito que tenha outro. Tem uma função aquilo, sabe. Eu acredito nisso, no áudio ter que ir atrás do que a marca precisa, nunca o contrário.

Gus: Poxa, gente, muito massa vocês estarem trazendo essa visão mais emocional mesmo porque realmente as empresas têm uma assinatura sonora também, as marcas no caso. É muito legal pensar como que no geral as pessoas entendem quando você fala de uma nota musical, mas quando você fala de um timbre, por exemplo a nota LA, ela ta sendo tocada numa mesma região ali por um trompete ou por um piano, a sensação é completamente diferente, não só sonoramente, mas ela pode remeter a algo mais clássico, mais antigo, mais moderno. Então acho que tudo isso tá ligado ao que vocês trouxeram em relação à consolidação da marca.

Eu lembrei de um exemplo que quando o Adans comentou que existem filmes que são rodados inteiros sem som, porém eu conheci um filme que tratava sobre deficiência visual e que na verdade era o contrário, era a tela era preta o filme inteiro e ele era inteiro feito com a trilha sonora, banda sonora, uma outra maneira de você contar a história. Mas voltando um pouquinho no tema da pergunta anterior, só que pensando de uma maneira um pouco mais prática, a minha pergunta é: como se dá o processo de composição pra publicidade?

Adans(?): Pra chegar pro áudio, em 98% do material que a gente faz, tá vinculado a um vídeo, a um filme. Pra gente existem as reuniões de conceito da campanha até a produção do filme e aí a gente vai entender qual que é o mood do filme, qual caminho. Tendo isso hoje na prática, a gente caça referências antes de começar fazer porque tem que ter muita sensibilidade, a gente mexe muito com sensibilidade das pessoas o tempo todo. Então, cara, o que é engraçado pra mim não é engraçado pra você, o que é emocional pra mim não é emocional pra você, então pode ser que se eu falar que a música do Titanic é emocional pra mim, você vai falar que “não, cara, é brega isso aí, é anos 90, já foi”. Então tem muito de você alinhar o conceito antes do negócio, apresentar pras pessoas, “o caminho é esse? O que vocês acham disso?” daí a gente parte pra um processo de composição já tendo caminhos pré-estabelecidos. A gente sabe que a volta é grande, sempre volta, bate alteração, volta, então a gente tendo caminhos já, a referência é o norte primeiro pra gente começar.

Gus: Legal, e só complementando essa pergunta antes da gente passar pra próxima, de onde vocês tiram o som mesmo? Ainda mais pensando nesse contexto que a gente tá agora de muita coisa remota, vocês costumam gravar muita coisa ainda no estúdio, vocês trabalham com músicos remotos, vocês tem um banco de sons que vocês podem utilizar, é um pouco disso misturado… você pode falar um pouquinho mais sobre isso?

Adans: É tudo isso que você falou, Gus `{`risos`}`. Eu acho que é o mix de tudo, cara. Depende muito de cada trabalho. Tem trabalhos que a gente fez inteiro digital, tudo com sample. O importante pra gente aqui, acho que pra qualquer produtora de áudio, qualquer empresa é que o produto saia 100% no padrão Berimbau, num padrão legal, num padrão que a gente costuma falar Berimbau. Se eu for falar da Oz, é padrão Oz, que a gente conhece o trabalho de vocês e é isso. O importante, acho que pra qualquer estúdio, é esse: não importa se você vai gravar uma guitarra ou se vai usar um guitarra sampleada, vai trazer o que você quer? O que o produtor musical quer? Eu quero um negócio mais, sei lá, anos 80 ou um negócio mais rock, um negócio mais teen, popzinho. Cara, se ele é sampleado ou se é tocado, se eu tenho que chamar o músico ou não, o importante é você atingir aquele timbre que você acha que vai somar na trilha ou na música e é isso. Mas a gente usa todos esses recursos que você falou, Gus, a gente chama músico pra gravar… Cavaquinho é um exemplo legal, cavaquinho é um negócio que a gente tem sampleado o som de cavaquinho, mas cavaquinho tem todo esse lance mais humano, do jeito de tocar, de ser um negócio mais swingado, é um negócio diferente, um exemplo, galera, mas o cavaquinho geralmente prefere pagar um cara que grave, que a gente sabe que é um músico que já tem essa linguagem, já entende como funciona, já sabe pra onde vai aquela nota, aquele campo harmônico que ele sempre usa que vai funcionar, é diferente da gente tentar e usar um loop de um cavaquinho ou de alguma coisa já pronta aqui, ou tentar tocar um cavaquinho no teclado, que vai ficar pior ainda. Enfim, hoje você consegue fazer tudo no digital, sampleado, você consegue samplear tudo o que você quiser, mas eu acho que é o que eu te falei: vai do que você quer entregar e desde que aquilo não comprometa o trabalho final que é o que vai pro cliente. Então assim, você pode usar todos os meios possíveis, cara, se você vai conseguir atingir aquele som, aquela trilha que você quer, como você vai fazer isso, não tem como contabilizar quantas maneiras e formas de você fazer música hoje em dia. E quando eu falo música é som também, enfim, todo esse mundo do áudio.

Bruno: Falando um pouco do Adans, o Adans faz 15 anos que ele faz sound effects, então obviamente que o Adans já tem um banco das coisas que ele já gravou, que ele já pesquisou, que ele já foi atrás, que ele já sabe que funciona. Você gravou um som de porta hoje e ficou um mega som, você já tem um banco, já tem um som de pomba assim, aí obviamente a gente vai catalogando os sons e aí com o tempo você vai usando, né. Agora se você precisa de uma coisa muito específica, tanto pra música quanto pra sound effects, aí não tem jeito, né.

Hygor: Mas eu gostei muito dessas ilustrações, de objetos usados pra fazer sons que não são tão previsíveis assim, mas só pra poder entrar um pouquinho mais nesse ponto, fala pra gente qual foi som mais bizarro que vocês tiveram que produzir e qual foi o mais difícil de chegar no resultado?

Bruno: Teve uma época que a gente tava fazendo uma série, que o Adans tava organizando uma série aqui, tinha tipo uma piscina aqui no estúdio, você entrava no estúdio e parecia que tava em reforma, tinha uma piscina, tinha um saco de terra, enxada, corrente…

Adans: É que uma vez, cara, sou péssimo pra lembrar, o Bruno tá lembrando tudo, mas teve uma vez que a gente fez uma minissérie e eu tive que fazer um Foley inteiro. Fui aqui na construção aqui atrás do estúdio e comprei uma plataforma que os pedreiros usam pra fazer massa porque eu precisava gravar aqueles passos no mato, aí outra hora era na pedra, outra hora era na areia… falei: “velho, como que eu vou colocar areia aqui no estúdio, mano?”. Aí eu comprei isso aí, enchi de areia, uma parte areia, uma parte pedra, uma parte cascalho e coloquei ali no meio do estúdio e cada dia que os caras chegavam eu tava gravando alguma coisa, pisando no negócio e fazendo os sons. Então ficou acho que um mês, dois meses essa piscina como o Bruno falou, no meio do estúdio, quando eles chegavam, tava ali. Inclusive o Mítica(?), Hygor, eu cheguei a usar também esse negócio.

Hygor: Ah, tu usou também? Passo?

Adan: Eu lembro que o que eu usei foi no episódio do Antônio Conselheiro, é uma hora que ele desliza num barranco, o Leco e aí eu peguei, coloquei areia, terra, cascalho dentro desse negócio e tipo deslizei dentro pra fazer aquele som de barro, de areia e aquele som de pedrinha deslizando, enfim…

Hygor: Nossa, cara! Eu vou assistir esse episódio de novo hoje pra poder identificar esse som lá.

Adan: É, foi bem rápido, um negócio bem rápido, mas que eu não achei, aí volta naquele lance que o Bruninho falou: tem coisas que você vai ter no banco de som, mas é muito engessado, é melhor você gravar. Eu falei: “cara, é o som de pessoa escorregando, não é um adulto, é uma criança também e isso conta. Enfim, é mais fácil você pegar, olhar a cena e gravar e quando você grava, você vai em cima, não tem erro.

Hygor: Aproveitando, já que você citou o Mítica, eu também não posso deixar de citar a nossa parceria aqui. A gente tem a parceria com o Berimbau pelo menos há 10 anos e todos os maiores projetos da Oz que demandam produção sonora original, que a gente não resolve dentro de casa nunca, porque nós não somos especialistas nisso, o Berimbau é o nosso estúdio oficial, a parceria mais recorrente que a gente tem.

A Mítica, o livro de heróis, nossa série de animação foi inteirinha sonorizada no Berimbau, tanto as vozes quanto a criação de trilha, o sound design inteiro. A Sementes da Educação, a série documental também, as duas temporadas, exatamente com a criação da identidade sonora pras duas séries. E fora tantos outros projetos publicitários, corporativos que a gente tem, uma coleção de produções.

Quando a gente termina a primeira edição de um projeto na Oz e a gente sabe que o Berimbau vai sonorizar, vocês ampliam tanto o impacto que aquela peça audiovisual causa! É uma alegria poder ter vocês aqui em São Carlos, do nosso lado, e com tanta competência pra somar nos projetos.

Gus: E vale a curiosidade, pra gente fechar esse bloco que a trilha musical original criada pro OZCAST foi justamente criada pelo Berimbau.

Bom, chegamos então ao bloco de insights onde a gente traz referências e dicas sobre o que a gente tá falando e eu queria convidar o Hygor pra trazer o que ele preparou pra compartilhar com vocês e conosco.

Hygor: Maravilha, o meu insight de hoje é um podcast americano chamado Vinte Mil Hertz, em inglês Twenty Thousand Hertz, nós vamos colocar o link pro episódio que eu vou sugerir aqui na descrição do episódio do OZCAST. O episódio que eu tô sugerindo do Vinte Mil Hertz fala sobre a construção da vinheta sonora do Netflix, o famoso “ta-dum” do Netflix, que é um dos logotipos mais icônicos da nossa geração e o som ouvido inúmeras vezes, todos os dias no mundo todo acaba sendo uma coisa muito popular e presente no inconsciente das pessoas. Ele já foi muito diferente do que conhecemos hoje, então esse processo de construção do que a gente conhece hoje, do “ta-dum” é que é elaborado nesse episódio do Vinte Mil Hertz. Na verdade é um podcast gravado dentro de um estúdio chamado The Factor Sound, nos Estados Unidos e o host é um cara que é um produtor musical conhecido como Dallas Taylor, o cara é um figura aí dentro da área de trilhas e sound design dentro dos Estados Unidos. Eu recomendo, inclusive, o podcast inteiro, mas tô dando destaque pro episódio número 100 porque é muito curioso entender o processo de criação por trás da vinheta sonora da Netflix.

Beleza, agora eu vou passar a bola pra compartilhar com a gente um insight pro Adans.

Adans: O que eu separei aqui pra vocês é do Netflix, se chama: Por Traz Daquele Som, são várias composições de músicos, cantores e cantoras do mundo inteiro, por exemplo R.E.M Losing My Religion, como que ela foi produzida, porque daquele bandolim no início, o que os caras tavam na cabeça, o que eles estavam esperando daquela música, se eles tavam numa vibe ruim, se tavam numa vibe legal, o que eles tavam achando da banda. Tem vários artistas do mundo inteiro e eles escolhem um hit daquele cara e eles começam a, vamos dizer, esmiuçar, começam a falar: “como que foi isso aqui, como que foi criada a ideia”, o que aconteceu por trás daquele música e é legal porque toda vez que você escuta aquela música, você vai lembrar daqueles detalhes que foi feito assim e assim, que aquele cara gravou desse jeito, usou o instrumento por causa disso, disso e disso. E não é só musical, tem bastidores também de empresas, empresários, umas tretas pro meio, é bem legal. Eu indicaria pra vocês Por trás Daquele Som do Netflix.

Gus: Então eu vou aproveitar pra trazer meu insight que se trata de um livro que é relativamente antigo, ele foi publicado em 1977, mas que ele mudou a minha visão em relação ao som e principalmente música porque eu tava estudando e chama: A afinação do mundo, do Murray Schafer. Ele é o cara que cunhou o termo ‘paisagem sonora’, foi um cara que estudou não só os sons agradáveis, pensando que todo lugar que a gente tá, ou praticamente todos, a gente está sujeito a determinados sons, seja numa praça com pessoas passando, o sino da igreja tocando e um monte de pássaro, seja em um contexto de praia que a gente tá ouvindo o mar ou seja num contexto de uma selva de pedras que a gente tá ouvindo buzina, ônibus, moto, etc. Eu gosto muito de dois capítulos específicos onde ele trata de uma análise de da música dos planetas e também da música do mundo microscópico, eu chamo de música, som, essa paisagem sonora, mas são duas abordagens que jamais eu tinha pensado na minha vida. Então vale muito conhecer A afinação do mundo, Murray Schafer. E Bruno, gostaria de ouvir a sua indicação.

Bruno: O meu é uma masterclass, acho que deve ter no YouTube, não é meu compositor favorito que é o Hans Zimmer e o cara explica como é o trabalho de um compositor de trilha falando em sensações, então mesmo que o ator não faça uma pergunta explicitamente, a música fez a pergunta antes do cara falar ou junto com o cara. E quando tem a resposta, mesmo que não seja a resposta falada, a trilha dá a resposta. É incrível, é genial o cara tocando, ele toca com duas notas faz uma pergunta e com duas notas ele faz uma resposta e você fica: “ô louco, não é possível!”. Tem mais estudos disso, mas ele exemplificou de um jeito que não precisa ser musicista, não precisa ser músico pra entender, qualquer um consegue entender, ele faz de uma maneira bem didática que qualquer um consegue entender. Foi bem louco de assistir, mudou minha cabeça. Tipo, a música questiona por você.

Gus: Queria agradecer demais a presença de vocês dois, Adans e Bruno e do Berimbau Estúdio como um super parceiro da Oz, e gostaria de passar a palavra pra vocês se despedirem e ao mesmo tempo pra deixar alguns contatos pra quem quiser saber mais sobre o Berimbau ou então quiser conversar sobre um projeto específico, como que eles podem achar vocês.

Bruno: Berimbau Estúdio no Instagram, site: berimbauestudio.com.br.

Adans: Também agradeço o convite, Gus e Hygor, muito legal mesmo! Realmente, você não vê o tempo passar, é a primeira vez que tô sendo entrevistado no podcast. E agradeço mais uma vez a Oz também, nossa parceira do Berimbau. Pra entrar em contato é só acessar nossas redes sociais. Valeu Hygor e Gus!

Hygor: Bom, então esse foi o episódio número 9 do OZCAST, onde nós falamos sobre identidade sonora com os nossos parceiros do Berimbau. Tem episódio novo a cada 15 dias então não esqueça de assinar e compartilhar o nosso programa, assim você ajuda muito o nosso conteúdo chegar em mais pessoas. A sua empresa também pode ter um podcast, o que acha da ideia? Fale com nosso time pra saber como!

Narrador: Você acabou de ouvir ao OZCAST, o podcast da ozprodutora.com, visite o site, conheça mais sobre a Oz, deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#08

Eventos virtuais não são exatamente uma novidade, mas é um formato que veio para ficar, sendo muito utilizado para comunicação corporativa de diferentes portes e finalidades. Demanda dos profissionais envolvidos novas habilidades e conhecimentos.
Isso acontece porque as necessidades do participante remoto são diferentes do presencial, e por esse motivo, para atender essa demanda de forma plena, é necessário que se façam adaptações na dinâmica, no conteúdo e na escolha das diversas plataformas e ferramentas que estão disponíveis.
Para conversar sobre isso no episódio de hoje, convidamos o produtor Daniel Moreira.
Daniel é empreendedor no segmento de eventos, turismólogo de formação e movido pelo ofício de conectar e transformar a vida das pessoas através dos eventos. Fundador da Dtrip Inteligência em Eventos e Co-fundador da Arena Eventos Digitais, é responsável pelo gerenciamento e produção de grandes eventos corporativos em nível nacional e internacional.

Transcrição
Esse é o podcast da ozprodutora.com, apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Olá queridos ouvintes! Meu nome é Gus Belezoni. Sejam muito bem vindos ao podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e novas soluções audiovisuais.

Eu sou o Hygor Amorim e esse é o episódio número oito do OZCAST, e hoje vamos falar sobre “a consolidação dos eventos virtuais”.

Eventos virtuais não são exatamente uma novidade, mas é um formato que veio para ficar, sendo muito utilizado para comunicação corporativa de diferentes portes e finalidades. Demanda dos profissionais envolvidos novas habilidades e conhecimentos. Isso acontece porque as necessidades do participante remoto são diferentes do presencial, e por esse motivo, para atender essa demanda de forma plena, é necessário que se façam adaptações na dinâmica, no conteúdo e na escolha das diversas plataformas e ferramentas que estão disponíveis.

Para conversar sobre isso no episódio de hoje, convidamos o produtor Daniel Moreira.

O Daniel é empreendedor no segmento de eventos, turismólogo de formação e movido pelo ofício de conectar e transformar a vida das pessoas através dos eventos. Fundador da DTRIP - Inteligência em Eventos e co-fundador da Arena Eventos Digitais, é responsável pelo gerenciamento e produção de grandes eventos corporativos em nível nacional e internacional.

Daniel, seja super bem vindo ao OZCAST, meu amigo!

Muito obrigado Hygor, muito obrigado Gus. É um privilégio estar aqui gravando esse OZCAST com vocês, eu sou fã. Comecei o ano bem, recebendo um convite desse, acho que tem tudo para ser um estouro em 2021. Valeu demais.

Sensacional, Dani, obrigado! A gente tem um contato há muitos anos acompanhando o Dani nos empreendimentos em eventos e a gente enquanto produtora sempre trabalhando de forma parceira na realização dos eventos. Produzimos um evento que foi muito marcante para a gente aqui, recente, foi um dos últimos eventos presenciais que nós participamos que foi o TEDX, o TEDX São Carlos. Foi uma entrega incrível, foi um resultado muito bacana. Tenho orgulho da gente ter trabalhado junto nesse projeto, Dani.

Ô Hygor, digo o mesmo. Acho que a gente tem a grata felicidade de tá morando na mesma cidade, é incrível isso. A gente roda o país todo, trabalho por vários lugares, rodando aí, enfim, fazendo inúmeras coisas bacanas pelo mundo afora e ter a oportunidade de juntar aqui em casa pra fazer essa e outras que a gente já teve a oportunidade de trabalhar é sempre muito bom. Eu brinco que eu sou bairrista, então ter uma produtora com a Oz do lado para poder tá atuando junto é algo fantástico.

Tamo junto, é um prazer. Puxa, esse tipo de conexão eu fico muito animado por ter decidido ficar em São Carlos a partir da minha graduação. Porque a rede de boas pessoas com boas intenções e que realizam, que fazem, que são protagonistas nas suas áreas e tudo, isso é incrível, cara. Eu sou bairrista também, igual você e quando a gente fala o que a gente consegue fazer reunindo as cabeças aqui de São Carlos, levando pro Brasil soluções e projetos grandes pro Brasil e pra fora. Eu fico muito animado de poder tá fazendo isso tudo daqui de São Carlos, um privilégio também.

E entrando no nosso tema, já que a gente tá falando de evento virtual versus evento presencial, considerando todos os impactos que esse ano de 2020 trouxe para essa tendência dos eventos virtuais, qual é a principal definição de um evento virtual, Dani?

Cara, é complicado até responder isso porque se eu for resumir muito, um evento virtual é qualquer reunião que vai ocorrer em um ambiente digital, online, não um ambiente físico. E varia de reuniões, como a gente tem feito inúmeras nesse tempo de pandemia, tem os aniversários, quem não participou de um aniversário de algum amigo, algum parente nesse tempo todo? Não deixa de ser um evento, nós estamos no online. E até grandes conferências, congressos, convenções que aí já vão contar com centenas, milhares de pessoas. Então acho que, sendo bem breve, um evento online, basicamente é algo que acontece dentro de um ambiente virtual e ao contrário dos eventos presenciais, que dependem de um local físico.

Pô, bem legal, Dani, que você consegue trazer uma abordagem mais geral mesmo porque quando a gente escuta falar, já dá a impressão que necessariamente ele se trata de um evento corporativo. E realmente faz todo sentido como você coloca, que ele pode ser um encontro de pessoas e até ter diferentes portes. Mas pensando mais de uma maneira como produtor de evento mesmo, algo que você já faz há muitos anos de maneira presencial e agora necessariamente por conta de pandemia, não digo que iniciou porque isso não seria uma verdade, mas com certeza acelerou a introdução, o tratamento com os eventos virtuais… Então a minha pergunta é: quais são as principais diferenças entre eventos virtuais e presenciais na perspectiva de quem produz de fato?

Ótima pergunta, Gus. São inúmeras diferenças, eu vou tentar elencar aqui algumas que eu acho que são primordiais. Uma diferença muito clara para nós acho que é a logística, enquanto nos presenciais sempre nós tínhamos uma demanda por deslocar, estar levando pessoas, viagens, estar levando equipamentos, enfim, aquela coisa de hotel, contratação de espaços. No caso dos eventos online, dos eventos virtuais, isso não existe. Óbvio, a gente tem alguma logística sim de produção mas numa escala infinitamente menor. A limitação no caso dos eventos digitais eu costumo dizer que tá na nossa cabeça porque como não existe essa limitação logística, eu acho que tá muito no nosso potencial de criar e inovar o que a gente pode fazer. Ontem até eu tava numa reunião com um cliente que nos acessou em busca de soluções pra um evento deles, pra fazer a transformação do evento deles, é um instituto da área de astronomia, e eu até brinquei, eu falei: bom, se vocês quiserem, vocês podem convidar um astronauta que tá na estação internacional espacial pra participar do evento. Porque, brincadeira à parte, realmente é possível, a gente não tem limitação desde que haja internet, um device pra pessoa poder se conectar e interagir. Isso é uma questão muito significativa, eu acho que a qualidade dos eventos no ambiente digital, ou melhor, dos conteúdos, ao menos os eventos que a gente tem produzido, é algo espetacular o salto que deu porque como gente não tem a barreira logística, hoje você consegue trazer os melhores especialistas pra dentro do seu evento e isso, obviamente, gera engajamento de público, gera resultado e o conteúdo que até então, às vezes o cara tá lá no Japão, tá do outro lado do mundo, logisticamente seria inviável trazer, hoje não é mais. Então a parte logística acho que é o primeiro ponto.

Um segundo ponto acho que é a interação, engajamento, as formas de se interagir. Nós estamos no Brasil, nós somos latino-americanos e temos por essência a necessidade do contato físico, é uma coisa que tá inerte no brasileiro, acho que em seres humanos no geral, mas no brasileiro especificamente. Como converter isso pros eventos virtuais? Porque os eventos, obviamente os presenciais, essa interação e engajamento tá ali, ela é instantânea. Então isso foi um desafio que de fato tirou nossa equipe e nossos times da zona de conforto enquanto produtores de evento mesmo pra debruçar em cima dessa problemática e se abrir demais o espectro e enxergar possibilidades e oferecer também essas possibilidades que antes a gente não tinha sequer pensado.

Dani, e falando sobre desafios, nos eventos presenciais a gente tem vários tipos de situações que são ameaças pros eventos acontecerem de forma plena, por exemplo, você pode ter um problema de uma tempestade num evento que tem muito espaço aberto, você pode ter problema no fornecimento de energia e o próprio gerador não dá conta do evento, enfim, problemas de segurança. Levando pro digital, pros eventos virtuais, quais são os principais riscos envolvidos na hora de colocar um evento virtual no ar? E traz pra gente se você já teve alguma experiência, algum perrengue que te ajudou a aprender muito com as situações e esse tipo de aprendizado te levou a ter mais segurança pra realização dos eventos, se é que você passou por algum perrengue nesse processo de digitalização dos eventos…

Bacana, Hygor. Sim, passei. Evento eu brinco que, antes da pandemia, me chamavam pra falar as vezes com grupos de estudantes e tudo mais e eu sempre falo que evento chama evento por conta das eventualidades. Sempre tem, a gente sempre tá tendo alguma coisa que obviamente não tava planejado, mas aí entra todo um trabalho de contingência também, que faz parte da nossa profissão, da nossa área.

Eu acho que olhando pra essas questões físicas que você mencionou: de falta de energia, que num evento presencial acontece, acho que num evento digital isso pode acontecer também, mais na casa de um palestrante que tá em algum lugar. Pode acabar a internet, a gente já teve sim esse tipo de situação, mas Hygor, acho que entra tudo num desenho de experiência que é feito a partir de processo de co-criação com os cliente e com os eventos. Também é um desenho que a gente tem, interno, de processo de testagem de tudo que pode acontecer, de tudo que pode dar errado para minimizar esses riscos. A gente já teve situação, às vezes, de plataforma oscilar ou plataforma ter algum problema de navegação. Hoje em dia, obviamente, isso já foi muito aprimorado, mas no início a pivotada que a gente deu em março, foi um negócio meio radical. Em março nós estávamos com evento que só faltava a entrada dentro dos centros de exposições e foi cancelado. A gente tinha um evento em BH de um cliente, uma parceira, hoje em dia até sócia nossa na nova empresa que é a Arena, que é a Iara, mas o evento tava pronto, os patrocinadores, as inscrições todas vendidas… então foi muito rápido, como é que você aprende trocar o pneu do carro com o carro andando? Isso foi para todos os setores, mas obviamente, quando a gente fala em evento era um mundo muito desconhecido ainda. Em semanas a gente colocou um evento digital no ar e no primeiro dia de evento esse evento acabou tendo um problema com a plataforma e precisamos adiar. Mas assim, nunca mais tivemos nada e a partir dali aquilo foi muito bom, rico porque nos ajudou a construir processos para minimizar e até mitigar esse tipo de coisa.

Dani, aproveitando que a gente tá falando de plataformas e ferramentas que evoluíram durante essa grande demanda dos eventos virtuais, fala pra gente qual plataforma você escolheu trabalhar e por quê.

Hoje nós trabalhamos com uma plataforma chamada Hopin, uma plataforma que já existia antes da pandemia e o por quê, por diversos pontos: primeiro que a nossa característica é trabalhar com eventos que tenham conteúdo envolvido, então congresso, convenções, eventos acadêmicos, palestras, cursos, esse tipo de coisa. Então nós precisávamos de múltiplos de transmissão integrada, múltiplos palcos, salas simultâneas, multi canais de chat, enfim. Acho que em segundo, a questão da segurança porque nós temos uma questão que é a segurança dos dados de todo mundo ali, uma responsabilidade muito grande você está administrando os dados de dez, vinte, trinta mil pessoas e uma plataforma externa, como é que isso é gerenciado? Então a gente fez um estudo muito grande pra chegar nisso e ela é a WINONE. O que isso quer dizer? Ela nos possibilita tudo isso que eu falei: transmissão integrada, múltiplos palcos, salas simultâneas, multi canais de chat, stands para patrocinadores, inúmeras ferramentas para network, espaços privados pros participantes poderem tá interagindo. Então ela nos ajudou com uma série de ferramentas que possibilitaram gerar valor através das interações digitais.

Como em um evento presencial as pessoas estão no evento e quando você tá num auditório por exemplo, no meio do público e tá desinteressante a palestra você pode até levantar e sair, mas você provavelmente vai pensar duas vezes porque você vai passar na frente das pessoas, vai atrapalhar, então às vezes você fica ali e espera terminar. No ambiente digital, se a coisa não estiver funcionando, a pessoa está a um clique para desengajar. Essa plataforma Hopin traz uma série de ferramentas e é muito robusta. Ela nos possibilita trabalhar com eventos de até 100 mil pessoas. Nós acabamos virando um parceiro deles aqui no Brasil, eles são da Inglaterra e vem numa evolução constante, é bizarro. Ano passado eles receberam um aporte de 200 milhões de dólares em investimentos. Antes da pandemia já existiam, tinham a plataforma, e com a pandemia obviamente os caras começaram a navegar de vento em polpa.

Muito legal, eu cheguei a experimentar a plataforma nos projetos que nós desenhamos juntos no ano passado, né Dani? E a notícia legal é que eles compraram o StreamYard agora recentemente, então dá pra ver que a ferramenta tá expandindo a operação e se tornando cada vez mais útil dentro das demandas que os eventos têm.

Eu queria só falar agora, Dani, quando essa grande onda dos eventos virtuais passar. Pela necessidade de hoje que a gente tem de ser virtual. Você acredita que o formato híbrido é o futuro dos eventos? Você acredita que a maioria dos eventos que antes eram só presenciais passarão a ter o formato virtual acoplado a ela tornando um evento híbrido? Como que você vê esse futuro, Dani?

Hygor, não só acredito como tenho certeza. A gente já tá trabalhando em cima disso há algum tempo pra poder desenvolver serviços e integrações, enfim, pensando em possibilidades pra trabalhar com isso assim que os eventos voltarem. Porque o digital, os eventos online como eu mencionei, têm o potencial de levar o conteúdo a lugares que até então eram inacessíveis. Existia essa limitação logística: como um cara do Acre viria num congresso muito legal em São Paulo? Não é tão simples. Ou como uma pessoa do Canadá acompanha um evento que tá acontecendo em um outro país? Não é tão simples. Isso tem um investimento envolvido. Acho que a gente vai continuar tendo essa oportunidade para os dois lados, tanto para ofertar que pessoas que já não teriam condições de não poder participar porque o cara tá no Japão e o evento tá acontecendo lá na Califórnia, até para patrocinadores que vão poder também atender presencialmente e virtualmente.

A gente teve casos de patrocinadores que tiveram resultados absurdos porque dentro do ambiente virtual, a gente consegue mapear de trackear todos os movimentos, a gente sabe de maneira muito mais assertiva em comparação com o digital essa questão de quem são as pessoas, quais são as características. O cara não vai no stand pra simplesmente bater o bip e tomar um café, ele tem um interesse por trás e ele tá a um clique de distância de fazer negócio ou de interagir com esse patrocinador. E os palestrantes também, a gente vai poder colocar no evento na Califórnia um palestrante do Japão e vice-versa, que talvez não teria essa possibilidade. Então sim, os eventos híbridos são realidade e de fato não é uma previsão futura, isso é fato.

Muito legal, Dani. Importante pra gente também entender como produtores de audiovisual, até percebendo como ao longo do ano a gente acabou desenvolvendo algumas parcerias. Eu lembro que foi muito legal quando você apresentou pra gente também a plataforma Hopin e como abriu um horizonte bem grande pra gente de como é possível tornar um evento grandioso, seja ele de maneira digital que era possível no momento.

Mas trazendo um pouco pro nosso universo do audiovisual, como que você enxerga que uma boa técnica, uma boa qualidade de transmissão de áudio e vídeo pode de fato contribuir com a estética de um evento seja em termos artísticos ou técnicos mesmo, e se na tua visão, uma maior qualidade dessa transmissão de conteúdo pode gerar um engajamento maior, contribuir com justamente o que vocẽ comentou, com o desafio de prender a atenção das pessoas. Você pode falar um pouquinho pra gente sobre isso?

Olha eu acho que para além da parte estética é mais o funcional também. Posso tá aqui até sendo meio pretensioso em dizer isso, mas eu diria que o audiovisual é um sinal vital, passou a ser um sinal vital dos eventos virtuais. Nós podemos ter a melhor plataforma, nós podemos ter dinâmicas espetaculares, obviamente tem uma série de serviços envolvidos, as plataformas são só ferramentas, mas se a gente entra e não tem uma qualidade tanto estética quanto funcional de áudio e vídeo. Então se anteriormente nos eventos presenciais não havia tanto essa preocupação, os conteúdos gerados eram pra comercializar ou adequar a comunicação do evento e integrá-la na cenografia e gerar impacto nas apresentações, os evento necessitam de atenção plena no caso do virtual nessa questão da qualidade de audiovisual para manter o engajamento das pessoas. Como eu disse é um clique pra pessoa sair dum evento e desengajar. Também pra criar call-to-actions e facilitar a interação e gerar resultados a todo mundo que tá ali, todo mundo que tá envolvido. Então eu acho que para além da estética é importante entender as ferramentas de áudio e vídeo e as inovações que esse segmento tem nos trazido e as coisas que têm aparecido pra aumentar os resultados almejados durante os eventos. Então eu posso dar um exemplo aqui: a própria Oz, que tem criado muita coisa bacana e com muita propriedade pra essa geração de interação e geração de valor também. O exemplo das aplicações em realidade aumentada para demonstração de produtos e serviços, aquilo faz muito sentido, aquilo faz total diferença na experiência do usuário que tá dentro do evento, porque as pessoas entram no evento com isso, isso gera um sentimento de pertencimento, e como consequência traz os participantes pro que tá sendo apresentado ali e gera resultado. Eu diria que é um sinal vital, Gus. É porque nos eventos presenciais às vezes tinha uma palestra super bacana e tinha uma cobertura fotográfica do evento, isso acontecia em grandes eventos inclusive, e no caso, agora, dos eventos digitais, a gente tem tido um material riquíssimo pro pós-evento, para trabalhar inclusive conteúdo de formação das pessoas. É mais um ponto do audiovisual que é importante elencar.

É isso aí, chegamos ao bloco insights. A ideia desse bloco é compartilhar referências e dicas sobre a temática que tá sendo abordada nesse episódio. E para começar com os insights eu vou convidar o Gus. Fala aí, Gus, qual é teu insight do dia.

Boa, legal! Vou trazer um insight que inclusive já foi citado ao longo do episódio e inclusive a gente teve muito contato com essa ferramenta ao longo do ano que é a plataforma chamada StreamYard. Ela era uma plataforma independente e basicamente de acordo com a própria definição oficial deles, se trata de um estúdio de streaming ao vivo direto do seu navegador, através do qual você pode entrevistar convidados, compartilhar sua tela e muito mais coisas. E ainda a plataforma permite que você transmita esse conteúdo que tá sendo gerado diretamente pra Facebook, YouTube, LinkedIn, Periscope e diversas outras plataformas. E para repetir um pouquinho, mas pra na verdade reforçar o que foi dito: a plataforma Hopin que o Dani comentou recentemente adquiriu ou eles se tornaram parceiros. Na verdade eles já funcionavam de maneira integrada, mas isso agora é oficial, então eu vejo que tem toda essa estrutura robusta da plataforma Hopin de gerenciamento e conexão das pessoas como um hall mesmo de evento digital de médio/grande porte. E a StremYard traz toda essa etapa de tecnologia, esses recursos tecnológicos e também de integração de áudio e vídeo que através dela você consegue ligar a WebCam, os microfones, mudar fundos, criar backdrops digitais e como a gente já comentou aqui anteriormente, tudo isso faz muita diferença pra experiência que o usuário tem no momento que tá participando do evento.

E na sequência eu queria passar a palavra pro Dani trazer o insight dele pra hoje.

Muito bom, Gus. Só fazendo um contraponto, nós ficamos muito felizes porque a gente tem trabalhado com essa plataforma que é fantástica, a Hopin, StremYard, acho que a junção dos dois pra nós vai ser algo espetacular. Então obrigado pelo seu insight e realmente pessoal, procurem saber que é demais.

O meu insight é um livro que eu li há cerca de dez anos, tava morando fora do país e ele ajudou a virar uma chave na minha cabeça em relação a como empreender e como nós podemos fazer mais pelo todo, a partir das nossas áreas de atuação. É uma reflexão até pra esse momento que a gente tá passando, é um livro chamado “Let my people go surfing” de um cara chamado Yvon Chouinard. Ele é fundador de uma marca de equipamentos e roupas chamada Patagonia. Os insights são porque o Yvon Chouinard criou uma empresa que realmente respeita o planeta que a gente vive e isso lá atrás, 1973, e propõe uma relação tanto trabalhista quanto a cadeia de consumo muito consciente. Então “Let my people go surfing” ele brinca que é porque um surfista não marca hora pra ir pro mar, ele vai na hora que entra o swell. Eu gosto muito dessa área outdoor e ele falava que os funcionários e os colaboradores da empresa poderiam ir pegar onda porque os caras não iam trabalhar pensando que eles tavam perdendo o swell. É uma metáfora, mas faz muito sentido pra proposta de causa que a gente tem pregado nos nosso negócios, na DTRIP e agora também na Arena porque transcende o meramente comercial. A gente tá aqui por mais. Então fica minha dica aí: “Let my people go surfing” é um livro demais.

Sensacional, Dani. Obrigado de novo pelo compartilhamento, já tá na lista da Amazon aqui.

Bom, o meu insight já que a gente tá falando de eventos virtuais não poderia escapar muito, aliás é uma recomendação incrível de um festival que eu sou fã antes de tudo e parceiro e apoiador e defensor, que é o Chorando Sem Parar. Esse ano o Chorando Sem Parar vai pra 17ª edição, é um festival de música instrumental brasileira, um dos maiores festivais de música instrumental aqui do Brasil. Esse ano ele homenageia a edição Raphael Rabello e tem como convidado homenageado: Maurício Carrilho. O evento acontece nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro. Pra quem tá ouvindo o podcast depois dessa data, aí tá a vantagem do evento ser virtual. Ele vai tá lá dentro do YouTube pra você poder acompanhar. É um evento que tem atividades formativas e atividades musicais com grandes nomes da música brasileira participando dessa edição, nesse ano de 2021, pela primeira vez no formato 100% digital. Esse é um festival que geralmente acontece numa praça aqui em São Carlos, na praça XV e movimenta a cidade, a região, o estado, traz pessoas do país, de fora do país pra participar no palco e cara, são momentos incríveis. A gente passa uma semana mergulhado numa música de altíssima complexidade que é o choro, então é um festival de orgulho de São Carlos sediar esse festival e da gente também poder estar aqui também como participantes.

E o Dani também é parceiro do festival há muitos anos e a gente tá junto nessa edição de 2021. Chorando Sem Parar, 12ª edição: 19, 20 e 21 de fevereiro.

Maravilha, chegamos então ao final dos insights. Queria aproveitar pra agradecer o Dani por ter aceito nosso convite, Dani, brigadaço por tá aqui e compartilhar sua experiência, tamo junto aí, nossa parceria tem muita coisa pra construir junto e cara, obrigado de novo.

Bom, eu que agradeço. Obrigado Hygor, obrigado Gus, todo o time da Oz. Como eu falei na apresentação no início, é um privilégio, uma honra tá aqui podendo fazer parte do OZCAST. Para mim, em particular, tenho tanta admiração pelo Hygor e todos vocês e tamo junto, conte com a gente.

Pra quem tiver ouvindo pode ter certeza que seu próximo evento vai ser virtual ou vai ser híbrido. O virtual veio e não volta mais, gente. Veio pra ficar.

E quem quiser, tiver interesse em conhecer mais os serviços da DTRIP ou da Arena ou até mesmo entrar em contato direto comigo pra bater um papo, é só procurar: LinkedIn - Daniel Moreira ou Arena Eventos Digitais ou DTRIP - Inteligência em Eventos também no Instagram e Facebook. Muito obrigado pessoal, valeu demais.

Com certeza, Dani. Aproveito pra agradecer também a sua participação.

É isso aí, galera. Esse foi o episódio número 8 do OZCAST, sobre a consolidação dos eventos virtuais. Publicamos novos episódios a cada 15 dias. Então assine e compartilhe o nosso programa que assim você nos ajuda a distribuir o conteúdo para cada vez mais pessoas e além disso a sua empresa pode ter um podcast. O que você acha disso? Fale com nosso time pra você saber como.

Você acabou de ouvir ao OZCAST, o podcast da ozprodutora.com.

Visite o site, conheça mais sobre a OZ e deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#07

Devido à grande influência das mídias digitais e o aumento de concorrência, muitas marcas vivem uma verdadeira disputa pela audiência de seu consumidor. Isso foi crucial para uma virada de chave que proporciona maiores investimentos em estratégias de marketing personalizadas e intimistas.
Nesse contexto, o processo de branding pode trazer diversos benefícios, sendo os principais deles o reconhecimento imediato da marca e a criação de conexões emocionais. Existem outros, como confiança gerada no público, maior valor atrelado à marca e sentimento de fidelidade com os consumidores.
Para conversar sobre isso no episódio de hoje, convidamos o designer Ricardo Rocha.
Ricardo Rocha tem uma trajetória que inclui Design como formação, Branding por vocação, Palestras por aptidão e Marketing como paixão. De consultor freelancer para agências à Diretor de Marketing aos 32 anos, em 2018 fundou sua própria consultoria de branding, a Energia das Marcas, com o propósito de investir em empresas de pessoas que possuem brilho nos olhos.

Transcrição
07

Descrição
#06

Se todos sentimos os efeitos causados pelo isolamento social, não podemos nos esquecer que para as crianças o impacto psicológico pode ter sido ainda maior. Tanto pela dificuldade em entender as mudanças ocorridas, por falta de compreensão da gravidade do problema, quanto por fatores como a interrupção da rotina escolar e da convivência com familiares.
E ao falar em produção de conteúdo voltado ao público infantil, apareceram novos desafios e oportunidades, relacionados ao entretenimento em si, bem como ao poder educacional que o audiovisual desempenha quanto à disseminação de orientações e boas práticas, como o uso de máscaras e higienização constante das mãos.
Para bater um papo sobre esse universo convidamos João Godoy, que é Produtor criativo e Storyteller do time de design do PlayKids. É também sócio-fundador do estúdio PlokMoon, com experiência em criação de personagens e séries, direção e produção artística.

Transcrição
Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Gustavo:
Olá pessoal. Eu sou o Gus Belezoni e esse é o podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e novas soluções audiovisuais.

Hygor:
Eu sou o Hygor Amorim e esse é o episódio número 6 do OZCAST, e o tema de hoje é conteúdo infantil: oportunidades e desafios.

Se para os adultos os efeitos causados pelo isolamento social foram enormes, para as crianças o impacto psicológico pode ter sido ainda maior, tanto pela dificuldade em entender as mudanças ocorridas quanto por falta da compreensão da gravidade do problema, fatores como a interrupção da rotina escolar e da convivência com familiares. E ao falar em produção de conteúdo audiovisual voltado ao público infantil apareceram novos desafios e oportunidades relacionados ao entretenimento em si, bem como ao poder educacional que o audiovisual desempenha quanto à disseminação de orientações e boas práticas como o uso de máscaras e higienização constante das mãos. E para bater um papo sobre todo esse universo, convidamos João Godoy. Bom pessoal, para quem não sabe João Godoy é produtor criativo e storyteller do time de design do Play Kids.

Ele também é sócio fundador do estúdio Plok Moon e tem muita experiência em criação de personagens e séries, direção e produção artística. Então João seja muito bem vindo ao OZCAST.

João Godoy:
Gente eu tô tão feliz de estar aqui porque acompanho o trabalho da Oz há muito tempo e o Hygor bem sabe disso. Acompanho o OZCAST também então é um espaço que eu acho super premium pra se debater boas ideias. Então o convite pra estar aqui falando de um universo que eu amo tanto que é o universo audiovisual infantil não tem como definir melhor, é uma honra estar aqui. Muito obrigado pelo convite.

Hygor:
Ah que isso João a honra é nossa de tê-lo aqui. Você é uma super referência pra gente quando se fala em conteúdo infantil né. Você é uma referência pra gente, uma referência para o mercado, então poder discutir esses assuntos com você aqui com certeza vai enriquecer muito o conteúdo do OZCAST. Vai ser uma experiência de aprendizagem para a gente também. E João, falando sobre o impacto do isolamento social na produção, como que você vê esse impacto e que resultados ele está causando na produção de conteúdo infantil?

João Godoy:
Acho que a gente teve com essa experiência de isolamento algumas mudanças tanto para quem consome conteúdo infantil, tanto para quem produz. Para quem consome obviamente o conteúdo nunca foi tão urgente, porque você teve crianças em casa o dia inteiro, pais e mães trabalhando em casa o dia inteiro e assim como é que você vai manter essa criança ocupada, ao mesmo tempo deixando essa criança sob o cuidado de um conteúdo bacana que não prejudique a educação dela.

E eu trabalho no aplicativo que tem conteúdo infantil, então acompanhei muito essa dor dos pais que é: o que eu posso oferecer de qualidade com meu filho e que ao mesmo tempo de vida entretém e mantém essa criança num período pelo qual o planeta está em pânico. Então o conteúdo infantil teve a tarefa de acalmar e também de divertir e relaxar, de fazer a criança se sentir bem em casa sem poder sair para brincar e tal. A demanda foi muito alta e o mercado teve que se adaptar para isso. Então você via profissionais produzindo coisas muito rapidamente priorizando mais o conteúdo, a mensagem, a velocidade da entrega. Vocês sabem disso, produzir conteúdo infantil é uma coisa muito vagarosa, demora muito, é muito caro. Como é que você produz isso num prazo tão curto. Então o mercado foi provocado a produzir coisas com qualidade mas ao mesmo tempo usando criatividade para baratear custos, para trabalhar remoto, no YouTube tem várias produções muito legais que foram feitas de contação de histórias, animações que foram feitas em casa, com uma equipe muito enxuta e eu acho que isso acabou inspirando o grande mercado também. Uma coisa que eu acho que foi muito legal para nós brasileiros é que o mercado de animação ganhou possibilidades para se formar, para estudar, para se desenvolver.

Então eu mesmo participei de eventos online que jamais teria condições de participar nesse momento da minha vida se eu tivesse que viajar por exemplo. Então um dos que eu cito que para mim foi super marcante foi o da Disney Animation Television que foi completamente gratuito e transmitido para o mundo inteiro. Eu ouvi vários roteiristas, animadores e artistas ali produtores debatendo a produção. E foi um aprendizado muito legal e é uma coisa pela qual eu viajaria para poder conseguir esse conteúdo. E eu não precisei fazer isso sem pagar, teve tanta iniciativa de aprendizado. A gente teve a Quanta, que é a Academia de Artes aqui de São Paulo, oferecendo lives para poder falar sobre produção de quadrinhos, para a produção de livros e animação. O RIO2C que foi aberto gratuito também para a galera poder participar. A própria CCXP que aconteceu trazendo profissionais também para debater, eu participei como consumidor, como o público, teve um painel muito legal do Cartoon Network que debateu a diversidade na animação, que é um tema super recorrente, super latente agora e tudo isso de graça. Então a gente teve uma oportunidade de desenvolver e também acho que a gente perdeu um pouco esse medo de fazer curso online.

Eu mesmo fiz um curso com a Raquel Fukuda para falar de produção de série animada, uma semana das 7 às 10 da noite, todo dia, com a gente estudando cara. Coisas assim como planilha de orçamento que é o tipo de coisa que quem é artista está produzindo e quer produzir animação tem um pouco de medo. E imagina que você vai passar três horas numa noite aprendendo passo a passo de fazer isso. Se eu tivesse que me deslocar para uma escola para poder fazer e tal talvez me desse um pouco de preguiça ou seria mais caro, seria mais difícil, eu fiz isso dentro de casa. Eu estudei na minha sala, tinha gente de Pernambuco, tinha gente da Bahia, tinha gente do Sul, então você tem ali uma facilidade de reunir colegas do Brasil inteiro. Hoje quando eu vou fazer algum roteiro eu tenho a chance de ter uma co-roteirista de Pernambuco trabalhando comigo. Isso traz uma bagagem de indústria. Parece que ficou mais claro agora que a gente consegue fazer as coisas cada um na sua casa. Somos todos partes de uma etapa industrial. A gente tem que profissionalizar.

Hygor:
O legal é que você trouxe os impactos numa visão extremamente positivos né, o que você acha Gus?

Gustavo:
Eu acho muito legal também, tava aprendendo aqui, é uma aula mesmo entender o contexto que envolve toda essa produção, e é justamente nesse sentido que vem a nossa segunda pergunta. Imagino que as pessoas, público em geral, quando a gente fala de impacto na produção de conteúdo rapidamente associa com a questão da criação de roteiro, histórias e tudo mais. Mas a gente que está no meio do audiovisual pensa um pouquinho já no sistema de distribuição. Então a minha pergunta é justamente pro João se ele acha que só a criação foi afetada ou se o sistema de distribuição também sofreu transformações.

João Godoy:
Sem dúvida nenhuma. Acho que hoje quando a gente trabalha produzindo antes a gente mirava no grande sonho que era entrar numa grade linear de uma emissora.

Hoje você consegue fazer uma distribuição mais rápida e prática através de um sistema de streaming.

Então por exemplo eu tenho uma produção minha autoral minha que está no Prime vídeo.

Hoje a gente tem Netflix, tem o Globo Play a gente, teve agora o boom da chegada do Disney Plus no Brasil agitando o mercado e hoje se você for conversar com uma criança, dificilmente ela vai dizer que vai levantar eu gosto de acordar tal horário e ligar a TV às 11 que está passando o desenho que eu gosto. Isso soa até ridículo. Eu tenho um sobrinho de 10 anos que já acha quando eu falo que eu ligava a televisão para assistir alguma coisa ele fica: mas porque você não assistia qualquer hora? Porque não dava né, não existia isso. E hoje a gente tem crianças ali que estão consumindo na hora que elas querem, na tela em que elas querem. Então no celular, na TV, através do videogame, estão consumindo conteúdo em todas as plataformas, em todas as telas possíveis. Isso mexe muito com distribuição. Então pra mim esse momento de isolamento conforme a gente teve essa demanda por conteúdo o tempo todo, a TV regular não dá conta, nem a TV a cabo, nem a TV aberta, muito menos a TV aberta brasileira. Então você tem ali o streaming, que acho que nesse ano, nesse momento do Brasil e do mundo, o streaming se consolidou como uma coisa que não é uma segunda janela, é uma primeira opção. A gente teve filmes sendo lançados, várias coisas que foram produzidas e séries antes essa tinha essa coisa de: é uma série de streaming, então ela não tem a mesma qualidade, e isso morreu, é uma coisa meio que não existe mais. Então hoje quando algum conteúdo chega no Prime Video, Netflix, Disney Plus, Globo Play, você sabe que aquilo tem um crivo de qualidade, que garante que aquilo seja bom pra ser consumido. Fora que no mesmo sistema você tem conteúdos para todas as áreas, com todos os gêneros de produção ali, e tudo muito rápido. Uma coisa que mudou muito é que hoje você não precisa produzir o seu conteúdo e fechar numa fita e mandar na qualidade tal, é tudo na nuvem. Então para quem produz e entrega a coisa ficou mais prática também. E evolutiva do tipo não está na qualidade que a gente precisa, você pode mandar em outro formato? Você não vai jogar fora uma fita, material físico, o planeta agradece inclusive, você vai ali corta de novo ou altera, ou edita e manda rapidinho a coisa já tá no ar. Obviamente nem tudo são flores né. Não é como se fosse uma coisa de, esse processo rapidinho que tô falando não é uma coisa de 15 minutos, mas coisas que levariam meses você consegue fazer em semanas. E isso agita o mercado e a demanda está aumentando. Então pra gente quanto mais existe essa demanda, mais coisa a gente tem que produzir para distribuir. Então entra essa coisa da indústria, vamos virar indústria de uma vez?

Hygor:
João, fazendo um recorte sobre conteúdos educacionais agora, acho que estávamos falando mais voltado para entretenimento mesmo. Você vê algum movimento, algum peso maior para o audiovisual educativo pensando nas aulas online, você acha que isso teve um acréscimo, tem um peso maior daqui para frente?

João Godoy:
Cara eu vejo que hoje existe uma distância muito menor entre por exemplo o livro e o conteúdo audiovisual. Eu trabalho no aplicativo Play Kids e dentro da nossa holding nós temos um clube de livros que é uma empresa irmã ali do Play Kids, que é o “leiturinha”. E antes quando a gente ia conversar com pais, a percepção de valor entre o “leiturinha” e o aplicativo Play Kids era muito diferente, era gritante a diferença porque na cabeça das pessoas, no pensamento mais conservador assim, digamos, ver uma criança com um livro na mão automaticamente impacta na sua mente ali, você fica a sensação de que ela está aprendendo algo e se desenvolvendo. Quando você vê uma criança assistir um desenho animado ou com tablet ou um celular na mão você pensa que está perdendo tempo, que ela está só se divertindo e não está aprendendo nada. E aí o nosso trabalho de comunicação foi de mostrar que muitas vezes o livro que a criança lê também pode não ensinar nada. Inclusive pode ser muito nocivo. Por isso nós precisamos de uma boa curadoria que é o trabalho que “leiturinha” faz e seleciona livros que realmente são educacionais e dentro do aplicativo Play Kids nós não vamos oferecer conteúdo que não educa ou que não incentiva as crianças a se tornarem pessoas melhores e a gente está no trabalho massivo de mostrar às as pessoas que não é joguinho e que joguinho eu tô usando esse termo no sentido pejorativo mas jogos também educam, que não é perda de tempo ou que o consumo, obviamente um consumo moderado de telas, pode ser muito rico para a criança. E aí nesse trabalho nosso a gente tem muito contato com pedagogos, que estão sempre debatendo com pais e professores para mostrar que um conteúdo audiovisual - eu vou dar um exemplo da casa aqui: Mytikah – é um conteúdo que obviamente ensina sobre a história, ensina sobre socioemocional, ensina sobre o desenvolvimento das crianças em habilidades como música por exemplo. Você tem várias coisas ali que são atingidas através de um desenho de minutos que é uma ferramenta que até acelera o trabalho do professor. Hoje as pessoas estão percebendo muito isso. Como as crianças tiveram que ficar em casa durante o isolamento e elas tiveram que estudar em casa, muitos professores, eu acho isso maravilhoso, usaram esses recursos do desenho animado como ferramentas para poder tornar a sua aula válida. Isso é incrível cara porque eu cresci tendo uma distância muito grande entre por exemplo o conteúdo obviamente educacional que era a TV Cultura e os desenhos do SBT por exemplo que eram pra se divertir só, quem diz que você não aprende com Punk, a levada da breca. Você aprende também. Então acho que o olhar das pessoas. Acho que ainda falta muito, mas ele está mudando e neste nesse período de isolamento tudo isso foi colocado à prova e mais do que nunca os desenhos préescolares pessoalmente que são com os quais eu mais tenho contato, eles foram muito testados. Será que eles ensinam mesmo? Será que eles colocam valores? Será que eles são uma ferramenta que auxilia a escola e não só a família. E a resposta é sim. Eu acho muito legal tcomo a gente tá tendo uma resposta positiva de professores, que inclusive estão produzindo seu próprio conteúdo. Eu vejo muitos professores aí que contam histórias, publicam no YouTube é muito legal essa visão moderna da educação.

Hygor:
Eu tenho um filho de 4 anos, o Cisco, e nessa semana as professoras da escolinha dele gravaram teatro. Fizeram um teatrinho as próprias professoras, professores todos da escola. Um espetáculo de uma hora uma hora pouquinho e encaminharam. Eles estão produzindo realmente, tem roteiro, figurino, cenário gravação com chroma, fizeram uma pós produção ali para aplicar cenários, mas um exemplo muito bacana porque mantém o vínculo do professor com o aluno, mesmo uma criança de quatro anos ele reconhece os professores, ele conta diariamente histórias de aprendizados que ele teve com os professores no período ainda de sala de aula. Então é muito legal esse movimento mesmo de ver os professores se desdobrando e usando o audiovisual como uma ferramenta para ir muito além do que é possível fazer ali nas lives tradicionais que a maioria das no início a maioria das escolas faziam, era de 100 por cento lives. Depois elas começaram a produzir conteúdos e distribuir também, poxa bacana. Eu tenho essa experiência aqui dentro de casa também

E João, pensando agora no futuro mesmo. Quais são os maiores desafios e oportunidades que você vê para quem trabalha com desenho animado, conteúdo audiovisual voltado ao público infantil, principalmente falando do Brasil.

João Godoy:
Cara eu acho que uma das maiores oportunidades que a gente tem é que nunca foi tão fácil fazer contato com quem trabalha na área. Isso eu falo por mim. Eu sempre senti uma distância muito grande entre eu que estava começando nesse mercado e as pessoas que eu admirava e eu posso até citar nomes:

O Zé Brandão do Copa Studio, o Andrés da 2DLab, eram pessoas que eu via sempre falando em painéis no Rio2C, via como com suas produções na televisão e eu falava nossa nunca vou conseguir falar com essas pessoas e de repente através de um tuíte uma mensagem no Facebook e alguma coisa ali no LinkedIn LinkedIn é ótimo para isso bastou eu falar ou eu gostaria de conversar com você para pegar umas dicas e todas essas pessoas me responderam. Claro, quando você quer? Está muito fácil você falar com essas pessoas que são referência e não são referência só porque elas começaram primeiro, porque elas são boas e elas estão muito abertas para conversarem para poder repassar informações para indicar cursos. Existe um grupo no telegram que é só para quem trabalha com animação no Brasil e é um grupo tão legal que eu vou esquecer o sobrenome do cara que é o criador do grupo mas é o André, é um grande animador, fica aqui o registro que ele é ótimo, mas é um grupo só de oportunidades de freelas de trabalho para quem animador e também cursos. Ó então vai ter uma palestra gratuita aqui sobre roteiro, vai ter aqui um cursinho rápido de um dia gratuito ou com um preço simbólico para você aprender a fazer rig de personagens para animação então está na palma da sua mão.

Essas são oportunidades de formação principalmente que estão pipocando o tempo todo. Eu já tive a chance de mandar conteúdo meu para pessoas que eu acho incríveis que eu vejo que venceram na vida e essas pessoas me deram um feedback honesto, bacana, construtivo. Eu tenho o apoio de muita gente legal e apoio não significa que essas pessoas vão colocar você automaticamente para trabalhar. Que isso pode gerar uma frustração. Eu por exemplo, eu tive oportunidade conversar muito com o Zé Brandão do Copa. Eu até hoje não fiz nenhum trabalho com o Copa. Ele nunca me prometeu: vamos conversar que eu vou te colocar aqui. Isso é bom deixar muito claro. É aquele cafezinho que você toma com a pessoa que já produziu séries do Cartoon Network e ela vai te dar dicas de como é que você produz sua série. Para mim essa é a maior oportunidade. Um lado triste, que é questão de desafios, é que o nosso país não fomenta muito o mercado, a indústria de audiovisual infantil de animação então nós temos ainda animação com um processo extremamente caro, vagaroso, que demanda muita gente. A gente tem cada vez menos incentivos a gente poderia ter muito mais.

E aí uma coisa que eu acho muito triste, mas eu entendo porque isso acontece é que quando o profissional se torna muito muito bom aqui no Brasil as chances de ele sair daqui e trabalhar fora são gigantes, para ser valorizado. Então nós precisamos de alguma forma de uma valorização maior do profissional de conteúdo infantil e isso englobando não só animação, escritores também, ilustradores, atores não tem mercado, não se paga.

Então você precisaria produzir uma coisa, gerar licenciamento e como é que a gente não tem fomento para isso aqui. Então é uma luta muito grande. Eu fico ao mesmo tempo apaixonado por essa coisa do mercado de se ajudar. Eu fico muito triste que não estão olhando pra gente de uma forma generosa, sendo que nós inclusive fazemos o dinheiro girar dentro do Brasil, não é como se a gente fosse pedir dinheiro para viver a famosa mamata, não é. Nós estamos fazendo a coisa girar e estamos produzindo cultura nacional pra ser exportada. Cara Irmão do Jorel sendo exportado, Osvaldo sendo exportado, vários conteúdos legais e que estão ao redor do mundo e estão fazendo sucesso. E cultura moderna, bem produzida, por favor né. Esse é um ponto difícil e muito triste.

Gustavo:
É isso aí pessoal. Chegamos mais uma vez ao nosso bloco de insights, onde a proposta é trazer dicas e referências sobre o assunto que a gente está tratando nesse episódio e eu gostaria de passar a palavra para o Hygor trazer o insight de hoje.

Hygor:
Bom eu não poderia deixar de trazer um insight da casa. A minha dica de conteúdo infantil é Mytikah - o Livro dos Heróis, hoje para quem tiver interesse em conhecer a série, são 13 episódios de sete minutos, está disponível pela TV Brasil, pela TV Brasil Play e BC Play que é versão play da TV Brasil. No app da Play Kids onde o João já tem bastante bastante a presença do Mytikah, também na plataforma de vídeo na Rede Vida educação que é um canal de TV aberta no sinal no país inteiro e no ano de 2021 também na plataforma Cultura em casa, que é uma plataforma nova que vai ser lançada pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Vai ser possível assistir Mytikah em todos esses locais. Eu não vou dar muitos detalhes sobre a série justamente para evitar spoilers e para que as pessoas que tenham crianças nas famílias possam buscar pela série e apresentar para os seus pequenos e depois quem puder por favor mande feedback mande comentários para gente sobre o conteúdo. Espero que a gente consiga em 2021 ainda engatar a segunda temporada da série. E agora estou muito curioso. Eu sempre adoro as dicas do João. A gente se fala muito sobre conteúdos. O João vive me trazendo imsights e dicas de conteúdos. João, qual o seu insight de hoje?

João Godoy:
Olha eu não consigo não falar de uma série pela qual sou apaixonado, que se chama Hilda, uma série original da Netflix, ela é baseada nos quadrinhos feitos pelo Luke Pearson, super premiado. E quando isso se tornou série da Netflix o universo foi extremamente ampliado, mas respeitou muito os quadrinhos né. Então eu acho que é uma referência primeiro para criança porque é super divertido, super legal, a personagem Hilda ela vive numa cidade chamada troll burgo tem ali influência de troll aves falantes todo tipo de ser fabuloso, gigantes e tudo mais, e isso pra ela, pra essa menina, tudo isso é muito natural. Ela não olha o olhar de medo ou pânico, ma sempre com um olhar de curiosidade que toda criança tem. Ela é uma criança normal vivendo em um fabuloso e trazendo lições de impacto direto na sua relação com a mãe e a sua relação com os amigos. Então acho que é um conteúdo familiar muito bacana pra ser assistido realmente ali, a família assistindo todo mundo na sala e tal. E é uma série muito bem escrita. Eles são incríveis, a animação fabulosa maravilhosa de verdade a trilha sonora incrível, paleta de cores, todos os aspectos técnicos são muito bons e eu acho que para quem produz conteúdo infantil é uma aula porque tem como já falei um sound designer, um creature design muito bom, os roteiros são muito bons.

Se você olhar os quadrinhos e comparar com a série, você vai conseguir perceber como essa adaptação progrediu e ela respeitou o material original. Uma aula de adaptação também, porque você pega um livrinho você vê até o visual da Hilda é bem diferente dos quadrinhos e na série. Mas ao mesmo tempo você bate o olho e você identifica a personagem. Então acho que foi um trabalho brilhante de pegar o material ali original, respeitá-lo mas não ficar preso a ele e progredir tanto que agora surge na segunda temporada e o Universo se expande ainda mais. É uma coisa que acho muito bacana, com palavras do próprio Luke de que a série fez com que ele olhasse para sua própria obra um olhar de paixão. Quando ele assistiu a série, ele não esteve envolvido diretamente no desenvolvimento da série. Isso é legal, porque ele confiou numa equipe que tinha expertise ao produzir animação. Quando ele assistiu, ele voltou a produzir os quadrinhos, então teve coisas que ele produziu depois da série ter sido lançada, e ele voltou meio que aquele primeiro amor pela personagem, sabe. Então ele se retro alimentou sua própria produção e só a vinheta de abertura que tem uma música da Grimes ali já é apaixonante. Eu recomendo muito. Ele é tão lindo que eu tatutei no meu braço a personagem.

Gustavo:
Sensacional João, fiquei curioso para conhecer mais sobre a série. Vindo de você, um especialista super ligado nesse universo há muito tempo, tenho certeza que vai ser uma ótima indicação pra quem quiser assistir. E para finalizar o meu insight de hoje é O menino e o mundo, um filme de animação brasileiro de 2013 que foi escrito e dirigido pelo Alê Abreu, já rodou mais de 80 países e inclusive em 2016 ele foi indicado para o Oscar como Melhor Filme de Animação. Brevemente falando sobre a história, ela acompanha o Cuca, um menino nascido numa pequena aldeia que por algum motivo de família, ele sente falta do pai ele parte em busca de uma tal capital, em busca de um novo mundo. Durante essa jornada ele vai conhecendo algumas mazelas da sociedade. Não dá para falar que ele é um conteúdo apenas indicado ao público infantil, pois eu assisti depois de adulto e achei maravilhoso. Achei legal trazer aqui como um insight, tanto pelo fato de ele trazer um personagem infantil como protagonista, mas também pelo método de linguagem que ele utiliza, evitando bastante utilização de frases palavras, se pautando muito em imagens e sons.

Então acho que ele cai muito bem para quem está procurando um filmes pra assistir e também uma ótima maneira de educar seus filhos com um conteúdo audiovisual.

João Godoy:
Eu acho que uma coisa também muito legal do Menino e o mundo é que o roteiro foi construído conforme a animação estava sendo produzida. Os animadores não receberam o roteiro inicial com a história para trabalhar. Então você percebe que ele é um filme muito experimental, mas ele funciona também como comercial, teve indicação ao Oscar mais do que merecida, e a trilha sonora é incrível. Eu poderia citar várias coisas mas tem Emicida cantando uma música que eu acho brilhante porque você pega um artista que tem uma bagagem própria e que já traz todo um conhecimento e coloca uma música dele num filme que já é muito rico.

Então é uma explosão de talento e é lindo, e o design do personagem do menino do título, o protagonista, ele é muito replicável as crianças conseguem desenhá-lo. Então é muito legal para desenvolver coisas na sala de aula explorando o menino, isso pra cultura maker é um prato cheio.

Hygor:
Achei fantástico, nossa quanta dica bacana, eu vou voltar a assistir O Menino e o mundo, vou assistir Hilda inteiro de novo. Eu já tinha assistido quando o João tinha passado a dica lá atrás há alguns meses, mas agora com mais informações sobre a produção dá vontade de ver com outro olhar. A gente passa a enxergar mais valor ainda no conteúdo entendendo a origem dele e o significado passa a ser diferente. João eu queria te agradecer demais por ter aceito o convite de estar aqui com a gente, por ter compartilhado tanta informação rica, é sempre uma aula poder bater papo com você, conversar sobre o mercado. Você como Gus disse, você realmente é um especialista porque você faz, você mergulha, você vai muito a fundo e cara, admiro demais teu papel profissional no Brasil, como você influencia as pessoas. Espero que a nossa parceria consiga brevemente ter vários conteúdos juntos aí nas telinhas pequenas e grandes.

João Godoy:
E olha que a gente tem bastante história para contar né, porque só o que a gente começou a criar junto já tem um potencial tão grande.

E aí permito me fazer um elogio para OZ. Para mim uma coisa que me marcou muito desde que eu conheci a Oz Produtora é que ela sabe muito bem onde pisa, mas ao mesmo tempo ela não cria raiz, eu acho superimportante saber ondee vocês estão pisando porque vocês conseguem deixar sementes, mas ao mesmo tempo vocês não ficam presos naquilo que fazem, estão sempre buscando produzir coisas novas., explorar novos talentos e fazer um trabalho de coprodução, profissionalismo, respeito, de empolgação também toda vez que fazer uma reunião pra falar. A gente tem inclusive certeza de que as crianças vão se divertir com o que a gente tá criando porque nós nos divertimos tanto falando disso. Então em breve a gente tem coisas muito legais para contar.

Hygor:
Isso aí a gente grava mais um OZCAST para falar dos lançamentos juntos. Obrigado de novo, obrigado Gus, parceiro de OZCAST desde o episódio zero, vamo que vamo.

Gustavo:
É isso aí pessoal. Eu que agradeço a participação de vocês. Esse é o episódio número 6 do OZCAST e a gente falou sobre conteúdo infantil: oportunidades e desafios. A gente lança novos episódios a cada 15 dias, então assinando você ajuda bastante o conteúdo a chegar e outras pessoas A sua empresa também pode ter um podcast, sabia disso? Fale com a gente saiba como.

Locução:
Você acabou de ouvir o podcast da ozprodutora.com. Visite o site, conheça mais sobre a OZ, deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#05

A cultura empresarial é o resultado da união de hábitos, comportamentos, valores éticos e morais, bem como políticas internas e externas de uma organização. Quando bem construída pode ser o grande fator de sucesso de uma empresa.
O incentivo a práticas de meditação e exercícios físicos colaboram com fatores como saúde mental, autoconhecimento e atenção plena, ajudando a consolidar uma cultura organizacional.
E para aprofundar nesse tema convidamos o artista marcial e consultor de cultura Fernando Belatto, fundador do método O-DGI (O Despertar do Guerreiro Interno).

Transcrição
Locução:
Esse é o podcast da ozprodutora.com, apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Gustavo:
Olá pessoal eu sou o Gus Belezoni e esse é o podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e novas soluções audiovisuais.

Hygor:
Eu sou Hygor Amorim e esse é o episódio 5 do OZCAST, e o tema de hoje é “a arte da guerra interna e os negócios”.

A cultura empresarial é o resultado da união de hábitos, comportamentos, valores éticos e morais, bem como políticas internas e externas de uma organização. Quando bem construída pode ser o grande fator de sucesso de uma empresa.

O incentivo a práticas de meditação e exercícios físicos colaboram com fatores como saúde mental, autoconhecimento, atenção plena e ajuda a consolidar uma cultura organizacional.

E para bater um papo sobre isso, hoje convidamos o artista marcial e consultor de cultura Fernando Belatto.

Gustavo:
Em 2010 Fernando criou o O-DGI, que significa “o despertar do guerreiro interno”, levando o método como uma experiência corporal que pudesse unir a atenção plena ao corpo. Pouco a pouco isso foi aumentando e em 2017 foi criado o método O-DGI in company, para colaborar com as empresas, levando valores aliados à saúde e ao bem estar. Já atendeu clientes como Gimba, Gomes da Costa, SODEXO e tem parceiros como Fairfax Brasil, Lojas Mel e Natura. Atualmente mantém trabalhos contínuos em parcerias com áreas de desenvolvimento humano das empresas auxiliando na cocriação da cultura empresarial. Fernando Belatto seja muito bem vindo ao OZCAST.

Fernando Belatto:
Olá Gus, olá Hygor, olá pessoal e todos os ouvintes. Eu estou muito contente de compartilhar com vocês um pouco desse conhecimento que eu chamo de “arte da guerra interna” e compartilhar um pouquinho de como eu vejo como isso pode nos ajudar a estabelecermos as culturas dentro das empresas. Então contem comigo e estou muito animado pelo que vem pela frente.

Gustavo:
Bom Fernando, pra gente começar o bate papo de uma maneira bem direta, a gente queria saber: na sua visão qual é a importância da cultura organizacional dentro de uma empresa?

Fernando Belatto:
Eu acredito que a cultura ela dá um norte para a empresa, porque a cultura não necessariamente precisa ser uma cultura de amor, uma cultura de paz. Você pode ter a cultura que você quiser. Se de repente você quer ter na sua empresa uma cultura de passar por cima de todo mundo e ganhar dinheiro, por exemplo, você vai ter essa cultura organizacional, mas com certeza você vai ter consequências: colaboradores doentes, muito provavelmente vai ter que trocar de colaboradores muito rapidamente e isso está indo na contramão do que o mundo está apresentando.

Então quando temos uma cultura organizacional saudável, que visa o bem estar humano, que visa a saúde em todos os níveis e que visa também a prosperidade, o resultado, que é algo que eu defendo. Eu defendo que as empresas devem também focar nesse resultado como um termômetro, um resultado que possa também, da mesma forma, olhar para o ser humano e respeitar o ser humano em termos de trabalho e descanso, boas remunerações, em termos de ter uma, acho que a melhor palavra é essa mesmo na saúde, então a cultura organizacional te mostra para onde você quer ir. Então até um bom questionamento para os empresários e para as empresas: você tem clareza da onde você está querendo ir com a sua empresa? Porque às vezes né Gus, às vezes as empresas elas ainda não têm tanto essa clareza de uma cultura de fato. O que a gente costumava ver até pouco tempo atrás são aqueles quadros de visão, missão e valores, que de uma forma bem assim até simplificada estão ali na parede com visão, missão e valores mas depende você chega dentro de empresa, eu já cheguei dentro de empresas e perguntei: quais são os valores da empresa? E ninguém sabia responder sabe? Então isso é prova de que na verdade está ali só para ficar bonitinho na parede, mas na hora de seguir mesmo esses valores, que tem uma importância fundamental na cultura organizacional, às vezes os colaboradores nem sabem disso. Então a cultura dá um norte de onde você está querendo ir com a sua empresa, então vale muito refletir sobre isso.

Hygor:
Poxa vida, fantástico Fernando! E eu concordo muito com a sua forma de olhar para a cultura, porque ela pode ser benéfica, pode não ser benéfica, pode ser maléfica. E é aí que vem a pergunta que eu tenho pra te fazer que é: como que o despertar do guerreiro interno, o seu método, como ele se aproximou desse meio empresarial, corporativo? E como ele fortalece, como ele ajuda a consolidar uma cultura empresarial saudável? Qual a transformação que o método leva para dentro das empresas?

Fernando Belatto:
Primeiro eu gostaria de deixar claro que meu propósito é alinhar as pessoas às virtudes. Então eu procuro só estar conectado com empresas que tenham uma cultura e valores benéficos. Virtudes de fato, e que prezam também o ser humano. Estou muito a serviço disso, de trazer o bem estar, eu acredito no equilíbrio entre os mundos. Então o mundo empresarial em relação ao resultado, mas também ao bem estar dos colaboradores. Eu acredito que isso é possível para que a empresa seja sustentável inclusive, e cada vez mais saudável. Primeiramente isso foi acontecendo de chegar nas empresas de uma forma muito orgânica. Até porque esse orgânico faz parte até da minha metodologia dentro das empresas. Eu sempre fui uma pessoa que gostei de estudar, gostei de saber de coisas que eu gosto de fazer. Mas eu sempre abri também para eu poder abrir mão de seguir, digamos assim, um mapa muito já delimitado, para eu fazer a minha rota sabe?

Então, eu vou seguindo, meu jeito de levar a vida é ir observando ela, os sinais dela e eu vou colocando a minha intenção e vou observando e desenhando com a vida, cocriando com ela. Então eu tinha uma intenção de um dia trabalhar com empresas, mas isso nunca foi algo que eu falei: vou ter que ir atrás disso, vou fazer isso acontecer, vou ficar batendo nas portas das empresas; não. Eu fui focando com o O-DGI primeiramente para a pessoa física, trabalhando então presença, trabalhando muito da questão da meditação, na questão do autoconhecimento, do desenvolvimento de virtudes. O O-DGI, ele tem uma característica que ele não é só um treino meditativo no sentido do treino da presença, nós também vamos para o corpo físico e equilibramos muito a mente e a energia, as emoções. E junto com isso ainda trabalho com toda essa arte da guerra interna para ajudar a pessoa a ir de fato compreendendo onde ela se sabota, compreendendo onde ela perde para ela mesma ali, e conseguir com isso despertar suas virtudes, para que ela consiga manifestar cada vez mais seu potencial.

Nesse caminho eu comecei a receber convites de empresas para participar de convenções, tinham pessoas que já me conheciam que de repente eram agências que já trabalhavam com empresas e acabavam me contratando para fazer então certa certos tipos de eventos em convenções. E aí eu fui participando com grandes empresas como Pfizer, SODEXO algumas vezes, a própria Natura. Com algumas eu fui continuando um trabalho mais profundo. Outras eram uma convenção. Até que em 2018 teve uma virada muito significativa em relação a isso que o CEO da Fairfax, o Bruno Camargo, ele me chamou para uma reunião, ele ficou sabendo do O-DGI. A Fairfax é uma seguradora, é uma empresa canadense. Só que tem aqui a Fairfax Brasil, a seguradora. Me chamou uma reunião, recebi uma ligação que o CEO da empresa queria conversar comigo, que ele tinha lido sobre o O-DGI, achou muito interessante, então fiz essa reunião, foi uma reunião muito boa, muito boa mesmo, de uma energia muito incrível. Quando duas pessoas se conectam no coração é muito incrível o que acontece assim, vira uma, expande a consciência a reunião sabe, eu sinto isso. Eu fiz uma palestra para eles e lembro que foi uma palestra sobre maturidade emocional e passei uma prática de O-DGI.

Eu lembro que foi muito tocante para eles, porque o feedback foi muito positivo, foi extremamente positivo. E enfim, e com outras empresas também né. Com a Natura tive a oportunidade de participar de um programa muito lindo lá chamado Reconecte, que foi um trabalho de treinar apenas a liderança, onde nós fomos para a Amazônia algumas vezes com os líderes, com a minha querida amiga Sandra Chemin também da Future You, um trabalho em parceria muito linda onde eu era responsável por toda a parte de meditação, parte do corpo desses líderes também, e trazendo sempre o autoconhecimento. E e aí a coisa foi crescendo e eu fico muito feliz de hoje já algumas empresas me procurarem para estar trabalhando esses temas da inteligência emocional, esse desenvolvimento cultural. Então estou bem animado, mas respondendo de uma forma objetiva depois de falar bastante: foi tudo muito orgânico.

Hygor:
Nossa Fernando, fantástico cara, deu pra deu para assistir um filme aqui da sua trajetória e fica muito claro como que você percorre o seu caminho e como você sente os caminhos a serem percorridos e traz toda a sua bagagem para potencializar o desenvolvimento, os resultados ali dentro. Agora entrando um pouco mais em detalhes sobre o método mesmo dentro das empresas: como o método O-DGI, e a filosofia samurai que está por trás dele, é adaptado para cada empresa? Como é que é na prática esse tipo de atividade?

Fernando Belatto:
Olha, algo que eu percebo que as artes marciais têm, é algo chamado, pelo menos na linguagem japonesa, de Dojo Kun. Ou seja, os princípios que regem um dojo. Você vai lá a prática de caratê tem os princípios que regem o caratê, onde o carateca repete esses princípios. Oque são esses princípios? Eles são os valores. A metodologia visualiza muito a forma guerreira de ver as coisas e começamos a aplicar isso nas empresas, mas compreendemos que a arte marcial que eu acredito é uma arte marcial de paz, que ela usa do bom combate, ou seja dos desafios, para a gente aprender a transmutá-los e alcançarmos a harmonia ali, alcançarmos o bem estar digamos assim. Quando chego em uma empresa, a primeira coisa que eu pergunto é se ela já tem um trabalho de branding desenvolvido. Porque isso? Porque faz toda a diferença pro meu trabalho começar, que a empresa tenha valores pré estabelecidos que de verdade façam sentido. Outro dia uma empresa me procurou e eu perguntei sobre se já tinha esse trabalho de branding, e não tinha, então eu sugeri que antes fizessem esse trabalho. Não é comigo que a pessoa faz esse trabalho de branding. Tenho parceiros que fazem isso, mas depois que tem esses valores pré estabelecidos aí vamos começar O-DGI e vamos começar a treinar as pessoas para sustentarem os valores. Então em um primeiro momento, então trazendo um outro exemplo de uma empresa que eu trabalho com cultura também com constância: Lojas Mel.

Ela já tem uma cultura muito bonita. O propósito da empresa é trazer tudo para todos com amor, a alma da empresa é experiências harmoniosas. Não é tão simples assim trazer tudo para todos com amor, tem que ser corajoso para ter um valor desses, tem que ser corajoso e íntegro, mas nós sabemos também que estamos em um caminho, que estamos caminhando para isso, que não é tão fácil. Nós agora encontramos o branding, vamos aplicar esses valores. Como é que a gente fez nesse momento inclusive de pandemia, depois eu posso até falar um pouquinho e tem a ver com o trabalho de vocês sobre o audiovisual, como é importantíssimo nesse momento inclusive de trabalho de cultura. Mas nós graças à tecnologia conseguimos reunir toda a liderança várias vezes para a gente primeiramente destrinchar os valores. A gente tem que destrinchar os valores. Essa é uma habilidade que eu gosto. Eu desenvolvo isso, tem muito a ver com meu caminho. Então eu pego um valor que estava ali na parede “pessoas em primeiro lugar” e falo : o que significa “pessoas em primeiro lugar” de verdade. E começamos a destrinchar ele, então descobrimos “pessoas em primeiro lugar” começa comigo e eu comigo mesmo. Eu aqui com meu coração, eu com a minha vida, com meu autoconhecimento, com a saúde, com a própria empatia, com o auto cuidado, pra eu cuidar do outro eu preciso cuidar bem de mim.

Então isso traz a presença, isso traz o autoconhecimento. Nesse quesito “pessoas em primeiro lugar” ensino pra eles meditação, práticas corporais que ajudam a trabalhar o corpo e a energia corporal. Uma pergunta que vem em um momento: como é que a gente consegue levar isso pra ponta né, a empresa está com 50 lojas agora e está em expansão. Como é que a gente consegue que 1.500 colaboradores compreendam esses valores, então a gente começou a treinar os gerentes de loja para que eles possam dar uma prática matinal para os colaboradores, onde cada postura significa uma parte do valor, entende? E o gerente vai explicando o que é essa parte do valor. Então as pessoas começam o dia já em conexão com os valores, porque valores são luz. Eles são conscientes das virtudes né? Então é natural a gente começar a ver algumas coisas que estavam escondidas. Então quando a gente começou a falar de harmonia, então começou a bater na porta do RH e “não é bem assim”; estão falando de harmonia e não é bem assim. Mas as coisas acontecem assim e é ótimo, não vamos brigar com isso, mas vamos aprender agora usar a energia do desafio a nosso favor. Então isso é a arte da guerra interna sabe? Não vamos brigar com a vida, pois tudo que a vida nos dá é material de escola. Esse é o método que eu uso comigo mesmo e com o O-DGI, com as empresas.

Gustavo:
Muito legal Fernando está sendo uma aula muito rica pra gente aqui hoje, e pra gente concluir esse bate papo a gente queria trazer um pouquinho mais pra dentro do universo da produtora audiovisual. Então nossa próxima pergunta é: de que maneira o audiovisual colabora com a disseminação do método O-DGI?

Fernando Belatto:
Poxa essa é uma excelente pergunta Gus, e para ser bem sincero: faz toda a diferença o audiovisual para o meu trabalho, tanto dentro das empresas, quanto o O-DGI para pessoa física. Antes da pandemia eu tinha uma ideia do digital, da importância desse tipo de trabalho, mas pós pandemia eu só consegui trabalhar por conta disso e de coração mesmo o O-DGI, a pessoa física, eu montei uma academia chamado de O-DGI em casa, para treinar as pessoas, porque a Academia nossa ficou sem aula, então precisei recorrer a isso e eu mesmo fiquei encantado com os benefícios dessas aulas online. Isso possibilitou eu mudar minha qualidade de vida. Então hoje eu moro uma parte do mês na praia e uma parte do mês em São Paulo. Isso possibilitou de eu fazer isso sem perder a qualidade do meu trabalho. Tendo todos os meus compromissos. O que facilitou muito também então quando falando dandoo exemplo das Lojas Mel: fazer um encontro de 80 pessoas de liderança para falar de valores e desenvolver o autoconhecimento. Se a gente fosse fazer de 15 em 15 dias em um lugar primeiro ia ter que ser um lugar que pudesse abraçar essas pessoas de uma forma confortável e todas as pessoas precisariam se locomover cada um morando em lugares longe, às vezes tem lojas de outras cidades e outros estados, então poxa complicado entende.

Quando vem por um ZOOM por exemplo a gente se encontra. A gente pode se encontrar todo mundo onde estiver e a mensagem é passada né. E eu fiquei muito também impressionado com a capacidade desses novos tipo um ZOOM, Google MEET, isso de compartilhar palestras tudo. Então a gente grava isso, a gente pode editar, se tem uma produtora como vocês que pode dar uma qualidade no vídeo, tudo isso pode ser eternizado, então uma das minhas ideias dentro das empresas é pegar os vídeos de conteúdos e deixar guardado, inclusive porque qualquer um dos grandes problemas das empresas hoje em dia quando se trabalha cultura: é como é que a gente contrata pessoas alinhadas com a cultura e como é que a gente treina esses novos colaboradores para se alinharem com a cultura, e às vezes todo esse caminho que você já fez e que foi gravado, é um caminho que eles podem assistir em treinamento de colaboradores novos que pode economizar com uma energia que você já colocou, você pode de novo usar ela sem gastar essa energia novamente. Em um mundo tão dinâmico que nós estamos, com tanta correria tanta intensidade, eu sinto que o audiovisual quando ele é bem utilizado, v vai ajudar muito a gente aproveitar os conteúdos. Incrível o mesmo benefício do audiovisual, faz toda a diferença.

Gustavo:
Pessoal, assim como a gente já fez nos outros episódios a proposta desse quadro é justamente trazer dicas e referências, que sirvam como grandes inspirações, insights, em relação ao assunto que está sendo tratado nesse episódio.

Então pra gente começar eu gostaria de passar a palavra para o Hygor compartilhar a dica de hoje.

Hygor:
O meu insight de novo aqui vem de dentro de um livro que é o título Empresas que curam o livro mais novo do Raj Sisodia, escrito com Michael J. Gelb. O subtítulo do livro é: despertando a consciência dos negócios para ajudar a salvar o mundo. E tem um prefácio do Tom Peters autor do Em Busca da Excelência. Este livro consiste em nada menos do que uma magnífica contribuição para o processo de vida e morte de imaginar as organizações e a sociedade em si. Ele mostra muito dentro desse livro e conta a história de várias empresas que se transformaram para esse novo, esse novo mundo da cultura da empresa onde ela vai muito além de gerar riqueza e gerar lucro financeiro para os investidores das empresas. E elas assumem um controle e uma um desejo de curar o mundo. O investimento nos bens mais importantes que é o capital humano e o natural traz motivos ali muito convincentes para essa necessidade atual que a gente tem que transformar o planeta e oferece passos práticos que mostram como isso pode ser alcançado. Então essa é a minha dica vou passar a bola pro Fernando então trazer a dica dele. estou ansioso para ouvir.

Fernando Belatto:
Legal, obrigado pela dica vou atrás de ler esse livro. Eu vou trazer aqui duas dicas do que eu considero ser digamos assim os meus dois campos de atuação: arte marcial e também o autoconhecimento. Na parte mais marcial eu gosto de como Eiji Yoshikawa conta isso. A história do meu o maior samurai do Japão no livro se chama Musashi de Yoshikawa, é um conto romantizado da história do Musashi, só que a gente pode viver assim no Japão antigo e com toda aquela sabedoria dos samurais. Tudo aquilo que era vivenciado na época. Muita sabedoria do Zen, muita beleza nesse livro. Só peço um cuidado porque quando as pessoas procuram Musashi muitos se confundem compram o Livro dos Cinco Anéis dele, que é um livro menor que é de estratégia de guerra, então não é esse que eu estou falando, eu estou falando do Eiji Yoshikawa. Você digita Musashi, Eiji Yoshikawa e vai encontrar esse livro. Um outro livro que eu li bem no início do meu caminho de despertar assim de autoconhecimento, que achei a linguagem bem prática acessível e que fala muito bem da presença é O poder do agora de Eckhart Tolle. É um livro que pode expicar muito bem o que é a presença, explicar muito bem esse funcionamento da mente. Acho que é um livro que vale a pena as pessoas que estão nessa busca de autoconhecimento lerem e relerem em quem sabe.

Gustavo:
Sensacional Fernando eu pessoalmente gosto muito de histórias de samurais e acabei conhecendo muito mais esse universo por conta do cinema. Já ouvi falar várias vezes desse livro e agora você trouxe ele aqui como um insight para o nosso podcast eu fiquei ainda mais curioso e com certeza vou atrás para conhecer. E aí pra trazer um pouco do trabalho da produtora eu gostaria de trazer uma dica que é o projeto Empresas Humanizadas, é um projeto que começou como uma tese de doutorado encabeçada pelo nosso amigo Pedro Paro e se transformou numa série de entrevistas que virou um livro e a Oz Produtora teve a honra de ser convidada para produzir a série documental sobre o tema no ano passado. Então a partir de uma série de entrevistas que fizemos em empresas como o Boticário, Reserva, Mercos e também até a Natura, a gente gerou pequenas pílulas de aproximadamente um minuto e meio, dois minutos, onde os representantes, presidentes e C-level dessas empresas trouxeram para a gente uma série de insights a respeito de como se pensar o capitalismo de uma maneira um pouco mais humanizada. Esse projeto é apoiado pelo ICCB que é o Instituto Capitalismo Consciente Brasil. Todas as pílulas estão disponíveis no YouTube para quem quiser assistir gratuitamente. Queria aproveitar para agradecer mais uma vezo Fernando ter topado nosso convite para participar do OZCAST e aproveitar para passar a palavra para ele mais uma vez pra deixar seu email, telefone, instagram, o que quiser, caso alguém ouça o nosso podcast e queira entrar em contato com você.

Fernando Belatto:
Queria agradecer Gus, Hygor mais uma vez pela oportunidade de estar aqui nessa conversa, obrigado mesmo pelo convite. para aquelas pessoas que quiserem saber mais tem o site do O-DGI odgi.com.br e também nas principais redes o meu Instagram é Fernando Belatto, o LinkedIn é Fernando Belatto, o YouTube e também guerreiro interno que tem bastante vídeo, bastante conteúdo por lá, bastante reflexão por aí. Com certeza vocês conseguem me encontrar, se quiserem enviar um e-mail pra quem sabe conversarmos um pouco então pode enviar um contato@odgi.com.br.

Hygor:
Fernando, mais uma vez super obrigado pela nossa conexão, pelo seu tempo neste bate papo, por todos os insights e aprendizados que nós tivemos nesse episódio, todo o tempo da nossa parceria, que é uma parceria recente, porém muito rica em troca de aprendizado para o nosso lado. O fato de ter trazido o O-DGI pra dentro da OZ, a gente ter tido essa oportunidade de conexão, é um fator muito relevante pra gente para nossa cultura a nossa forma de olhar mesmo o valor do autoconhecimento e da saúde mental da empresa como um todo.

Espero que a gente consiga encontrar oportunidades para multiplicar os efeitos do nosso trabalho em conjunto para o mundo e espero ter a sua parceria com você por muito tempo poder gerir seu time por muito tempo ainda pra frente, a gente gravar mais episódios compartilhar mais conhecimentos e poder produzir muito conteúdo ainda com esse propósito de semear as transformações por um caminho de valores que o mundo tanto precisa.

Mais uma vez muito obrigado e acho que seria muito legal a gente finalizar esse episódio com OSS.

Fernando Belatto:
Obrigado pelas palavras. É recíproco, estamos juntos. e Oss!

Gustavo:
Esse foi o episódio número 5 do OZCAST sobre “a arte da guerra interna e os negócios”. Novos episódios a cada 15 dias.

Assine, compartilhe e ajude o nosso conteúdo a chegar em mais pessoas. Sua empresa também pode ter um podcast. Já pensou nisso? Fale com nosso time e saiba como!

Locução:
Você acabou de ouvir ao OZCAST, o podcast da ozprodutora.com.
Visite o site, conheça mais sobre a OZ e deixe seus comentários e sugestões.

Descrição
#04

Tradutores simultâneos e APPs de ensino colocam a tecnologia como grande aposta para a evolução no aprendizado do inglês. Assim como ajudam empresas no processo seletivo, de forma cada vez mais ágil.
E pra aprofundarmos nesses temas, convidamos a Solange Moras, Founder da The One - que já ajudou mais de 15 empresas a aprimorar o inglês de seus colaboradores com cursos in-company - e criadora da startup The One Tests, uma ferramenta de avaliação de inglês para processos seletivos.

Descrição
#03

Nesse episódio convidamos o criador da Black Friday no Brasil, Pedro Eugenio, para falar sobre o futuro do varejo e a importância dos conteúdos audiovisuais para o sucesso das marcas no mundo digital.

Transcrição
Gustavo:
Olá pessoal, eu sou o Gus Belezoni, e esse é o podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e novas soluções audiovisuais.

Hygor:
Eu sou o Hygor Amorim e esse é o episódio número 3 do OZCAST. E o tema hoje é O futuro do Varejo.

Gustavo:
A crise gerada pela pandemia afetou o mercado de trabalho e chegou a fechar muitas empresas no Brasil, mas não atrapalhou tanto assim o crescimento do comércio digital. Na verdade até aumentou o interesse das pessoas em consumir produtos online. Agora temos uma importante questão pela frente: será que os novos hábitos de compra, consolidados durante a pandemia, irão permanecer após o fim das restrições e do isolamento social?

Vinheta de transição

Hygor:
E pra falar sobre o tema nós temos um convidado mega especial aqui, o publicitário Pedro Eugênio, que é o fundador do Black Friday, considerada a maior data comercial do país e também fundou outras datas como o Brasil Game Day e o dia do frete grátis, que mudaram totalmente o calendário do e-commerce nacional. Mentor e palestrante com experiência de mais de 20 anos no mercado digital, ele criou um dos primeiros processos de acesso a internet no Brasil. Possui conhecimentos sólidos em tecnologia, startups, growth hacking, SEO, desenvolvimento web, técnicas de guerrilha online e além de tudo isso é um apaixonado por empreendedorismo. Bem-vindo Pedro Eugênio, bem-vindo ao OZCAST.

Pedro:
Obrigado Hygor, valeu Gus pelo convite, tô super empolgado pra gente bater um papo, e a gente discutir o que vai ser esse futuro do varejo.

Hygor:
Maravilha então, pra começar o bate-papo aqui: Pedro, qual foi o impacto da pandemia nas compras online?

Pedro:
Bom, aquele Black Friday Hygor, que a gente viu anos atrás, aquela loucura das pessoas se amontoando, ``batendo na tia`` pra comprar um produto, aquilo acabou. Por medo do consumidor, por restrição no acesso às lojas físicas. Isso realmente acabou. O que a gente vai enxergar esse ano, mais do que nunca, vai ser esse Black Friday digital, o que a gente chamou de novo Black Friday, onde grande parte dos consumidores vão buscar comprar no mercado digital. E se as empresas não estiverem preparadas pra esse novo momento, elas correm o risco de ficar fora da maior data comercial do país.

Hygor:
A gente tem acompanhado os números de venda online, e muitos segmentos tem falado que têm batido a meta de black friday desde maio. O que é esperado então pra data real do black friday desse ano?

Pedro:
Eu também ouço, a gente trabalha com clientes de todas as categorias e tamanhos - pequenos, médios, grandes - e é muito comum alguns deles levantarem essa bandeira de ``eu já estou fazendo uma black friday``. Então gente, imagina Hygor e Gus, essas pessoas que não compravam online, da noite pro dia esses locais estão fechados, estão com acesso restrito, então naturalmente essas pessoas foram buscar a compra de maneira no mercado geral digital. Então as compras realmente dispararam, a gente vê um crescimento absurdo de vendas, então realmente mudou o panorama, é um desafio pra todo mundo: co o que eu lido com essa black friday diária acontecendo no meu estabelecimento? Como eu lido com tantos pedidos? Como eu lido com a estrutura de atendimento, de logística desses novos consumidores? Então é um grande desafio e quem souber lidar, enfrentá-los e passar por esses desafios, tem uma grande chance de sair muito forte depois que a pandemia acabar.

Hygor:
Pedrão então agora que sabemos que todo mundo tá no online, tá fazendo compra digital, e essa competição entre os players acaba sendo muito maior, como fazer pra se diferenciar dentre as tantas opções de compra? Como que os players estão se preparando pra oferecer melhores experiências pro comprador?

Pedro:
Olha Hygor, eu vou te falar uma coisa: de verdade o digital não é pra amadores. Não é mais aquela história de ``eu vou abrir um e-commerce que as vendas vão cair``. Eu vou gastar 50 dólares num site, numa plataforma e vou colocar no ar que as coisas acontecem. Ótimo ponto que você fez de, mais do que nunca essa competição aumentou. Então você precisa se diferenciar, você precisa criar uma experiência super bacana pra esse consumidor. Então mais do que nunca você tem que ter parceiros do seu lado, pra poder te ajudar nessa transição, nessa ida pro digital, porque o consumidor quer experiência. A gente tem uma pesquisa interna aqui Hygor, que fala que 67% das pessoas que compraram durante o Black Friday, elas voltariam a comprar novamente no natal. Então mais do que nunca, criar uma boa experiência, atender bem esse consumidor, entender esse consumidor, dar informação e conteúdo pra esse consumidor, pra tomada de decisão, é muito importante pra se diferenciar. Vale um ponto aqui, que muita gente confunde, vender online, comprar online, o que for, não necessariamente eu preciso ter uma lojinha, um e-commerce. VOcê precisa ter um ponto de contato que esse consumidor, por um whatsapp, pelas redes sociais, então dá pra dar um primeiro passo não necessariamente abrindo uma baita estrutura de e-commerce. Mais importante do que isso, por exemplo a gente vê, é uma coisa que muitas empresas falham em relação a isso, as indústrias falham em relação a isso, que em muitos casos elas acham que por não vender diretamente pro consumidor, ela não precisa ter presença digital. Então ele abre mão, ele perde uma grande chance de colocar conteúdo no mercado digital, colocar conteúdo nas plataformas, e ajudar o usuário no processo de decisão. A gente também percebe, a gente sabe disso através de pesquisas, que o consumidor hoje em dia tem em média 50 pontos de contato antes de comprar um determinado produto e serviço. Então ele vai pesquisar, ele vai conversar com o amigo, ele vai no youtube assistir o video. Então é muito importante, mesmo que essas empresas não vendam diretamente pro consumidor, elas precisam ter conteúdos que expliquem pro consumidor os seus produtos, os diferenciais do seu produto em detrimento da concorrência. Porque senão você vai sempre brigar a vida inteira por preço, e aí seu produto deixa de ser uma marca pra virar uma commodity.

Hygor:
Maravilha Pedro, super completo. Nós somos aqui na Oz muito ligados em inovação e tecnologia, voltados pro mundo digital, pro mundo audiovisual. Então a gente tem alguns pontos aqui sobre o futuro do varejo, sobre essa questão da diferenciação que eu queria saber o que você destacaria, que tá mais próximo de virar um padrão, de ter mais adesão aqui no Brasil. Então exemplos do que a gente tem visto acontecer no mundo, aqui por perto, se você puder selecionar 1 ou 2 tópicos pra gente poder discutir sobre isso aqui no Brasil né: sobre entregas super rápidas; sobre IOT nos eletrodomésticos por exemplo, a geladeira que faz compra sozinha, sobre provadores digitais, principalmente pra indústria da moda, personalização de produtos, novos formatos de loja. O que desses exemplos você mais considera que tem potencial pra crescer muito aqui no Brasil?

Pedro:
Olha Hygor, qualquer um desses tópicos que você trouxe pra gente, dá pra fazer um novo podcast só pra falar de cada um deles, mas se você reparar todos eles passam por uma coisa que é a experiência. Vamos voltar naquele ponto anterior, é experiência. Então quando você tem uma entrega super rápida pra esse consumidor, quando você tem uma personalização desse produto, é você simplesmente ajudar esse consumidor. Hygor não sei se você lembra, nossos pais e avôs falavam daquele caderninho de anotação, o nome do cliente etc. Nada é tão antigo quanto isso, mas com potencial de escalar e personalizar. Então a tecnologia veio pra nos ajudar, pra dar essa experiência melhor, pra conhecer melhor esse consumidor. Pra entregar uma solução melhor pra esse consumidor. Poxa olha que loucura, você poder comprar hoje um produto, que ele já faz uma entrega pra você da tua numeração. Então se eu chegar numa loja, ver uma promoção lá e quando você for comprar só tem o tamanho P, é uma baita de uma frustração. Mas se ele já me conhece, se ele já sabe que eu tô navegando no tamanho G, ele já tira esses produtos da frente e não cria aquela sensação de ``poxa, que decepção``. Nesse tipo de personalização, a gente tem ferramentas hoje, sei lá há 10 anos atrás a gente tinha que desenvolver na mão. Hoje você tem empresas, tecnologia, que te trazem pra dar esse recurso, essa personalização pro usuário. Outro ponto também importante, que poucas pessoas estão falando, que acho que vale a pena a gente abordar, que é o voice shopping, e também por exemplo, lives de conteúdo, vendas por live. Você percebe que cada vez mais as pessoas estão usando a voz para pesquisar. Não tem sentido você estar no seu carro e parar pra digitar uma pesquisa. Você pergunta pro seu celular: qual o melhor shopping aqui da minha rua? Onde tem um barbeiro perto da escola do meu filho? Então hoje as empresas que estão saindo na frente, estão se preparando pra desenvolver conteúdo, pra falar com esse consumidor não só por voz, mas também por video.

Hygor:
Maravilha, então é bacana olhar o quanto que a resposta que você deu é a convergência de todos os olhares pra jornada do consumidor. Facilitar a vida do cara e ter o ponto de contato mais acessível pra ele. Se ele tá dirigindo, se ele tá correndo, se ele tá tomando café da manhã, enfim. Em qualquer situação você pode ter uma ferramenta que te ajuda a chegar no produto. É isso Pedro, acho que em resumo é colocar o consumidor no centro do processo, total né.

Pedro:
Total, e trazer conteúdo, eu vou até te dar um exemplo se você me permitir, esses dias eu estava comprando um ar condicionado, vi uma enxurrada de novas marcas entrando no Brasil, imagino que pela proximidade com o fim do ano, calor etc. Eu particularmente fiz uma pesquisa antes de comprar, falei ``puxa vida eu nunca ouvi falar dessa marca, mas vou pesquisar sobre ela. Eu encontrei videos, técnicos falando sobre aquele material, sobre aquele produto, sobre como instalar, como não instalar, vantagens, desvantagens. Me deram tanto conteúdo que me deu a tranquilidade de poder testar o novo produto. Então eu acho que a grande sacada, se essas empresas quiserem sair desse negócio de comoditty, ficar toda hora brigando por preço, elas tem que pensar, em pontos de contato com esse consumidor no mercado digital e principalmente conteúdo: explicar o produto, explicar como funciona, trazer toda a cadeia delas pra dentro de casa, então chamar as suas assistências técnicas, convidar essa galera pra junto dessa empresa, pra junto desse negócio, começar a criar conteúdo pra se destacar, pra se diferenciar nessa hiper competição digital que a gente tá vendo aí pela frente. E que deve piorar.

Hygor:
Pedro, você citou sobre live comerce, que a gente tem visto muitos exemplos bacanas acontecendo aqui no país também. Funciona Pedro? Como fazer de forma eficaz? Qual o melhor modelo pra seguir e ter sucesso com live comerce?

Pedro:
Olha Hygor, virou a nova febre do marketing, são as lives. No começo eu vi muita gente errando em como fazer essa live. Eu acho que aquela live de produto, produto, preço, preço, de fato eu não acredito muito nesse modelo no acesso digital das pessoas. Pra mim a live que funciona, e eu vejo isso muito nos nossos clientes que dá resultado, são as lives que conversam. Dá a sensação pro consumidor que ele está ali, olho no olho, dicas, informações. Então a live deixa de ser um video de venda e ela passa a ser um video de entretenimento mais venda. Então quando você constrói essa áurea de diversão, de bate-papo, de conversa, de ensinar, de explicar, de dar dicas, e aí no final você fecha com chave de ouro com a venda, na minha humilde visão é o futuro do live comerce. Então hoje praticamente todos os grandes fazem live comerce, eu vejo um caminho de os pequenos darem esse passo pro live comerce, as pequenas e médias lojas, principalmente da nossa região aqui, eu vejo um sucesso absurdo quando fazem live, e de novo: são lives que conversam, que brincam, que tem entretenimento, então quando você faz isso você quebra aquela barreira com o consumidor e permite muito mais fácil realizar uma venda pra ele. Mas pra chegar nesse nível Hygor existe planejamento. Parece que não, mas planejar, criar um roteiro, entender a persona do consumidor, quem é essa pessoa que tá lá do outro lado, quem tá assistindo, criar interações, isso é muito importante na criação de uma live de sucesso.

Hygor:
Fantástico, eu fiquei bastante surpreso quando você diferencia as lives pela questão do entretenimento mais vendas. Quer dizer o que atrai e segura o consumidor é exatamente o fato de ser algo que ele pode confundir com o lazer dele. Confundir não, ele pode ter como lazer dele, ele tá aprendendo sobre um produto, aprendendo sobre como utilizar uma ferramenta, e ao mesmo tempo aquele canal faz a venda daquilo que ele tá usando como conteúdo. Eu acho que isso é um exemplo de como não é simples fazer, porque a tendência, se você colocar uma câmera na frente de uma equipe de vendas que não esteja preparada pra um live comerce que vai funcionar, muito provavelmente ele vai tentar entrar ali pra vender produto, ele não vai olhar tanto pra questão do entreter. Eu acho que esse pode ser um grande fator de diferenciação aí.

Pedro:
Concordo Hygor, hoje inclusive, eu li uma matéria, que falava exatamente sobre isso: uma grande empresa americana, uma varejista, fez uma pareceria com uma empresa de mídia, um canal de streaming americano. Criaram um programa em que o apresentador vai até a casa do consumidor, e esse consumidor é uma pessoa famosa, é um grande artista local, e ele começa: poxa estou com um problema aqui em casa, de bagunça, então esse profissional que vai até a casa desse artista, dá um choque ali de organização, de arrumação, enfim é um ``reality show``, só que quando você vê, por trás disso, está essa grande empresa de varejo focada em itens de organização, de decoração pra casa. Então olha que louco, já não é mais pegar um videozinho e sair gravando. Existem potenciais gigantescos, incríveis, de cruzar o seu produto, a tua marca, o teu serviço, com entretenimento, com uma história legal de contar, juntar tudo isso e aumentar. Nessa mesma matéria fala que essa empresa, na primeira semana de veiculação desse reality show de organização, ela aumentou em quase 20% as vendas das suas marcas, dos seus produtos, por isso eu acredito que o live comerce não é só aquela coisa de vender, vender, ele passa por tudo isso, passa por entretenimento, contar uma história e trazer um benefício, um prazer pro consumidor assistir tudo isso.

Hygor:
Pedro, você fala várias vezes que as empresas que estão disputando esse espaço dentro do mundo digital, precisam se destacar através de conteúdos. PRa que o conteúdo seja transmitido por vários pontos de contato e atinjam o consumidor na sua jornada de decisão de compra. Na sua visão, dentro desses perfis de conteúdos, qual o peso dos conteúdos audiovisuais?

Pedro:
Hygor eu vou te contar uma coisa que eu fiquei impressionado, conversando com essa galera, conversando com as empresas. Então, o que a gente vê muito, eu até comentei com você um pouco atrás, que a loja, por não vender diretamente pro consumidor, ela acha que não precisa estar no mercado digital. No ano passado eu dei uma palestra junto com um pessoal do google, num grande grupo de beleza e maquiagem aqui do Brasil, e eles mostraram um número que uma mulher em média 80 pontos de contato antes de fazer a compra de um determinado produto. Ela vê um blog, ela assiste uma TV, ela fala com a amiga, no grupo do whatsapp, ela vê no facebook. O que as marcas enxergaram nisso em São Paulo nesse evento de grandes indústrias? Elas enxergaram que o trabalho delas, mais do que simplesmente munir o varejo de produtos, é também munir o consumidor de informação. Então criar conteúdos pra que o consumidor entenda como funciona o produto, entenda como funciona a chapinha, como aplicar a tintura no cabelo, todo esse universo. As empresas não perceberam o quanto elas estão deixando de dinheiro na mesa, a partir do momento em que elas não dão conteúdo pro consumidor. O consumidor muitas vezes prefere comprar um artigo mais caro, porque ele simplesmente não sabe se o seu produto funciona. Então é importante que a indústria, o importador, a distribuidora, ter esses pontos de contato pro consumidor. Tem que suprir de informação o consumidor. Isso é muito claro pra mim Hygor, não sei se você concorda, mas a compra ela acontece quase que 100% no digital. Pode acabar comprando na lojinha ali do lado, mas absurdamente a grande maioria começa no digital através de pesquisas, conversas, bate-papos, e aí ele vai montando na cabeça o que ele quer, até chegar no momento de compra na loja. Uma coisa que é engraçada quando você conversa, até com varejista da conta, da pequena e média loja, o que eu mais ouço é: gente, tá cada vez mais difícil vender pra esse consumidor, porque esse cara já chega aqui sabendo muito mais do que eu. Ele já estudou, já pesquisou, já comparou preço, já leu artigo, ele já chega pronto. É um grande desafio que a indústria vai ter, de um lado treinar esse vendedor da ponta, mas também de preparar esse consumidor, pra ele entender e comprar o produto dela.

Vinheta de transição

Gustavo:
Bom pessoal, muito obrigado a quem acompanhou até aqui o nosso podcast, e agora a gente passa pra um quadro onde a proposta é trazer algumas dicas, referências, que levantem insights, inspirações a respeito do assunto que a gente está tratando no episódio. E aí pra começar eu gostaria de pedir para o Pedro falar a dica que ele tem.

Pedro:
Bom Gus, tem um artigo que eu escrevi agora no e-commerce Brasil, que está sendo super bem falado, acessado, que fala um pouco sobre a morte desse Black Friday que a gente conhecia e o nascimento desse novo, digital, e os desafios que isso acompanha. Então convido a todos pra dar uma lida nesse artigo lá no https://www.ecommercebrasil.com.br. Ou também tem um link dentro da eugen.digital que você também consegue clicar, acessar e ler um pouquinho sobre o que vai ser essa nova Black Friday.

Gustavo:
Perfeito, ótima dica Pedrão, obrigado pela colaboração. A dica que eu trago, um pouquinho diferente das outras vezes que a gente comentou sobre livros, é um documentário, trazendo pro nosso universo do audiovisual. Esse documentário se chama Happy, felicidade né, que foi feito nos Estados Unidos, lançado em 2011 pelo Roko Belic, que trata a questão, principalmente, da relação entre o poder de compra dos consumidores, ligado com o fator de felicidade, então ele passa por uma pesquisa, por diferentes países, como Índia, Dinamarca e inclusive o Japão também, com algumas pessoas ali de diferentes nichos sociais, pra comentar um pouquinho sobre as experiências, que é um pouco do que a gente falou hoje, na verdade acho que é bastante do que a gente comentou aqui hoje, em relação aos hábitos mesmo dos consumidores, essa nova forma de pensar o que comprar, e como isso pode gerar felicidade de fato nas pessoas. É um conteúdo que esteve já na NETFLIX, acredito que está no Amazon Prime ainda, mas você pode encontrar ele online também, na internet, pra assistir, inclusive com legendas pra quem tem alguma dificuldade com inglês. É uma boa dica pra você que tá querendo entender um pouco mais sobre o assunto de uma maneira global. E eu gostaria de saber também a dica do Hygor, pra gente finalizar o bloco.

Hygor:
Minha dica vai ser de novo um livro, então a gente tá falando de comércio eletrônico, então meu livro é sobre a Amazon, chamado A loja de tudo - Jeff Bezos e a era da Amazon, do autor Brad Stone. Bom a ideia desse livro é falar muito sobre a cultura da Amazon, a cultura corporativa mesmo da empresa. Então a Amazon que começou lá, pioneira no comércio de livros, pela internet né, teve a primeira grande febre das ponto com, mas o Jeff Bezos como visionário criador não se contentaria com uma livraria virtual descoladinha, Ele queria que a Amazon dispusesse de uma seleção ilimitada, infinita de produtos e sempre com a proposta de ter preços radicalmente baixos, isso ele sempre fala. E que se tornasse a loja de tudo, ele sempre colocou isso mesmo em discurso. E pra pôr em prática a visão ele desenvolveu essa cultura corporativa, com uma ambição implacável e muito sigilo também, que poucos dentro da companhia entendiam todos os propósitos dele com a empresa. Então, é um livro que desvenda muito ali o que tem por trás: as tecnologias, o domínio que a Amazon tem tido hoje no mundo como exemplo aí desse crescimento de uma grande companhia, tomando conta de várias áreas e sendo referência pra muita coisa pra gente, então goste ou não o livro é uma fonte de referência pra formação de opinião sobre esse caminho que o mundo tem tomado aí com as big companies tomando conta de tudo.

Bom, aproveito então pra agradecer o Pedro por ter aceito o nosso convite pra esse papo, foi muito rico, aprendi demais, como sempre nas oportunidades que a gente tem pra conversar, seja no café, seja nos nossos ``zooms`` durante a pandemia. E eu queria te pedir, Pedro, pra deixar um caminho aqui pras pessoas que quiserem conversar com você, ler o que você escreve, seguir os seus conteúdos. Qual é o caminho pra chegar no Pedro Eugênio?

Pedro:
Hygor, Gus, obrigado demais pelo convite, vocês sabem que eu sou apaixonado pela Oz, por tudo que vocês tem feito, pelos trabalhos que vocês estão realizando. Então, de verdade, eu fico muito honrado de ter participado junto com vocês desse bate-papo. Queria muito convidar todo mundo pra gente conversar sobre o Black Friday, conversar sobre e-commerce, eu tô participando desse final de ano de muitas lives e bate-papos, então procurem, em grandes empresas que estão levantando esse assunto no mercado, e também convido pra participar do meu instagram, que é o @pedroeugeniopiza e também na eugen.digital, que é nossa empresas que tem toda essa experiência, esse histórico de trabalhar com mídia digital focada no varejo, e me coloco muito à disposição de todos vocês, pra ajudar no que for preciso. Obrigado de verdade.

Gustavo:
Bom pessoal, esse foi o episódio número 03 do OZCAST, sobre o futuro do varejo. Nós lançamos novos episódios a cada 15 dias, então assine e compartilhe, porque você vai ajudar muito o nosso conteúdo chegar em mais pessoas. Lembrando que a sua empresa também pode ter um podcast, fale com o nosso time e saiba como.

Descrição
#02

Nesse episódio convidamos Leandro Palmieri, COO do maior centro de tecnologia e inovação independente do país - ONOVOLAB - para conversar sobre sua experiência ímpar na operação de projetos de inovação e a importância do audiovisual como estratégia na construção e reputação da marca.

Transcrição
Gustavo:
Eu sou o Gus Belezoni.

Hygor:
E aqui é o Hygor Amorim.

Gustavo:
E esse é o episódio 02 do OZCAST, podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e novas soluções audiovisuais. O tema de hoje é: inovação aberta na prática.

Vinheta de transição

Gustavo:
O otimismo é uma boa maneira de lidar com crises, a partir da potencialização das oportunidades que vem com elas. Como já disse Albert Einstein ``a criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as grandes invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias``. Inovação implica mudança, assim como mudanças significativas no ambiente externo, como por exemplo a pandemia, pode gerar a necessidade de inovação. Essa mudança tem gerado diversas novidades, como o distanciamento social, o fechamento de parte do comércio, a adoção de plataformas de videoconferência, e novas formas de trabalho. Dessa maneira, inovação na prática assume uma nova importância nas empresas: o que antes era um diferencial, torna-se agora essencial.

Hygor:
Sensacional esse contexto Gus. E pra falar mais sobre o assunto, o nosso convidado de hoje é o Leandro Palmieri, COO do maior centro de inovação e tecnologia independente do país: o ONOVOLAB. Fala Le!

Leandro:
Grande Hygor, grande Gus, obrigado pelo convite, é um prazer estar aqui com vocês.

Hygor:
Maravilha, o prazer é todo nosso. Poxa, a relação de parceria e amizade aí com o ONOVOLAB, e não podia deixar de fazer o convite pra participar com a gente desse bate-papo descontraído, pra falar um pouquinho das experiência que tivemos juntos e estamos tendo, né Le? Então pra começar eu gostaria que você se apresentasse, falasse um pouquinho da sua trajetória até chegar aqui, conta pra gente quem é o Leandro Palmieri.

Leandro:
Legal Hygor! Bom, eu tenho 37 anos, sou formado em propaganda e marketing, fiz minha carreira toda em São Paulo, tive uma agência de comunicação, sou lá dos primórdios das mídias sociais. Tive uma das primeiras agências de mídias sociais lá em São Paulo, aprendi a gostar de evento ao longo dessa caminhada. Então em decorrência do trabalho que a gente executava de comunicação e mídias sociais surgiu a oportunidades de criar eventos, que foi o embrião do trabalho de fomentar comunidades, que é o trabalho que a gente faz forte aqui em São Carlos. E aí em 2016, eu e meu sócio, a gente quebrou a agência que a gente tinha, a gente passou por um momento de crise em decorrência do cenário econômico que se agravou em 2015, impeachment e tudo mais, então a gente viu os negócios diminuindo, enfim. Aí a gente parou um tempo pra repensar e aí começou a surgir a história do ONOVOLAB, que foi uma evolução do trabalho que a gente já fazia com eventos. ENtão o ONOVOLAB surgiu como um evento de 365 dias por ano, quem vem aqui no ONOVOLAB vê um espaço dinâmico, que tem bastante gente, empresa e um monte de coisa acontecendo. E eu sou esse cara que faz parte dessa história, que trouxe essa dinâmica dos eventos e de comunidade pra cá, ajudando a construir essa história incrível do ONOVOLAB ao longo desses últimos 3 anos.

Hygor:
E o ONOVOLAB como um centro de inovação e tecnologia independente lida muito com esse movimento de inovação aberta das grandes corporações, de buscar um espaço externamente ao espaço físico da empresa, pra ter condições de gerar inovações. Le, explica pros leigos, pra todo undo, como COO do centro de inovação, qual é o principal conceito da inovação aberta?

Leandro:
Antes de falar de inovação aberta, existe o conceito de inovação fechada, que são hoje as ideias, as inovações, as pesquisas, e os desenvolvimentos necessários para colocar um produto no mercado, ou uma melhoria de processo, de serviço, enfim, eles são gerados dentro da própria empresa. Então o capital intelectual que está ali trabalhando na empresa cria a solução, desenvolve internamente por conta própria. E existe o modelo aberto, que onde você aplica de fato a inovação aberta, onde você usa recursos externos como a tecnologia, capital intele tual, a conexão com a universidade, com startups, com outras organizações que fomentam a inovação, com um centro de inovação com o do ONOVOLAB né? Então, hoje, o papel que o ONOVOLAB faz é de promover inovação aberta no sentido de mostrar pras empresas, que é muito importante a área de inovação estar conectada com o externo. Aqui, por exemplo, dentro do ONOVOLAB, existe uma quantidade absurda de empreendedores e de startups, onde tem uma USP e uma FEDERAL orbitando, onde tem alunos de universidades, onde tem eventos, ondew tem um ecossistema pulsante, pra aproveitar esse capital intelectual e essas ideias, pra aprimorar a inovação dentro das empresas. Então a gente tem fomentado isso, hoje a gente tem algumas empresas que já têm braços de inovação aqui dentro do ONOVOLAB, tem sua área de inovação dentro da empresa, obviamente, a demanda por inovação parte do interno da empresa, mas se utiliza de braços externos pra estar conectado com o ecossistema, e aproveitar melhor o que existe no ecossistema pra levar pra dentro da empresa e acelerar o desenvolvimento de tecnologia, de soluções. Então a gente é esse player que ajuda as empresas a desenvolverem inovação aberta, e aproveitando muito do capital intelectual de São Carlos que é fora da curva.

Hygor:
Bom, pra quem ainda não conhece o ONOVOLAB, fica o convite pra fazer a visita presencial, com toda a segurança, ou pra quem tá muito longe, visite pelo menos as redes sociais, o site, entre em contato pra conhecer mais sobre todas as possibilidades de relacionamento que o ONOVOLAB oferece. Leandro, a gente tá passando por um ano em que as transformações, as inovações, estão sendo muito aceleradas, o que era tendência virou pendência pra muita gente, tá todo mundo correndo atrás dessa transformação né. COmo que foi, pensando num centro de inovação, quais foram as principais mudanças, impactos, pivotagens, que o o ONOVOLAB teve nesse ano de 2020, até aqui?

Leandro:
É importante falar que, apesar de a gente trabalhar com inovação, grande parte do que acontece no ONOVOLAB é fisicamente. Por outro lado, a gente teve um momento único que foi ter tempo pra lapidar os nossos serviços. O ONOVOLAB é um mix de espaço e serviço, e a gente nunca teve tanto tempo pra fazer isso remotamente, cada um da sua casa, e discutir o que a gente iria oferecer, como a gente ia virtualizar todos os serviços que a gente oferecia, de uma forma que ele ficasse interessante e não cansativo né. Então ao longo desse período, a gente reuniu todo o time, focou em criar 3 serviços, que foram: o membership para empresas, o membership para startups e aprimorar o serviço de recrutamento de talentos, e a gente passou o período da pandemia lapidando e aprimorando esses serviços. Surgiu o comitê de inovação online, onde a gente conseguiu o tempo de grandes profissionais de inovação que muitas vezes não iam conseguir o tempo de se deslocar até São Carlos uma vez por semana para participar de um encontro e discutir os seus dramas de inovação. E a gente conseguiu fazer isso online, tem feito toda semana e tem sido rica demais essa troca de experiência entre profissionais de inovação.

Hygor:
Fantástico, é muito legal saber que vocês estão tirando aprendizados desse momento e conseguindo também gerar mais valor além do espaço físico, além do presencial né do ONOVOLAB que é um espaço incrível, mas o valor que vocês geram aí vocês viram que é possível também levar virtualmente, levar a distância e o poder de atuação do ONOVOLAB fica muito maior na verdade né. E aí conectado exatamente nesse tema de conteúdo: toda empresa hoje é uma empresa de mídia, e também a outra especialização dela. O ONOVOLAB não é diferente, desde o início tem muita produção de audiovisual por trás, que ajuda a levar a narrativa do ONOVOLAB muito além da necessidade de estar presente. Pensando para os próximos passos agora, e aqui já é uma pergunta que desenha planos para o futuro: existem planos para a criação de conteúdos audiovisuais como videos e podcasts com o tema de inovação?

Leandro:
Antes de falar de futuro, eu vou falar um pouquinho de passado em relação ao audiovisual, a importância do audiovisual no nosso negócio, Hygor. A gente teve um desafio muito grande, que foi explicar o porque de São Carlos. Quando a gente decidiu fazer o centro de inovação em São Carlos, muita gente questionava a gente ``poxa, mas no interior vocês não vão fazer algo grande, relevante no interior`` e a gente sempre quis provar o contrário, então o audiovisual sempre foi muito importante pra gente conseguir traduzir pra essas empresas, profissionais, pessoas que acompanhavam a gente remotamente o que tava acontecendo aqui. E eu acho que a gente conseguiu cumprir muito bem essa tradução audiovisual do que acontece aqui ao longo desses 2 anos e meio, tanto que a gente ganhou bastante relevância, foi destaque em veículos de i prensa, capa do Estadão - Pequenas empresas e grandes negócios, Forbes, muito por conta do que a gente conseguiu transmitir daqui, que trouxe muitas pessoas importantes pra cá. As pessoas saíram dos grandes centros urbanos pra vir pra cá, vendo pela internet o que tava acontecendo aqui, então o audiovisual é fundamental pro nosso negócio. Falando um pouco de futuro, a gente acredita cada vez mais no audiovisual e no conteúdo. O ONOVOLAB tem sim uma ponta de mídia que é importante, a gente tem discutido isso, a gente precisa cada vez mais usar essa frente de mídia pra se tornar um player que fala com propriedade sobre inovação, e aí sendo um player de mídia também, isso ajuda a gente a construir esse posicionamento, então a gente vislumbra num futuro muito breve que o ONOVOLAB tenha uma ponta de mídia onde a gente consiga ter um portal pra falar de inovação com autoridade, trazer gente especialista em inovação e outros assuntos adjacentes como tecnologia e que a gente consiga utilizar o audiovisual cada vez mais pra poder transmitir essa autoridade que a gente quer a respeito de inovação. Para além de São Carlos, pro Brasil e até pra fora, pro mundo né.

Hygor:
Le, a parceria que a Oz e o ONOVOLAB firmaram, desde antes da inauguração do ONOVOLAB, sempre teve como objetivo construir, através do audiovisual uma narrativa para a marca do ONOVOLAB se projetar para além de São Carlos. Conta um pouquinho, do seu ponto de vista, como ONOVOLAB mesmo, como que foi essa experiência mesmo no trabalho com a gente, que tipo de impacto a Oz, através dos conteúdos, através da nossa parceria, que a gente conseguiu entregar pra vocês, qual foi a relevância disso até hoje pro ONOVOLAB.

Leandro:
A coisa mais emblemática pra mim, é que a relação com a Oz começou como uma relação de confiança. Imagina dois caras vindo de São Paulo pra São Carlos, que as pessoas de São Carlos não conheciam, a Oz não conhecia, e aí confiou na gente, comprou o nosso sonho, então eu acho que uma das coisas mais legais que aconteceram foi na inauguração, onde a Oz teve um papel essencial em traduzir qual era a nossa visão há 2 anos e meio atrás, projetando o que seriam os próximos 5 anos do ONOVOLAB, o que tava acontecendo, que a gente conseguiu cumprir a promessa que a gente fez há 2 anos e meio atrás aqui em São Carlos. Isso se traduziu num mini-documentário lindo que a gente usa até hoje, e que é muito louco porque eu assisto esse documentário e fico impressionado com o quanto ele ainda é atual né, apesar de ter sido há 2 anos e meio atrás. A inauguração do ONOVOLAB foi um negócio chocante, quem quiser assistir, basta procurar nas redes sociais do ONOVOLAB que tem esse video. E aí ao longo do tempo, só pra vocês terem ideia, a gente já realizou aqui no ONOVOLAB quase 400 eventos gratuitos, essa sempre foi uma premissa de ser uma plataforma que oferece conteúdo de alto nível gratuitamente, então a Oz tem um papel primordial de levar conteúdo que é produzido aqui in loco, através da internet, pro Brasil inteiro, e traduzir a experiência do que acontece aqui todos os dias, que é algo único. Então a gente não enxerga o ONOVOLAB sem esse papel audiovisual que é feito com muita competência pela Oz, ele é essencial pra que a gente consiga alcançar mais gente, levar o propósito de impactar positivamente o Brasil por meio do empreendedorismo, da inovação. Não tem como o ONOVOLAB funcionar descolado da Oz. A gente fala que a Oz é mais que um parceiro, é quase uma extensão. Tem horas que as nossas equipes se fundem, parece que é uma equipe só né, que é uma extensão da nossa equipe, e não uma relação fornecedor-cliente. É muito além disso, então isso é uma experiência única e que é muito importante pro core business do ONOVOLAB.

Hygor:
Poxa vida, fantástico Le, ter um feedback desses dentro do nosso podcast, você não tem ideia de quanto a gente fica feliz de saber que os nossos objetivos de ter uma parceria que gere realmente valor pra todos os lados, a gente tem conseguido conquistar isso. E ninguém melhor do que o Gus que tá aqui com a gente, como host aqui do podcast também, pra poder falar um pouquinho dessa experiência, porque o Gus entrou pro nosso time justamente pra se dedicar ao atendimento com o ONOVOLAB.

Gustavo:
Com certeza gente, conforme você foram falando todos os momentos, foi passando não só um mini-documentário, mas um longa-metragem na minha cabeça, de tantas coisas que a gente fez juntos, de todos os momentos que eu tive a oportunidade de estar presente né, porque eu acabava ficando como um correspondente da Oz ali dentro, passava a minha semana ali, muitas vezes ficava até a noite, porque os eventos, muitos eram noturnos, aconteceu várias vezes de ir de final de semana, de feriado, justamente porque eram eventos muito importantes que estavam acontecendo, e cada vez mais a gente foi entendendo pra além dos eventos, mas também como que o audiovisual podia colaborar com todas as áreas de atuação dentro do ONOVOLAB. Como por exemplo o time de talents, então a gente conseguou converter o que antes era um formulário de convidar talentos pra se inscreverem, em videos de apresentação, onde as pessoas podiam ver quem tava oferecendo, ou pelo menos um representante da empresa que estava oferecendo as vagas. Em um segundo momento a gente conseguiu pensar nos produtos mesmo, então como criar videos falando de produtos e serviços que o ONOVOLAB oferecia, até a gente chegar em metodologias e transmitir no audiovisual facilitações, dentro disso o design sprint por exemplo, como traduzir uma dinâmica que acontece em uma semana em um video de às vezes 3, 4 minutos né. Paralelamente eu sou muito grato por todo o aprendizado que eu tive de inovação, que é o tema de hoje né, pra mim, eu venho de outra área, então tudo que eu aprendi ali dentro me traz uma bagagem pra conseguir entender o que a gente tá falando né, criar uma interlocução, e mais do que isso, entender o universo do tipo de conteúdo que a gente está e estava produzindo e qual que é o propósito disso tudo. Então eu acho que esse papel foi uma ponte muito legal que eu tive oportunidade mesmo de fazer, e que cada vez que a gente pára, a gente teve um momento com o Yukio e com o Pedro em uma live da Oz, e agora esse podcast aqui é um outro momento de retrospectiva que pra mim tá sendo muito legal.

Vinheta de transição

Gustavo:
Nesse quadro a proposta é trazer insights, como a gente já comentou em outros podcasts, inspirações pra quem tá começando a entender agora sobre o que a gente tá falando, ou até pra quem quer conhecer um pouco mais. Então eu peço pra vocês falarem as dicas e insights de vocês e depois eu concluo com a minha.

Hygor:
Bom, eu vou começar dando a minha dica então, é uma dica de livro de novo, que tem tudo a ver com inovação em nível planetário. É uma proposta de alternativa ao crescimento a qualquer custo, é um livro de uma economista inglesa chamada Kate Raworth, o livro é chamado Economia Donut. Ele tem uma proposta de equílibrio da evolução da presença humana no planeta, considerando o mínimo de dignidade que a humanidade precisa pra viver, e considerando os limites de uso do planeta, pra que esse desenvolvimento humano não seja nocivo para o planeta. Tudo o que a gente não tá fazendo hoje né. Então ela tem uma proposta de revisão dessa estrutura econômica que o planeta tem, e o nome donut vem de um gráfico que representa muito bem esse miolo do Donut né, a parte oca do Donut, a ausência do mínimo pra humanidade, os limites mínimos e máximos. O mínimo pra dignidade humana e o máximo de consumo do planeta e o que passa do limite externo, do Donut seria o que é prejudicial ao limite do planeta. Então o ideal é a gente ficar naquela margem ali que representa o Donut em si. E ela tem feito um trabalhoi de divulgação desse conceito pelo mundo inteiro, e ela criou um laboratório agora, que vai distribuir pelo mundo inteiro iniciativas que vão começar através de cidades, ela quer semear essa mudança da economia para a economia Donut através de cidades. Então é um livro muito inspirador e serve pra gente pensar de uma forma bem ampla sobre planeta, sobre mudanças de comportamento necessários pra sobrevivência da raça humana e consequentemente pra equilíbrio do planeta. Mesmo com o crescimento humano, o equilíbrio do nosso planetinha que está sendo totalmente, pelo que a gente vê hoje, a gente tá num nível totalmente de degradação do planeta. Então ela tem uma proposta aí de adequar duo pensando na sustentabilidade econômica, pensando no equilíbrio social, na diminuição das desigualdades, enfim, recomendo muito: Economia Donut. Agora eu vou passar aí pro Leandro fazer a sugestão, a dica dele. Bora , Le.

Leandro:
Bom pessoal, a minha dica é um livro que eu acabei de ler, se chama Originais, do Adam Grant, ele é um livro que aborda a importância de questionar o status quo, ao mesmo tempo em que ele desmistifica muitas crenças que existem em torno das mentes criativas, dos gênios né, no sentido de que a criatividade não é necessariamente um dom especial, mas uma habilidade que pode ser estimulada, desenvolvida. Você consegue aprender a se tornar uma pessoa criativa. Esse livro é legal porque ele aborda práticas de como gerar ideias, nutrir essas ideias e colocá-las em prática e ele traz exemplos de como isso acontece, de como isso foi feito em algumas empresas. Então é um livro que tem muito a ver com inovação e com criatividade,e criatividade é inovação, então essa é a dica que eu quero deixar pra vocês.

Gustavo:
Muito legal pessoal, eu já tinha escutado falar muito bem desses livros, fiquei ainda mais curioso pra conhecer. A minha dica na verdade não é um livro e sim um artigo que eu conheci recentemente. O nome dele é em inglês, mas eu acredito que já existe a tradução em português. Chama-se: Pushing the limits of design fiction: the case for fictional research papers. É do Joseph Lindley e Paulo Coulton e ele fala bstante sobre UI e UX design, é um conceito bem novo pra mim, na verdade, tô começando a entender ele agora, que é ``design de ficção``, mas é muito legal trazer a relação dele com projetos que são reais, então ele tem uma pesquisa de dentro de várias histórias, a partir de storytelling e maneiras que histórias de ficção são escritas, contadas, e tem uma proposta de trazer isso pro mundo real, pra projetos de empresas, projetos acadêmicos e às vezes até pra nossa vida. Então é um artigo que com certeza vai inspirar muita gente.

Gustavo:
Bom pessoal, a gente tá muito contente aqui, fianlizamos o nosso episódio número 2. QUeria agradecer demais a participação do Leandro Palmieri, foi muito legal a gente fazer essa retrospectiva, entender nos mínimos detalhes o momento do ONOVOLAB, do trabalho que vocês estão tendo nos últimos meses, e também as projeções pro futuro, então eu queria agradecer e passar a palavra pro Hygor também, que tem tocado esse projeto comigo e a gente tá chegando no fim de mais um episódio, já pensando nos próximos.

Hygor:
Sensacional Gus, obrigado Leandro por ter aceito o convite de estar aqui com a gente, obrigado de novo pela parceria que a gente tem, a gente tem aprendido muito nessa relação com o ONOVOLAB, a gente tem respirado o tema inovação de uma forma muito mais prática do que a gente tinha antes, então é um aprendizado constante. Obrigado por estar aqui nesse episódio número 2 , e agora eu vou passar a palavra pra você Le, pedindo pra você deixar também os contatos, pra quem precisar falar ou quiser mandar alguma mensagem, saber sobre o ONOVOLAB, por onde te encontrar.

Leandro:
Legal, eu que agradeço pelo convite, pra mim é um prazer absurdo falar com vocês, vocês são parceiros fantásticos aqui do ONOVOLAB, e acho que a gente já construiu muita coisa legal, mas tem muita coisa bacana ainda pra gente construir juntos. Pra quem quiser conhecer o ONOVOLAB, acesse onovolab.com ou nas redes sociais: instagram, facebook, linkedin. E pra quem quiser falar diretamente comigo meu e-mail é leandro@onovolab.com. E quem quiser visitar o ONOVOLAB basta mandar uma mensagem pra gente no instagram ou no facebook, a gente agenda um horário pra poder fazer um tour, e apresentar tudo que está acontecendo de interessante aqui em São Carlos cdentro do ONOVOLAB.

Gustavo:
Esse foi o episódio número 2 do OZCAST sobre inovação aberta na prática. Novos episódios a cada 15 dias.

Descrição
#01

Nesse episódio convidamos Rapha Nascimento, atualmente Innovation & Technology Manager em uma grande empresa do setor farmacêutico, para um papo muito rico sobre experiências com projetos de inovação e tecnologia ligados ao audiovisual. Confira também os insights compartilhados no final do episódio.

Transcrição
Gustavo:
Eu sou o Gus Belezoni,

Hygor:
E aqui Hygor Amorim

Gustavo:
E esse é o episódio número 01 do OZCAST, podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e novas soluções audiovisuais. E o tema hoje é Transformação digital nas grandes empresas.

Hygor:
E pra esse episódio número 01 nós trouxemos um convidado muito especial, que é um grande parceiro e amigo, que passamos por grandes aprendizados e projetos juntos, criados nesse ano: Raphael Nascimento. Rapha, gostaria de te dar as boas vindas ao OZCAST e pedir pra você se apresentar da forma como você achar melhor, por favor.

Raphael:
Valeu Hygor, prazer estar aqui com vocês na gravação do primeiro episódio do OZCAST. Como você disse a gente tem feito muitas coisas legais juntos. Me apresentando um pouco pro pessoal me conhecer: bom, eu sou o Raphael Nascimento, também conhecido como Rafa Nascimento, também conhecido como ``dreads`` ou ``bruxo``. Hoje eu estou gerente de tecnologia e inovação do ramo farmacêutico, trabalho num grande laboratório. Gosto de me definir como uma pessoa apaixonada por tecnologia e pessoas, e essas duas paixões me levou para o mundo da transformação digital e hoje eu tô nesse meio tentando criar jornadas transformadoras, transformar pessoas em pessoas excepcionais, levar empresas que se consideram não tão digitais pra esse novo mundo que a gente vive hoje. Obrigado pelo convite, galera.

Vinheta de transição

Hygor:
Há muito tempo se fala em transformação digital, e como que as empresas precisam cada vez mais reinventar formas de gerar valor, de fazer negócios e rever seus produtos e serviços, buscando mais agilidade, mais sentido pro que tá sendo feito e otimização de processos. Com a crise, as empresas tiveram que se adequar ainda mais a essa tendência de transformação.
Quem já estava com a operação rodando com o apoio de tecnologia sofreu menos impactos. As empresas que tiveram que adaptar o seu trabalho pra home office, e já utilizavam estruturas em cloud, por exemplo, puderam dedicar muito mais tempo com a estratégia do negócio.

Gustavo:
Com certeza Hygor, e é importante ressaltar o aumento do uso das mídias digitais, na divulgação de produtos e serviços, e também a incorporação de processos ágeis e automatizados, bem como o aumento significativo por meio de sites de vendas e aplicativos.
Por exemplo os restaurantes, que já não conseguiam receber as pessoas no próprio local, acabaram optando por manter suas operações por delivery, ao invés de fechar, e dessa forma reduzindo até alguns custos e conseguiram até aumentar suas receitas, pois não havia mais necessidade de ter pessoas no local para atender os clientes.

Hygor:
Maravilha! E Rapha, na indústria farmacêutica, como tá sendo o impacto dessa pandemia, quais são as principais transformações ou mudança de velocidade? O que tá rolando?

Rafael:
Aqui nesse ponto, acho que a gente tem duas visões importantes para colocar. Por um lado a gente não foi tão prejudicado nas vendas, porque o pessoal, com o lockdown, estavam impossibilitados de sair de casa pra comprar uma coisa no mercado, um remédio na farmácia, ir a um restaurante, mas ele continuava precisando tomar o seu remédio do coração, de diabetes, então caiu, mas caiu um pouco menos a nossa venda. Porém, por outro lado, dentro do mundo farmacêutico, toda a nossa parte de marketing, de venda, ela é presencial. Muito importante pra gente ter o representante de venda na frente do médico conversando sobre os princípios ativos do remédio, sobre os mecanismos de funcionamento dos medicamentos, então nesse ponto a gente teve realmente um impacto muito forte. E aí a gente teve que acelerar, do dia pra noite, uma área digital que ficava trabalhando com pequenas campanhas ali, pra agregar a venda presencial dos representantes, a gente teve que virar 100% digital. Então foi uma loucura, mas foi muito interessante, porque, na minha análise, a curva de evolução do marketing tomar consciência da importância do digital foi muito alta dentro da indústria farmacêutica, não só dentro do laboratório no qual eu trabalho, mas em todos os outros, pra mim eu vejo isso como um resultado muito positivo.

Hygor:
Muito legal Rapha, a gente escuta muito que todas essas transformações eram uma tendência né, e que a pandemia acelerou esse processo em alguns anos. Quanto tempo você acha que a gente tá saltando pro futuro em relação a essas transformações, se não fosse a pandemia agente viveria essas transformações em quanto tempo?

Raphael:
Isso é até fácil de te responder, porque a gente tinha um plano de cinco anos pra chegar até onde a gente tá hoje, então consigo até te confirmar com bases nos nossos dados, do nosso laboratório, a gente avançou pelo menos 5 anos pro futuro aí. A gente previa atender digitalmente a quantidade de clientes que a gente atende hoje em 2025 e agente termina o ano de 2020 atingindo quase 100% dessa nossa meta de 2025.

Hygor:
Caraca, eu esperava que a nossa resposta fosse de 1, 2 anos cara, 5 anos Rapha, é bastante coisa né? E nessas transformações aceleradas, nesse processo mais rápido, dentro das estratégias de transformação, onde entram as transformações que tem uso do audiovisual? Que tipo de ação hoje tem feito que as ferramentas audiovisuais entram como parte da solução né, ou como solução justamente para suprir essa ausência do presencial, por exemplo, no representante comercial ali, não tendo mais a visita médica, como é que isso tá sendo resolvido? Dá alguns exemplos pra gente de como que o audiovisual tem ausiliado nesse processo.

Raphael:
Eu costumo usar o exemplo do mundo do show business 100% presencial e como eles migraram pro digital no meio dessa pandemia: através de áudio e video. Óbvio Rapha, o negócio deles é visual e é audível. Só que não é só por isso, é pela experiência do usuário de consumir. O usuário ele pode não estar ali, do lado da pessoa, mas quando ele tá escutando um podcast ou assistindo um video, que foi pensado para que ele tenha experiência de como se ele tivesse na frente daquela pessoa, seja um representante de vendas no nosso caso, seja
um músico, seja um escritor, qualquer perfil profissional, eu acho que é aí onde a gente consegue engajar o consumidor. Porque eu lembro que durante essa pandemia a gente teve acesso a algumas pesquisas, e o crescimento de consumos de podcasts e videos foi absurdo, principalmente no início da pandemia. Depois deu uma estabilizada, caiu um pouquinho e voltou a subir, porque o pessoal foi aprendendo a fazer modelos diferentes, experiências diferentes, e eu acho que a NETFLIX ensinou muito isso pra gente, se você pensar na experiência do seu consumidor consumindo o seu conteúdo audiovisual, eu acho que isso fica pra sempre, e na minha visão, eu acho que vem muito pra somar. O que eu gosto de colocar aqui também Hygor, que eu converso muito com a minha equipe, com o pessoal aqui que a gente trabalha junto, é que com o audiovisual você consegue se inserir em qualquer momento da vida do consumidor, seja aquele cara que gosta de escutar rádio de manhã, seja aquele cara que gosta de almoçar escutando um podcast, seja o cara que gosta de correr escutando um podcast, o cara que bota os filhos pra dormir a noite e gosta de sentar no sofá, ligar a televisão e assistir algum video, alguma websérie. Então a gente consegue fazer o on demand de fato, de acordo com o que o consumidor quer consumir, a gente coloca ali o nosso conteúdo, pensado pra ele naquele momento e aí eu acho que o céu é o limite, né?

Hygor:
Maravilha cara, pô fantástico. E pra gente é uma grande oportunidade, como parceiros há quase 6 qnos, estar vivendo esse momento de transformação, onde o audiovisual passa a ter um peso maior nas estratégias, é uma oportunidade muito grande pra gente crescer juntos. Está sendo uma oportunidade muito grande, a gente tem conseguido desenvolver bastante projetos novos, com uma visão muito diferente de estrutura, de impacto, de estratégia mesmo por trás. A gente tem desenvolvido uma plataforma em parceria, é justamente uma plataforma muito inspirada na NETFLIX, por exemplo, e eu gostaria muito de ouvir um pouquinho de você sobre essa jornada e suas expectativas pro futuro dela, como que tem sido a construção mesmo da plataforma assim, em relação às dideias, execuções, aprendizados, a complexidade de se subir uma plataforma do zero. Vocês estão produzindo inclusive a própria plataforma em si, digitalmente falando né, não é um software de terceiros que está sendo adaptado pra suprir, então é um desafio muito grande que se você pudesse contar um pouquinho como está sendo pra você essa experiência vai ser super bacana.

Raphael:
Cara, eu costumo dizer pro pessoal que é a melhor experiência mais inimaginável da minha carreira. Só pra contextualizar um pouquinho o pessoal, eu lembro que eu contei pra você que eu fui pra T.I. por causa do cinema. Com 12 anos eu entrei no cinema, fui assistir Toy Story e falei: é isso que eu quero fazer pro resto da minha vida, quero trabalhar com computação gráfica. Por causa computação gráfica, conheci a programação, me apaixonei mais ainda, e acabei deixando a animação de lado. Trabalhei um pouquinho como animador, mas bem no comecinho da minha carreira, acabei deixando de lado e fui pra linha da engenharia de software, gostei muito e um pouquinho que já contei na minha apresentação. E hoje a T.I. me trouxe de volta o cinema e a produção audiovisual pra minha vida, então tá sendo uma experiência muito interessante porque eu trabalhei durante muitos anos ajudando a cocriar e muitas vezes a cocriar plataformas pros clientes que eu trabalhei, locais e mundiais. E essa experiência tá sendo muito enriquecedora porque a gente tá pensando muito no consumidor final. A gente tá sempre olhando pra como aquele cara vai receber aquilo, qual é a mensagem que a gente quer passar, qual é a leitura que a gente quer que ele tenha, qual é a forma que a gente quer que ele consuma os conteúdos, sejam audios ou sejam videos. A Oz tem sido uma parceira incrível, ensinando muito a gente a entender qual é a mensagem que uma pessoa recebe quando ela escuta um podcast, ou quando ela vê um video, ou o que faz ela assistir ao próximo episódio de uma websérie. Assim, contando o contexto de onde estou trabalhando, é um trabalho multidisciplinar: a gente criou ali uma equipe, um squad, com muitos perfis: temos roteiristas, temos diretores, temos programadores, pessoas de marketing, analistas, todo mundo opinando, todo mundo com foco no consumidor, todo mundo tentando responder as dores de negócios de hoje, como a gente entrega esse conteúdo digital pra uma classe que não estava acostumada a consumir tanto conteúdo digital, o mundo farmacêutico está muito acostumado com paper, com informação de leitura, e como a gente traz isso pra uma coisa diferente? Então assim, tá sendo uma experiência incrível, tenho muito orgulho do que a gente tá construindo com a Oz, e acho que essa é uma das pernas do futuro do nosso marketing digital em si. Não com eçou hoje, começou lá atrás, mas essa adaptação pro nosso mundo, pro mundo de qualquer pessoa que estiver ouvindo aqui, eu acho que vale a pena você explorar, conhecer. Já existem plataformas prontas, é que o nosso caso era muito específico, né Hygor? Acho que vale a pena você explorar isso, você estudar um pouquinho sobre low touch economy, é uma estratégia que você não precisa tocar muito nos seus processo de geração de negócio - core - você consegue pivotar muito rápido e gerar uma estratégia impactante pro seu consumidor.

Hygor:
Que aula que é até ouvir a tua leitura da situação, de tudo que a gente tá construindo, do valor que isso tem, e fico muito grato pela parceria, por ter essa relação de confiança, tem sido uma experiência incrível também pra todo nosso time envolvido no processo, e a gente enxerga como só o começo. Esse podcast vai ao ar aqui em 2020, mas com certeza a gente vai ouvir isso aqui nos próximos anos e essa plataforma já vai ter evoluído para outros níveis. É uma joranada que a gente tá começando, daqui a pouco vamos decolar com esse projeto e vai ter um impacto muito grande., muito feliz de poder fazer parte de tudo isso aí.

Rapha, mais um ponto agora, só pra consolidar mesmo esse bate papo sobre a transformação, sobre os exemplos que foram trazidos, sobre o processo de pandemia, o quanto que isso impactou na aceleração, na velocidade das transformações, e sobre o que você vê depois da pandemia. Você acha que depois do fim, todo mundo imunizado, a vacina, ou imunidade de rebanho, o que chegar primeiro, você acha que o ritmo cai, ou que a gente tá entrando num novo ritmo daqui pra frente?

Raphael:
Nesse ponto, eu não gosto do termo ``novo normal``, porque não é ``novo normal``, a gente tá vivendo isso, já é normal. E eu que trabalho com transformação digital há algum tempo, já era mais normal ainda, pra mim o ritmo é esse. É sempre foco no usuário, tentando responder problemas de negócio, tentando encontrar o seu consumidor, tentando entender qual é a jornada do seu consumidor, em que momento que ele tá, não adianta você fazer uma mensagem única pra todos, e cada vez mais a gente vai trabalhar assim, hipersegmentado, trazendo uma experiência única pra cada dos nossos consumidores, e eu espero muito que continue, porque a história da evolução da tecnologia, do digital e dos negócios, ela passa por muitos ciclos. E a gente vem trabalhando nesse ciclo, da forma que a gente trabalha hoje, desde a última revolução industrial. Então eu acho que tava na hora de a gente fechar um marco e ``ó, agora a gente começa outra era e vamos trabalhar diferente daqui pra frente``.

Hygor:
Eu gosto muito de uma frase que resume isso tudo um pouquinho, que é ``a gente não tá numa era de mudanças, a gente tá numa mudança de era``. E o que vem, o que é agora já é parte dessa nova era, então não tem mudança no pós-pandemia, já passou a mudança. E daqui pra frente é isso que nós teremos.

Vinheta de transição

Hygor:
Bora pros insights então. Nesse quadro aqui a ideia é trazer algo que a gente tá consumindo né, seja um livro, uma série, um canal de youtube, um perfil de instagram, enfim tudo que possa gerar insights pros nossos ouvintes aqui, e que geraram insights pra gente e a gente quer compartilhar com eles. Então eu vou começar aqui trazendo um livro que eu li no começo desse ano, do John Kotter, O Coração da Mudança. Ele fala muito sobre a transformação acontecer através das pessoas, através das emoções, e eu trouxe esse livro justamente por conta do tema do episódio, que é transformação digital, e que existe uma leitura inicial de quem começa a estudar sobre o tema, de achar que a transformação digital tem a ver essencialmente com tecnologia. Então a transformação digital tem muito mais a ver com pessoas e com transformação cultural, do que com tecnologia. E esse autor, nesse livro, ele trás muitos desses exemplos de como liderar equipes ativando as transformações através do envolvimento mesmo do lado emocional das pessoas, acho que é o lado mais humano que nós temos, deixa um pouco até de ser a essência do racional, é o lado dos sentimentos envolvidos nas transformações, então recomendo demais. E por coincidência, a gente tava lendo a pauta aqui, o Rapha acabou de colocar na pauta o livro dele, e fala aí Rapha, quem que é o autor?

Raphael:
John Kotter também, coincidentemente. Não Hygor, como a gente falava, o John Kotter tem sido um cara que tem uma visão bem diferente nesse mundo que a gente tá, de transformação, nesse período que a gente tá de transformação. E eu gosto muito desse livro, já vou aproveitar aqui pra colocar o meu insight, a minha indicação, que é um livro que, em português, chama Acelere: tenha agilidade estratégica, num mundo em constante transformação. Dentro desse livro ele traz um conceito muito interessante, que ele nomeia de dual operation system, e pra pessoas que trabalham com transformação, pessoas que estão começando com transformação, ele é muito confortante. Porque eu trabalho com agilidade, com transformação, já há bastante tempo, e no começo a gente ficava sempre brigando com a alta gestão, com o modelo hierárquico, assim ``cara, eles têm que enxergar, eles têm que mudar``. Apesar de continuar concordando com isso, nesse livro ele propõe uma estrutura pra essa mudança, um modo dessas coisas conviverem em conjunto, você pegar a melhor parte do modelo hierárquico, a melhor parte do modelo comunitário né, de network, e trabalhar na forma de participação voluntária onde eles conseguem se encaixar. Então é muito legal, ele é um modelo transitório, pra se um dia você quiser trabalhar num modelo totalmente comunitário, como spotify e etc, mas é muito interessante, e eu acho que a galera que tá começando, é bom ler porque já vai te preparar pra algo que vai acontecer, e pra quem já tá nessa jornada há algum tempo, vai confortar um pouquinho o seu coração, vai deixar o coração quentinho, e dizer que tá tudo bem, faz parte do modelo de mudança, e você tá indo no caminho certo.

Hygor:
Esse eu não li ainda e já tá na minha lista aqui, Rapha, obrigado pela dica aí.
Gus, o seu insight.

Gustavo:
Também coloquei na minha lista aqui pra conhecer, não conhecia ainda o autor, mas do meu lado, eu que vim da área mais artística mesmo, sempre trabalhei com audiovisual e música há uns tempos atrás né, logo que eu comecei a ouvir falar de processos ágeis e tudo mais, eu não conseguia entender muito bem. E aí por conta de um amigo meu e do Hygor em comum, eu acabei conhecendo não só a metodologia, mas também o livro que se chama o Scrum: a arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo, isso traduzido pro português, que é do Jeff Sutherland, ele foi uma porta de entrada muito grande pra mim, pra começar a entender um pouquinho dos conceitos, de possibilidades de aplicar não só nas empresas como um todo, mas dentro de projetos, em que eu até já estava atuando, alguns mais com papel de gestão mesmo do projeto, eu tenho certeza que pra quem tá querendo conhecer um pouco do assunto de metodologias ágeis, ou já conhece um pouco e gostaria de se aprofundar, esse livro é indicado pra todos vocês.

Hygor:
Maravilha Gus, então eu queria agradecer ao Rapha, de novo, pelo aceite em participar com a gente desse episódio, Rapha super obrigado.

Raphael:
Imagina Hygor, Gustavo, galera da Oz, eu que agradeço muito o convite, é um prazer estar fazendo parte desse primeiro episódio, eu vou poder falar pros meus netos lá na frente, na época deles não vai mais ter rádio, não sei, talvez, pode ser que sim ou não, mas ``o vovô gravou um podcast lá atrás em 2020 e foi muito bacana estar aqui com vocês. E passando um pouco dos contatos, quem quiser bater um papo sobre transformação, sobre pessoas, sobre filosofia, eu sou um cara que gosto muito de falar sobre tudo, é só procurar meu perfil no linkedin: Raphael Nascimento, você vai ver um cara de dreadlocks ali, meio maluco, sou eu, e no instagram @raphael_re. Não costumo postar muito, mas agora no meio dessa pandemia a gente vai começar a colocar bastante coisa ali pra ajudar a galera nesse movimento de transformação.

Hygor:
Maravilha Rapha, super obrigado. Bom, pessoal, ouvintes, muito obrigado, esperamos que vocês tenham curtido o conteúdo que nós preparamos aqui, a gente tá super aberto a feedbacks, a gente quer ouvir de vocês se tá fazendo sentido o caminho que a gente tá segundo aqui dentro do OZCAST, já nesse primeiro episódio, então interajam com a Oz, os contatos vão ficar aqui na descrição do episódio, e agradeço todo mundo de novo. Obrigado Rapha, obrigado Gus.

Gustavo:
Eu que agradeço a participação de todo mundo, todo mundo que tá escutando a gente. E esse foi o episódio 01 do OZCAST sobre transformação digital nas grandes empresas. Novos episódios a cada 15 dias.

Descrição
#00

A pandemia do novo coronavírus gerou um grande impacto nos negócios globalmente, trazendo diversas adaptações para o trabalho durante a quarentena.

Nesse episódio, conheça um pouco sobre o contexto da Oz em home office, a aproximação dos parceiros e a criação de novas soluções como banco de imagens, animações 2D e 3D, eventos virtuais, captação com times remotos e a formação de nosso squad de marketing digital.

Transcrição
Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.

Eu sou Gus Belezoni, e eu sou Hygor Amorim e esse é o episódio zero do OZCAST, podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e novas soluções audiovisuais. O tema hoje é “alternativas para a produção de conteúdo audiovisual durante e após a pandemia do coronavírus”.

Como todo mundo está cansado de saber, a pandemia do coronavírus gerou impacto globalmente não só na saúde mas também nos negócios. Muitas adaptações na área sobre o formato de trabalho durante esse isolamento que nós fomos colocados em Home Office foi uma das formas de adaptação que foi adotada por cerca de 46 por cento das empresas durante essa fase da pandemia segundo pesquisa feita pela Fundação Instituto de Administração FIA. Um dado interessante é que a expectativa do pós pandemia para essas mesmas empresas é que cerca de 29 por cento delas desejam manter o home office para pelo menos 50 por cento do quadro ou até a todos os funcionários.

É um número bastante expressivo. É interessante pensar que os aspectos podem variar de um setor para o outro, mas possuem muitas similaridades também. E no nosso caso, pensando pra uma empresa que produz conteúdo audiovisual e geralmente tem time captando imagens em vários lugares, sets e sempre com aglomerações, é para refletir sobre isso. A gente pensou que logo no início da pandemia aconteceram algumas mudanças em relação ao trabalho da Oz. Então eu queria saber como você vê isso e como afetou a relação com os clientes.

Muito boas perguntas no contexto da OZ. Primeiro passo nosso lá no dia 17 de março foi definido o home office para cem por cento do nosso time. Então foram várias adaptações, obviamente como a gente trabalha com equipamentos que são necessários no conforto do time e ferramentas de comunicação adequadas para o trabalho remoto, mas para manter o alinhamento e comunicação constante do time passamos a usar algumas ferramentas novas também para manter a comunicação sempre do dia a dia. O interessante foi levar as ilhas de edição para casa, a gente trabalha com cadeiras super confortáveis. Da produtora então todo mundo pode levar cadeiras para casa para poder ter um conforto ergonômico ali da cadeira. E em relação aos clientes e parceiros e como todo mundo está passando por essa adaptação nós buscamos entender como é que a gente poderia ajudar melhor os nossos parceiros a se adaptarem também a esse período da pandemia e o que vem depois dela através da digitalização de alguns processos que envolvam audiovisual.

Então nós nos aproximamos muito dos principais parceiros da produtora e passamos a criar novas soluções por conta da pandemia, por conta do distanciamento das pessoas, novos tipos de produções foram criadas e que estão fazendo bastante sentido nesse momento.

Foi muito interessante lembrar agora que você estava falando sobre aquela primeira reunião que teve lá no nosso café tradicional da produtora de segunda de manhã, justamente como uma leitura do que estava acontecendo apesar de ainda ser muito novo para todo mundo, essas primeiras medidas que a gente logo tomou. E aí eu comecei a pensar depois que tudo bem a gente ficou impedido ali de captar alguns projetos. A gente teve que alterar porém já tinha uma série de projetos que já estavam gravados e estavam em andamento. Você pode falar um pouquinho como se deu a continuidade deles e a finalização para os projetos que a gente já tinha captação de imagem feita?

Eles estavam entrando na fase que nós chamamos de pós-produção, na finalização dos projetos. Então como exemplo a série Sementes da Educação, segunda temporada, os três episódios ainda estavam em fase de edição, que é uma das fases da pós. Então a gente já tinha gravado todo o material bruto pra série e tinha ali seguramente mais de quatro meses pelo menos de trabalho para a finalização do projeto. Então a gente conseguiu seguir com essa etapa de finalização normalmente sem afetar em nada, sem afetar em prazos, sem prejudicar a qualidade da entrega, conseguimos seguir normalmente. Principalmente por ser uma etapa que após o que depende só mesmo de trabalho na ilha de edição não tinha uma dependência de externas, de viagens, nem uma questão logística que pudesse ser impedido pela pandemia.

A gente está falando sobre nossos projetos culturais que a gente tem um bom tempo de antecedência e planejamento um pouco mais comprido, mas pensando nos nossos clientes do dia a dia, da semana, a gente também teve que mudar o tipo de soluções que a gente priorizava como entrega e que poderiam ser de fato soluções para as dores e para os desafios desses clientes. Será que você pode citar algumas delas pra gente?

Claro, isso foi uma adaptação muito rápida pra gente. A partir do momento que não dava mais pra estar com time na rua gravando imagens. Quais são as alternativas disponíveis de como extrair o melhor disso? Melhor impossível de ser feito em casa. Um time inteiro em casa. Então as principais alternativas foram começar a criar vídeos com base em imagens de bancos de imagens. Então OZ assina alguns serviços incríveis com conteúdos brasileiros e do mundo inteiro em vídeo, fotos e outros formatos que são base para ilustrar os roteiros que a gente tem criado durante a pandemia. Quando é necessário ter imagem em vídeo. Outro caminho muito legal e muito usado também é explorar mais dos recursos de animação 2D e 3D, também o 2D se pode trabalhar ali com personagens. No caso dos vídeos de explicação de processos ou até com infográficos para os vídeos mais técnicos. No caso do 3D é até aplicado a outras tecnologias como realidade aumentada virtual. Para tornar esses eventos digitais uma experiência mais marcante possível, então o uso de animação tem sido uma aplicação incrível também nesse momento. Outro ponto: as empresas começaram a produzir, a criar, a participar muito mais de eventos virtuais sejam a simples slides até os congressos virtuais. Então a gente também se adaptou. A gente aprimorou nosso conhecimento sobre livros, sobre as ferramentas adequadas ideais para cada tipo de cenário dos clientes, sobre as formas de gerenciar por exemplo os participantes de um evento como entregar métricas de participação de interação. Quais ferramentas que permitem ter uma interatividade quando o que o cliente precisa realmente de um evento ao vivo ou de um evento que pode ser baseado em conteúdos gravados, mas lançados sempre para o público simultaneamente, mas não necessariamente um evento que vai ter interação com a gente, não precisa ser ao vivo.

Tem gente ajuda muito os clientes a desenhar a estratégia audiovisual adequada para a necessidade que ele tem. Um exemplo bacana também que a envolve e sim até a gravação remota a gravação com times remotos: a gente tá produzindo um documentário sobre o desenvolvimento da vacina de Oxford e a gente está com times espalhados em todas as cidades onde há alguma fase da produção da vacina. Então a gente está com gente gravando em Brasília, em São Paulo, no Rio e até lá em Oxford na Inglaterra, onde vão ser captados também depoimentos que vão fazer parte da ação desse documentário. Então como funcionou isso: nós buscamos pessoas que são profissionais de audiovisual e que moram muito próximo do local da gravação. Só então desenhamos um protocolo de segurança para que todo mundo tivesse os EPIs adequados para essa gravação e essas pessoas se deslocam minimamente para ir até o local gravar com nossa direção remota daqui com reuniões, com alinhamentos via Google Meet por exemplo. Esse profissional vai até o local com toda a direção remota, captura as imagens que a gente precisa, os depoimentos, os áudios, envia para a produtora e o nosso time daqui da base faz todo o trabalho de pós-produção além de montagem e edição, são alguns exemplos aí de adaptações que nós tivemos e que acabaram gerando grandes oportunidades para as empresas poderem se basear em estratégias audiovisuais para continuar produzindo materiais e continuar se posicionando.

Apesar das restrições por conta do isolamento com certeza é gritante o tanto de soluções que são baseadas, uma porcentagem bem grande, em recursos digitais. Mesmo quando a gente fala de captação com time remoto onde existe uma etapa importante presencial, mesmo seguindo todos esses cuidados que a gente comentou, que são essenciais para viabilizar o trabalho, mas ele exige também toda uma preparação que somente é possível fazer com as ferramentas e os recursos que a gente tem no universo digital e até pensando em uma série de conteúdos que tanto a interação digital quanto a própria linguagem do universo cibernético, o universo do computador. Pode dizer para a gente, esse podcast em si que eu acho que tem muito a ver com essa ideia, eu sei que a ideia já existe há um bom tempo na OZ mas ela ganhou muito força no momento. Logo que a gente entrou em quarentena você já está enfim há tantos anos na produtora que também já falava que tinha essa ideia essa vontade. Como você vê em relação à origem desse podcast e também sobre as motivações que levaram a gente até a gente estar realizando aqui o episódio zero?

Bom cara esse link é fenomenal porque é quase uma metalinguagem aqui que a gente vai falar porque é um movimento que foi superimportante dentro da produtora foi a gente criar um squad que nós chamamos de squad de marketing digital, que reúne ali pessoas do nosso time que têm vontade, que tem talento, que tem alguma experiência, que se uniram para formar esse Squad e pensar na produção estratégia de marketing de conteúdo da produtora. Então as primeiras ações ali foram olhar para as nossas redes sociais, mapear as pessoas com quem a gente gostaria de dialogar, entender que tipo de conteúdo poderia atender às nossas estratégias como marketing de conteúdo. Depois disso nós começamos a produzir os conteúdos para redes sociais. Criamos lives que você mais que ninguém pode representar que ao falar da Oz em si você é o rosto da voz e até o podcast. Eu entendo que ele é uma evolução. O próximo passo na produção de conteúdo dentro dessa estratégia toda nossa de marketing de conteúdo. Ele é um desdobramento da live. A gente viu que ela estava funcionando muito bem, ela estava tendo um conteúdo muito rico nas lives. Porém por ser uma live dentro do Instagram a gente sabe que ela assim que ela sai do ao vivo tem uma restrição muito grande para as pessoas chegarem até lá e dar play de novo, é muito diferente de um podcast.

A gente está aqui no podcast zero mas a gente tem certeza que esse esse episódio vai ter uma vida muito longa diferente de uma live depois de uma semana armazenada. Dificilmente alguém vai lá para assistir. Pode questionar as pessoas pagam os Podcasts, assistem ou ouvem os Podcasts em série principalmente quando tem algum conteúdo relevante. Então o próprio time foi entendendo o tipo de conteúdo que atendia ao que melhor conectava com a nossa estratégia, com o público que a gente quer atingir com o podcast, com todos os conteúdos.

E daí também surgiu desse squad de marketing digital a ideia de produzir esse podcast que a gente está estreando hoje, então é uma história muito bacana pra deixar registrado aqui nesse momento zero, que é muito legal.

Um desafio pra gente aí é conseguir compilar as informações os conhecimentos mas não só isso, trazer debates que são interessantes e eu falo isso justamente para comentar em relação aos convidados que a gente está fazendo um episódio nosso justamente por ser esse primeiro né, no caso zero, porque tudo culminou no que todo o planejamento foi até aqui, porém a nossa ideia é justamente trazer outras pessoas pra participar com a gente a partir dos próximos e inclusive eu o vejo como um podcast como uma extensão da Live, até nesse sentido também né. Porque existem pessoas que não se sentem tão à vontade em frente às câmeras mas se saem super bem quando estão gravando só o áudio e também ele não exige necessariamente aquele horário marcado em que as lives acontecem. Como o próprio nome já diz “ao vivo” e o podcast a gente tem essa possibilidade de encontrar um horário que seja legal para o convidado também.

Bom pessoal, nesse quadro a proposta é trazer algumas referências sobre o assunto e sobre tudo o que a gente está falando aqui nesse podcast. Qual dica você teria pra sugerir pro pessoal conhecer, que você tem sido assistido, o que mais você quiser falar?

A minha dica de hoje é uma biografia de Walt Disney, que está venda pela Amazon e tem o título “o triunfo da imaginação americana”. É uma biografia muito detalhada de toda a trajetória da vida de Walt Disney, inclusive trazendo os fatos que tornam o Walt Disney mais humano do que o mito que ele é e também mostra todo o lado ousado da criação de Walt Disney. O processo de criação que ele tinha, como lidava com as ideias dos outros e o que fez ele chegasse a esse ícone da cultura pop, do mundo da fantasia, enfim dessa grande indústria hoje que a Disney representa.

Então essa é minha dica o triunfo da imaginação americana, biografia de Walt Disney, tem uma versão com capa dura linda que está à venda na Amazon com preço promocional e vale a pena.

Achei muito legal cheguei a ver recentemente alguns vídeos que falavam ou ensinavam um pouco além da biografia fiquei super curioso porque a gente, não sei pelo menos para mim, às vezes a gente vê uma pessoa que chegou tão longe na nossa cabeça parece que ela sempre esteve naquele patamar. Mas as pessoas têm uma trajetória incrível e é muito legal da gente conhecer ainda mais o caso de um ícone como esse que fez história no cinema emuito mais

Sem dúvida muito legal, mas e a sua dica, qual será?

Cara eu vou falar do livro que estou lendo. Se chama Cultura da Convergência de um pesquisador/professor e apesar de ser uma edição digital atualizada ele já tem alguns anos, mas é muito interessante ver como ele estuda a questão da convergência entre as mídias principalmente causada pela internet. Mas não só por isso é também a relação da cultura participativa de quem assiste. Então antigamente os consumidores de conteúdo na verdade não tinham muita possibilidade de interagir com os conteúdos e depois analisando uma série de programas muito bem sucedidos, como Survivor e American Idol, até obras icônicas como Matrix, Star Wars e Harry Potter. Ele consegue trazer muita informação a respeito de como hoje em dia e de lá para cá a cultura e as comunidades de Internet de fóruns, principalmente tem o poder inclusive de pautar algumas mudanças e alguns caminhos dentro das obras que tanto gostam.

Bom pessoal, espero que vocês tenham gostado muito do conteúdo que a gente trouxe aqui e também recomendo que vocês confiram essas dicas que a gente trouxe que apesar de não serem ligadas diretamente ao tema, a gente tem certeza que vai inspirar vocês em muitas situações aí principalmente nesse momento onde a gente acaba tendo um tempinho a mais para estudar e nos debruçar em novos conhecimentos. Eu aproveito aqui para agradecer todo mundo que acompanhou o podcast até agora e principalmente agradecer o Hygor que tem participado comigo de todo esse planejamento e a gente está junto nesse desafio aí pensando os próximos conteúdos e episódios pra daqui pra frente.

Gus obrigado por ter topado estar junto no projeto aí acho que a gente na verdade criou junto um negócio e estou muito feliz de ter gravado aqui, estamos chegando no fim do primeiro episódio e convido você que está ouvindo pra assinar o nosso podcast principalmente dentro do Spotify que é um canal onde a maior parte da distribuição vai rolar e interaja com a gente, estamos à disposição aqui. Queremos ouvir o que vocês estão pensando, dicas, sugestões pra gente melhorar o nosso conteúdo cada vez mais. Obrigado para todo mundo.

É isso aí pessoal. Esse foi o episódio zero do OZCAST trazendo alternativas para a produção de conteúdo audiovisual durante e após a pandemia do coronavírus. Novos episódios a cada 15 dias.

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Descrição
Seja muito bem vindo aos bastidores do mundo da Oz Produtora! Nesse podcast Hygor Amorim, fundador e CEO da Oz, juntamente com Gus Belezoni, produtor multiplataforma da Oz trazem convidados muito especiais e falam sobre cases, tecnologia, inovação, tendências, técnicas, soluções e curiosidades por trás das produções da Oz.
Transcrição
Seja muito bem vindo aos bastidores da Oz Produtora!

Nesse podcast, eu, Hygor Amorim, CEO e fundador da Oz, juntamente com Gus Belezoni, produtor multiplataforma da Oz, traremos convidados muito especiais e falaremos sobre cases, tecnologias, tendências, técnicas, soluções e curiosidades por trás das produções da Oz.

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