17/06/2016

Dia do Cinema Brasileiro: comemore com a maratona brasuca da Oz

A data de 19 de junho marca o Dia do Cinema Brasileiro. Reza a lenda que foi nesta data em que foram feitas as primeiras gravações com cinematógrafo no Brasil. As imagens, feitas pelo italiano Afonse Segreto a bordo do navio Brésil capturam o cenário da Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro em 1898. 

E como verdadeiros apaixonados por cinema, preparamos uma maratona de filmes brasileiros para você aproveitar o fim de semana e não deixar essa data passar em branco. 

 

 

Jogo de Cena (2007) - Eduardo Coutinho 

Dica da Marina Rossato, Produtora Cultural 

Eduardo Coutinho é um dos mais renomados documentaristas do Brasil e possui uma filmografia extensa. Certa vez o diretor disse “Pra se mudar a realidade, para criticá-la, a primeira coisa que se deve fazer é aceitá-la como ela é… Pelo simples fato de existir”. Em “Jogo de Cena”, filme escolhido pela nossa produtora cultural, Marina Rossato, o limiar entre documentário e ficção faz o espectador se questionar sobre o uso e o poder da linguagem cinematográfica.

 

 

 

Tim Maia (2014) – Mauro Lima 

Dica do Francis Fidélix, Animador 

“Tim Maia - O Filme”, é uma adaptação do livro de Nelson Motta “Vale tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”. Como todo bom filme bibliográfico conta a história desde o nascimento até a morte do artista, inclusive abordando o envolvimento religioso, a descoberta de novos estilos musicais na passagem pelos EUA e claro sexo, drogas e rock e soul. Em muitos momentos o filme apresenta o personagem como um anti-heroi de índole e caráter questionáveis. A fotografia em tom amarelado ganha cores conforme a música entra e explode, a trilha muito bem escolhida, que não inclui só sucessos, nos faz sentir um pouco do que esse artista viveu.  

 

O filme completo você encontra no PopCorn Time 

 

 

Redentor (2004) – Claudio Torres 

Dica do Mauricio Xavier, Diretor de Fotografia e Editor

Redentor é uma produção que destila sua critica à aspectos conhecidos da sociedade brasileira, como a má distribuição de renda, injustiça, a corrupção e a miséria. Um filme capaz de mostrar que a pressão e o sentimento de culpa podem induzir o indivíduo a atitudes impróprias. O diretor Claudio Torres brinca com a narrativa e engaja o espectador ao mostrar uma versatilidade de sentimentos, apresentando um filme sarcástico, engraçado e ao mesmo tempo dramatico. 

 

 

 

O Menino e o Mundo (2014) – Alê Abreu 

Dica do Ocimar Cardoso, Animador  

Indicado ao Óscar, “O Menino e o Mundo” é uma animação que conquistou com respaldo e respeito o mercado nacional e internacional. Com uma estética na contra-mão das animações contemporâneas, possui poucos aparatos tecnológicos: animado em duas dimenssões, linhas e shapes simples dão vida à história de um pai de familia que deixa o interior e vai em busca de melhores condições de trabalho na cidade grande. É através desse mote que o filho, cheio de esperança, sai em uma jornada buscando o pai. Sem diálogos, uma a trilha composta pelo rapper Emicida, nos conduz e nos emociona durante toda a história.

 

 Assista o trailer abaixo.

 

 

 

Elena (2012) - Petra Costa 

Dica da Lívia Lourenço, Assistente de Produção 

Elena é um documentario em tom de carta, na qual a diretora se direciona à irmã que não está mais ali e é possível de imaginar o que aconteceu, mas quando a verdade vem a tona é uma avalanche de emoções. É um filme plástico e poético que trata de um tema mórbido. É uma obra que exige a concentração do espectador e proporciona uma imerssão intensa. Petra, a diretora, expõe um drama pessoa e isso aproxima o público, gera identificação e comoção.

 

 

 

 

Central do Brasil (1998) – Walter Salles

Dica da Amanda Castro, Produtora

Quando se assiste a um filme no cinema o que, inicialmente, fascina é a sensação cinematografica, a imensidão da tela e a imersão acústica, além, é claro, de uma narrativa evolvente. Foi assim que a Amanda, nossa produtora, se apaixonou por Central do Brasil. O diretor, Walter Salles cativa com uma direção de atores cuidadosa e uma história emocionante. O filme narra o encontro de um menino, que após o falecimento da mãe decide ir em busca do pai, com Dora, uma senhora que se dedica a escrever e enviar cartas de analfabetos. A relação entre os personagens se estreita ao longo de uma viagem pelas estradas do Brasil onde sentimentos e as emoções são despertadas e se misturam com a paisagem; estradas tortuosas e medos, belas paisagens e virtudes, desertos e traumas.

 



Cidade de Deus (2002) – Fernando Meirelles e Kátia Lund 

Dica de: Hygor Amorim, Diretor 

Cidade de Deus é um filme que marcou a história do cinema brasileiro. Ambientado entre o fim dos anos 70 e início dos anos 80, acompanha o desenvolvimento do conjunto habitacional que dá nome ao filme. Retrata a vida de dois meninos, amigos de infância que, vivendo em uma mesma realidade tiveram rumos diferentes. É considerada uma obra completa, na qual todas as funções exercidas são excepcionais; fotografia, direção de arte, montagem, trilha sonora e direção de atores. Fernando Meirelles, diretor do filme, optou por um elenco de não-atores, todos moradores de favelas do Rio de Janeiro. Assista o trailer abaixo. 

 

Filme completo disponível no PopCorn Time 

 



Abril Despedaçado (2002) – Walter Salles 

Dica da Lia Botta, consultora da Trilha Desenvolvimento

Inspirado em um romance albanês de mesmo nome, escrito pelo antropólogo Ismail Kadaré foi adaptado pelo realizador Karim Aïnouz. Conta a história de duas famílias sertanejas que por conta da disputa de terra vivem em um juramento cíclico de vingança, travando duelos que se perpetuam durante gerações. É uma obra marcante para o cinema nacional, dando ênfase à sentimentos primitivos do ser humano, a proteção da honra do ciclo familiar e a vingança para quem o quebra ou ameaça-o. 

 

 

 

 


Dois Coelhos (2011) – Afonso Poyart 

Dica do Leandro Lima, Editor

Em uma produção impecável e com efeitos especiais de dar inveja,  Poyart quebra com o costume dos filmes nacionais do gênero de ação que quando surgem, têm sua tema atrelado a contextos sociais. Apesar da narrativa retratar uma iniciativa individual ao combate à corrupção, pouco do tema é desenvolvido dentro da linha dramática do filme. Lucas Gonzaga dá ritmo ao filme com uma edição rápida que coloca espectador em um contexto de rapidez de raciocínio para capturar as referencias e citações feitas a cada instante.

 

 



 Mais publicações