22/04/2016

O fim do mp3 está próximo?

Em 1999 o mercado da música viveu seu melhor período, com um faturamento de US$ 28,6 bilhões. Naquela época, o compact disc, o conhecido CD, era a principal maneira de consumir música - com uma capacidade de armazenamento de 700 MB, cerca de 80 minutos de áudio. 

 

Com a popularização do mp3, já nos anos dois mil, e o surgimento de programas de troca de arquivos na internet, como o saudoso Kazaa, a pirataria e a facilidade no download de músicas fez com que o CD fosse deixado em segundo plano. O consumidor passou a acreditar que não valia a pena pagar para consumir música. 

 

O streaming está cada vez mais popular

Em 2014, o setor de música faturou US$ 15 bilhões, um valor bem inferior se comparado ao fim da década de 90. Uma esperança para o mercado são os serviços de streaming que cobram pequenas taxas mensais e permitem ao usuário ouvir música online sem depender de discos nem downloads. 

 

Serviços como Deezer, Spotify e Google Play Música conquistaram o público jovem - a maioria dos usuários tem entre 15 e 24 anos. No ano passado, a renda com discos caiu 15% no Brasil, enquanto a digital, já liderada pelo streaming, subiu 30%. 

 

A previsão é que os serviços de streaming cheguem até 2020 com quase 1 bilhão de usuários. O Spotify, mais popular dos aplicativos de reprodução de música online, conta hoje com cerca de 75 milhões de usuários - 20 milhões deles pagam pela assinatura, que custa R$ 15 no Brasil. 

 

Mp3 ou streaming? 

 

Ainda é cedo para dizermos que o mp3 morrerá, mas não podemos negar que ele está perdendo espaço para uma mídia mais leve - os usuários não precisam mais baixar músicas - e rentável - uma possível solução para a onda de pirataria que surgiu com a popularização do download de músicas. 

 

Mas, apesar do crescimento, o streaming ainda é novo e muitos artistas ainda não se convenceram de que o serviço poderá diminuir a pirataria. Músicos como Taylor Swift, Adele e o grupo Procure Saber (Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, entre outros) dizem que o repasse da renda tem sido injusto. Já as empresas que oferecem o streaming respondem a queixa afirmando que quanto mais o serviço crescer, maior será o retorno para todos.



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