19/02/2016

Como funcionam os recursos financeiros do audiovisual?

Já falamos aqui no blog que para produzir um conteúdo audiovisual basta ter uma boa ideia na cabeça. É claro que quando pensamos em grandes produções, precisamos levar em conta também o dinheiro que será investido para que aquele projeto realmente saia do papel. 

 

Mas qual é o caminho para que boas ideias ganhem cor, forma e roteiro? Para responder isso fomos tomar um café com a Marina Rossato, reponsável pela Oz Cultural - que coordena as produções de conteúdo próprio da Oz. “Geralmente a nossa demanda chega através de um cliente externo que nos procura para produzir algo. Agora, estamos fazendo o caminho inverso”. 

 

Pré-produção 

 

Todo projeto audiovisual que visa captar recursos de empresas por meio de isenção fiscal  - mecanismo que possibilita às empresas aplicarem uma parte do imposto em ações culturais - deve ter antes a aprovação do órgão responsável. 

 

Para a Lei Rouanet, quem aprova é o Ministério da Cultura (MinC), já na Lei do Audiovisual, o órgão é a Agência Nacional do Cinema (Ancine), para o uso do Programa de Ação Cultural (ProAC), a instituição responsável é a Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Um projeto pode combinar diferentes leis de incentivo.

 

Marina explica que a Oz Cultural tem atualmente três projetos já aprovados, prontos para captar recursos. Essa é a fase da pré-produção. 

 

Financiamento público

Existem muitas formas de financiar uma produção audiovisual. Marina conta que a mais utilizada atualmente no Brasil é o financiamento público. A Lei Rouanet, por exemplo, traz incentivos a diversas produções nacionais. Já no estado de São Paulo, o ProAC isenta empresas do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para promover projetos culturais, inclusive audiovisuais. 

 

Procurando editais

Mas antes de sair por aí procurando empresas que queiram investir em cultura via renúncia fiscal, Marina explica que é preciso ficar de olho nos editais que chamam novos projetos para análise. “Cada edital exige um formato de projeto, pode ser um curta-metragem, uma animação ou um documentário. Por isso precisamos entender onde o projeto se encaixa antes de inscrevê-lo”. 

 

Atualmente, as principais chamadas públicas de projetos audiovisuais partem do Fundo Setorial do Audiovisual, que possui uma ampla linha de ação e contempla diferentes tipos de projetos.

 

Viva a produção nacional!

Fomento da cultura, investimento nas produções nacionais. Podem existir muitas críticas às políticas culturais do Brasil, mas uma coisa é certa: elas são fundamentais para estimular não só a produção da cultura nacional, como também a economia - circulando capital e gerando empregos. “É importante para ocupar o mercado, você contribui para a formação cultural dos cidadãos, além de criar um conteúdo em que a população se vê na tela e se identifica com o que está sendo produzido”, conclui Marina, que já busca incentivos para as próximas produções da Oz. 

 

 



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