20/01/2016

Como a inteligência de dados mudou o modo de criar conteúdo?

Desde a popularização da internet, em meados da década de 90, a quantidade de informações espalhadas na rede mundial de computadores só aumenta. Além dos vídeos, imagens e notícias, informações sobre os gostos e preferências dos usuários ~ no caso, nós ~ também podem ser encontradas nos bancos de dados de redes sociais e outras formas de cadastros em que divulgamos nossas informações pessoais. 

 

O surgimento do Big Data

Para lidar com esse caminhão de informações que são despejadas na web todos os dias, os cientistas da computação criaram o termo Big Data, que é utilizado para descrever o conjunto de soluções tecnológicas feitas a partir das megabases de dados disponíveis na internet. O Big Data analisa e dá sentido a essas informações. Big Data nada mais é do que uma grande quantidade de dados, organizada de uma forma que se possa extrair valor.

 

Através disso, os dados dos usuários são armazenados em plataformas e Data Centers equipados com tecnologias capazes de compilar resultados em questão de minutos, numa combinação que une matemática, estatística e ciência da computação. 

 

A informação vale mais que barras de ouro (que valem mais do que dinheiro!)

As informações são cruzadas e interpretadas por empresas e instituições que buscam esses dados para apoiar decisões estratégicas, inovar e compreender melhor o mercado e o comportamento dos consumidores ou de um público específico. A partir dessas informações sobre nós, as marcas podem identificar tendências e padrões sociais que influenciam o conteúdo de novos produtos lançados no mercado. 

 

Ou seja, os softwares nos analisam, transmitem essas informações para as empresas e assim cria-se produtos mais eficientes no sentido de atrair e atender melhor o seu público alvo. Um exemplo disso são os sistemas de recomendação no Spotify ou Youtube que sempre acertam em cheio nossos gostos e opiniões. 

 

A privacidade foi para o beleléu? 

A internet acabou criando um contexto em que a privacidade precisa ser repensada. Acessar informações sobre os usuários da web ficou muito fácil, mas isso também fez surgir a discussão de até que ponto nossas informações podem ser compartilhadas por aí. E é claro que, como toda mudança, precisa ser acompanhada de transformações na legislação e na fiscalização de cada país. 

 

Para conter fraudes e roubo de informações por pessoas maliciosas, é importante a criação de marcos, leis e normas para atender o que acontece na internet. EUA  e alguns países europeus possuem regras para manutenção dos dados de usuários. Aqui no Brasil existe o Marco Civil da Internet, aprovado no ano passado. O marco garante o direito à privacidade a todos os usuários brasileiros na rede.



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