15/12/2015

Câmera na mão e a ideia na cabeça

Nunca a frase “nós somos a mídia” fez tanto sentido como nos dias atuais. Com a popularização da internet e a invenção das redes sociais, chegamos onde estamos hoje: tudo pode ser filmado, fotografado e compartilhado em tempo real! Neste lugar cheio de informação instantânea nascem novas narrativas, novas formas de se contar a história.


O Occupy Wall Street, movimento contra a desigualdade econômica e social que desencadeou uma série de manifestações em todo o mundo, é um exemplo de como a internet e uma proposta de narrativa democrática podem transformar a maneira que os atos políticos são divulgados. E aí, o audiovisual tem um papel fundamental nessa nova maneira de informar.


E se você pensa que esse tipo de movimento só acontece em terras gringas, veja o exemplo das manifestações pelo transporte público no Brasil em 2013. Os atos foram divulgados pelas redes sociais e filmados pelos manifestantes. Nessa época, a palavra midiativismo começou a ficar mais conhecida. Portais como o Mídia Ninja e Jornalistas Livres ganharam destaque na cobertura dos atos, principalmente porque tudo era registrado no momento em que estava acontecendo, a cobertura em real time.


O midiativismo chega onde a mídia tradicional não consegue chegar. Afinal de contas, quem não tem um celular que filme hoje em dia? É a notícia em primeira pessoa, sem edição!  E é só isso o que você precisa para cobrir um protesto, evento ou qualquer outro ato político. E o mais interessante disso tudo é que você não precisa ser um jornalista ou um produtor audiovisual para filmar alguma coisa. Basta ter um celular na mão.


A cobertura midiativista também está presente nas ocupações das escolas estaduais em São Paulo. Como forma de protesto contra o projeto de reorganização do ensino proposto pelo governo, os estudantes da rede pública estão morando nas escolas há quase um mês. São os próprios estudantes - ou ocupantes - que filmam o que acontece dentro das escolas e divulgam através das redes sociais.


Em meio a tantas transformações na forma como nos comunicamos, o mundo vai descobrindo que não precisa da mídia tradicional para divulgar o que acontece. A tecnologia, neste caso, caminha ao lado do povo, ou melhor, nos bolsos do povo, pronta para ser sacada e apontada pra qualquer lugar. Pega seu celular e filma!



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