17/07/2015

Netflix no fenômeno chamado internet

Quanto tempo você passa na internet durante a semana, fora trabalho? Quantas séries você acompanha? Quantos filmes você assiste?

E disso tudo que você assiste, assiste como? No horário em que passa na televisão? Pois é: não temos mais paciência de esperar dar oito da noite da quarta-feira para acompanhar o novo episódio da nossa série preferida. Assistir on-demand, a hora que queremos, é muito mais cômodo. Não perdemos horários, não ficamos apreensivos com a possibilidade de perder o episódio e não temos que lidar com comerciais.

O serviço de streaming online, Netflix, percebeu isso há muito tempo. O que começou como um serviço de locação via correio logo evoluiu e se tornou o gigante que conhecemos hoje. Recentemente anunciaram que investiriam 5 bilhões de dólares em conteúdo original em 2016. Além disso, os conteúdos originais Netflix já ganharam Emmy Awards, são acompanhados e comentados em todo o mundo e com certeza alguém que você conhece assinou o serviço motivado pela facilidade e acesso a esses conteúdos. Séries como Sense8, House of Cards e Orange is the New Black são apenas a ponta do iceberg que é o site.



Checando o cenário

Para você ter uma idéia do que é o Netflix em números: só no segundo semestre desse ano o Netflix ganhou 3.3 milhões de novos assinantes em todo o mundo, o dobro do mesmo período ano passado. A meta é, até o final do ano, chegar a 69.1 milhões de assinantes. E como eles pretendem fazer isso? Investindo em produção de conteúdo de qualidade em detrimento do lucro. Apesar de todo o sucesso, o serviço ainda não opera no azul.

Em um relatório divulgado aos acionistas, os CEO e CFO afirmam que 90% dos assinantes já assistiram conteúdo original Netflix, o que apenas confirma que eles estão no caminho correto.

E o que isso demonstra?

Que a internet é o futuro! Ok, isso soou sonhador, mas não podemos negar o fato de que cada vez mais dependemos e usamos a web para o nosso dia a dia. E isso se torna mais verdade ainda checando o crescimento do vídeo na internet (link) e analisando o relatório do Netflix. Investir em conteúdo audiovisual engaja pessoas, fomenta discussões, movimenta ambientes de troca de ideias. Basta ver como a internet reagiu ao lançamento da terceira temporada de Orange is The New Black, por exemplo, contando os segundos antes da meia noite, para assistir a nova temporada.

O que o futuro reserva?

Para o Netflix, investimentos cada vez mais pesados não só em séries, mas também em longa-metragens. A estratégia é ter conteúdo de alta qualidade disponível apenas no serviço, o que garante certa fidelidade dos consumidores. E está funcionando! Nos Estados Unidos, o Netflix é responsável por 36% do tráfego de internet, contra 1.9% do Hulu e 2% do Amazon Video.



Para quem produz audiovisual e trabalha com web, o futuro reserva cada vez mais oportunidades de investimento e crescimento.

Estamos vendo as tendências e acompanhando o fluxo! E você? O que acha desta revolução audiovisual?



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